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Evo Morales acusa governo de recusar negociações – DW – 04/11/2024

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Antigo boliviano O presidente Evo Morales disse no domingo que faria greve de fome até que o governo concordasse em dialogar com ele.

Ele estava no terceiro dia de greve de fome, quando começou a conseguir que “organizações internacionais ou governos amigos” facilitassem as negociações com seu rival político, o presidente Luis Arce.

Morales foi destituído do cargo há cinco anos. Tensões aumentaram nos últimos dias, quando seus apoiadores bloquearam rodovias em protesto contra a tentativa do governo de reviver um caso de estupro de 2016 contra Morales.

Caso contra Morales

Morales está sendo investigado por estupro, tráfico de pessoas e contrabando de pessoas devido a um suposto relacionamento com uma menina de 15 anos em 2015.

O homem de 65 anos negou qualquer irregularidade e diz que as acusações estão a ser apresentadas para impedir o seu regresso político nas próximas eleições.

Ele disse que está sendo alvo porque pertence à comunidade étnica aimará. Em 2006, tornou-se o primeiro indígena a governar a nação latino-americana, permanecendo no cargo até 2019, quando renunciou sob pressão dos militares após eleições marcadas por denúncias de fraude.

Protestos contra o governo

Morales está actualmente a acusar o governo da Bolívia de evitar os seus pedidos de diálogo durante os protestos contra estas acusações. Seus apoiadores começaram a bloquear estradas desde o mês passado.

O governo boliviano acusou esses manifestantes na sexta-feira de deter soldados refém.

Morales vive em Chapare, a região rural de cultivo de coca da Bolívia que serve como seu reduto.

A polícia boliviana tenta desbloquear estradas em 1º de novembro.
Bloqueio de estradas é uma forma comum de protesto na BolíviaImagem: David Flores/APG/IMAGO

“Pedi um diálogo imediato… e a resposta do governo foi prender… camaradas e levá-los para La Paz”, disse ele à agência de notícias AFP.

“A resposta de Luis Arce foi a repressão, um atentado contra nossas vidas, uma guerra judicial e a tomada de dezenas de nossos camaradas como reféns, transferindo-os para La Paz”, disse ele em uma postagem no X.

Durante um protesto em La Paz, cerca de 3.000 forças de segurança reprimiram os protestos usando gás lacrimogêneo. Morales pediu a libertação de 66 pessoas detidas pela polícia durante os protestos.

“Não é que eu, Evo, queira ser presidente. O povo pediu-me para regressar. Durante a minha administração houve estabilidade. Quando há estabilidade económica e política, há felicidade”, disse à agência de notícias AP.

Morales também afirmou que sobreviveu a um tentativa de assassinato contra ele no mês passado.

O bloqueio de estradas é um método de protesto comum para bloquear o acesso no país, que possui um terreno montanhoso. As estimativas do governo estimam perdas de até 2,1 mil milhões de dólares (1,93 mil milhões de euros) após 21 dias de protestos.

A assessora presidencial Maria Nela Prada disse que o governo concordou em conversar, mas apenas “para tratar de questões que dizem respeito ao poder executivo e não a outros órgãos do Estado”.

Morales renunciou em 2019 após acusações de fraude após as eleições. Ele foi impedido de concorrer novamente, mas quer competir contra seu ex-aliado Arce nas eleições de 2025.

tg/você (AFP, AP)



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose-interna.jpg

A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

 

A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.

A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.

O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.

O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.

Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.

 



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