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Ex-ministros de Bangladesh enfrentam acusações de ‘massacre’, prazo para investigação de Hasina definido | Notícias Sheikh Hasina

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O Tribunal de Crimes Internacionais pede a conclusão da investigação contra a ex-PM Sheikh Hasina e a apresentação de um relatório até 17 de dezembro.

Mais de uma dúzia de ex-altos funcionários do governo de Bangladesh foram presos após uma revolta em massa em agosto foram acusados ​​de “permitir massacres” perante um tribunal especial que também disse aos investigadores que têm um mês para concluir o seu trabalho sobre a ex-primeira-ministra Sheikh Hasina.

Dezenas de Aliados de Hasina foram detidas desde o colapso do seu regime, acusadas de envolvimento numa repressão policial que matou mais de 1.000 pessoas durante os distúrbios que levaram à sua remoção e exílio na Índia.

O promotor Mohammad Tajul Islam disse na segunda-feira que os 13 réus, que incluíam 11 ex-ministros, um juiz e um ex-secretário de governo, foram acusados ​​de responsabilidade de comando pela repressão mortal ao protesto liderado por estudantes que derrubou o regime.

“Hoje apresentamos 13 réus, incluindo 11 ex-ministros, um burocrata e um juiz”, disse Islam, promotor-chefe do Tribunal de Crimes Internacionais de Bangladesh, aos repórteres. “Eles são cúmplices em permitir massacres, participando no planeamento, incitando a violência, ordenando aos agentes da lei que disparem à primeira vista e obstruindo os esforços para prevenir um genocídio.”

Hasina, que fugiu para Nova Delhi de helicóptero em 5 de agosto, também deveria comparecer ao tribunal em Dhaka na segunda-feira para enfrentar acusações de “massacres, assassinatos e crimes contra a humanidade”, mas ela permaneceu fugitiva no exílio, com os promotores repetindo pedidos de extradição para ela.

Golam Mortuza Majumdar, juiz principal do Tribunal de Crimes Internacionais, composto por três membros, marcou o dia 17 de dezembro para os investigadores terminarem seu trabalho. O prazo veio depois que os promotores pediram mais tempo para a investigação.

O mandato de quase 16 anos de Hasina foi generalizado abusos dos direitos humanosincluindo a detenção em massa e as execuções extrajudiciais dos seus opositores políticos.

“Os crimes que levaram a assassinatos em massa e genocídio ocorreram nos últimos 16 anos em todo o país”, disse Islam.

O procurador-chefe do tribunal já procurou ajuda da Interpol através do chefe da polícia do país para prender Hasina. A Índia é membro da Interpol, mas isso não significa que Nova Deli deva entregar Hasina, já que cada país aplica as suas próprias leis sobre se uma prisão deve ser feita.

No domingo, o líder interino e ganhador do Nobel Maomé Yunus disse que a sua administração irá procurar a sua extradição da Índia – um pedido que poderá prejudicar as relações com um importante aliado regional, que manteve laços estreitos com a líder destituída durante todo o seu tempo no poder.

Yunus disse que cerca de 3.500 pessoas podem ter sido sequestradas durante o governo “autocrático” de Hasina.

Os protestos eclodiram em Bangladesh neste verão, depois que estudantes universitários exigiram a abolição de um controverso sistema de cotas em cargos públicos que, segundo eles, favorecia os apoiadores do partido do governo. Embora o tribunal superior do Bangladesh tenha eliminado a quota, os protestos rapidamente se transformaram num apelo mais amplo à remoção de Hasina do poder.

A resposta do governo foi um dos capítulos mais sangrentos da história do Bangladesh, quando as forças de segurança espancaram e dispararam gás lacrimogéneo e munições reais contra manifestantes pacíficos, matando mais de 1.000 pessoas em três semanas e prendendo milhares.



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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre

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2026.09.30 Reunião Consu-Ufac (2).JPG

O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.

A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.

A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.

“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”

Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”

Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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