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Ex-ministro do Petróleo da Venezuela é preso por supostas ligações com os EUA | Notícias de Nicolás Maduro
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Pedro Tellechea, ex-ministro do Petróleo da Venezuela, renunciou poucos dias antes de os promotores anunciarem sua prisão.
Um ex venezuelano O ministro do Petróleo com supostas ligações com uma empresa de inteligência dos Estados Unidos foi preso, dias depois de ter renunciado.
Pedro Tellecheaex-ministro do Petróleo da Venezuela e ex-executivo estatal do petróleo, foi detido no domingo, informou a agência de notícias AFP. Detalhes de sua prisão foram anunciados na segunda-feira.
Tellechea e seus co-conspiradores são acusados de facilitar a “entrega ilegal de um sistema de controle automatizado” a uma empresa controlada pelos serviços de inteligência dos EUA” através da Petroleos de Venezuela SA (PDVSA), a empresa petrolífera estatal que ele operava, Procurador-Geral Tarek William Saab disse em um comunicado.
Saab afirmou que a Telelchea violou a “soberania nacional” ao entregar “o cérebro da PDVSA” à empresa não identificada. Os “colaboradores mais próximos” de Tellechea também foram detidos pelas autoridades. Eles não foram nomeados pelos promotores.
A prisão de Tellechea, um antigo coronel do exército que serviu como ministro do Petróleo durante alguns meses, surge logo após a sua demissão abrupta na semana passada. Na sexta-feira, em postagem nas redes sociais, ele desistiu do cargo, citando “problemas de saúde que exigem minha atenção imediata”.
Ele foi nomeado ministro do petróleo em março de 2023, mas mais tarde foi transferido do ministério do petróleo para o ministério da indústria como parte do O presidente Nicolás Maduro espalhando reorganização do gabinete em agosto, após o embate do presidente eleição contestada vitória. Tellechea foi nomeado chefe da PDVSA em janeiro de 2023, informou a agência de notícias Reuters.
Mais de 2.400 pessoas foram presas e pelo menos 27 pessoas foram mortas na Venezuela depois que protestos tomaram conta do país acusando Maduro de fraude eleitoral.
A prisão de Tellechea é o mais recente escândalo a abalar o conturbado sector energético do país, que tem estado a sofrer nos últimos meses e anos devido a uma enxurrada de processos criminais contra gestores de topo e altos funcionários do petróleo.
O ministro do Petróleo da Venezuela, Tareck El Aissamirenunciou no ano passado depois que as autoridades detiveram seis funcionários de alto nível ligados a uma investigação de corrupção na PDVSA. El Aissami também foi posteriormente detido.
A repressão acabou por levar à detenção de pelo menos 21 empresários e altos funcionários relacionados com o desaparecimento dos rendimentos dos carregamentos de petróleo, totalizando mais de 20 mil milhões de dólares, informou a agência de notícias Associated Press.

Em 2023, Saab disse que o seu gabinete anunciou que investigou 27 “esquemas de corrupção” na PDVSA desde 2017, que, segundo ele, resultaram em mais de 200 detenções, incluindo a detenção de alguns dos principais executivos petrolíferos do país.
Eulogio del Pino e Nelson Martinez, dois outros ex-ministros do petróleo, também enfrentaram anteriormente acusações de corrupção na Venezuela. Martinez morreu mais tarde na prisão. Rafael Ramirez, outro ex-ministro do Petróleo que ocupou o cargo de 2002 a 2014, também é procurado pelas autoridades venezuelanas e atualmente está foragido, escondido na Itália. A Itália não atendeu ao pedido de extradição da Venezuela.
A Venezuela, que possui as maiores reservas de petróleo conhecidas do mundo, já produziu mais de três milhões de barris de petróleo por dia. Desde então, a produção caiu para menos de um milhão de barris em meio a tensões políticas, sanções e grave má gestão.
Os EUA deram luz verde a gigantes petrolíferas como a Chevron e a Repsol para manterem uma posição no país, solicitando licenças independentes.
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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre
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26 de junho de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.
Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.
Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.
O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.
Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.
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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre
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23 de junho de 2026O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.
O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.
A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.
O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
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