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Ex-prefeito do AC tem direitos políticos suspensos após condenação por improbidade administrativa

G1AC, via Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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O prefeito de Cruzeiro do Sul e atual secretário de Articulação Institucional, Vagner Sales, teve os direitos políticos suspensos por cinco anos. A decisão é da 2ª Vara Cível da Comarca de Cruzeiro do Sul, interior do Acre, e ainda cabe recurso.
O ex-prefeito virou alvo também de uma ação do Ministério Público do Acre (MP-AC) que ingressou uma Ação Civil Pública para investigar um suposto desconto de 5% de servidores com cargos comissionados na Prefeitura de Cruzeiro do Sul.
A Justisça acreana determinou que Sales seja declarado inelegível após ser condenado por improbidade administrativa. A condenação é referente ao não pagamento de dívidas de energia elétrica da prefeitura.
Além disso, o ex-gestor não pode ser contratado pela Poder Público, nem receber benefícios ou gratificações, mesmo que por meio de pessoa jurídica, serviço público.
Ao G1, o ex-gestor falou que já entrou com recurso. Em defesa, Sales afirmou que a dívida é das gestões passadas e que ele chegou a negociar o débito e pagou ainda R$ 7 milhões como parte do acordo.
“Antes de eu sair, negociei, abri um crédito na Eletroacre e passaram para 150 meses. Dei uma entrada R$ 7 milhões, a dívida era de R$ 32 milhões e passei a luz do município que estava com 21 anos que não pagavam”, defendeu.
O ex-gestor relembrou ainda que precisou aumentar a arrecadação na contribuição de iluminação pública para conseguir cumprir com o acordo e conseguir pagar as parcelas. O nome do ex-prefeito deve ser incluído no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) pela condenação.
“A partir de quando eu comecei a pagar as parcelas, fomos cumprindo com as obrigações, porque aumentei o recurso na contribuição de iluminação pública que não cobria e tive que aumentar para ser suficiente. Mesmo assim, a Eletroacre entrou com uma ação porque era uma briga judicial.

Condenação

No mês de abril, a Justiça Federal condenou Vagner Sales também por improbidade administrativa. A decisão é resultado de uma ação civil pública instaurada pelo Ministério Público do Acre (MP-AC) em 2009.
A investigação iniciou após o MP-AC apurar que o dinheiro de um convênio entre a Prefeitura de Cruzeiro do Sul e a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) em 2007 para recuperação de ramais não foi usado devidamente.
Ainda de acordo com a Justiça, o prefeito causou um prejuízo de mais de R$ 600 mil aos cofres públicos. Ele foi condenado a devolver esse valor.

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