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Exclusão de torneios altera cenário financeiro do Corinthians

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Com dívida de R$ 2,3 bilhões, clube paulista fica de fora de principais torneios e enfrenta Transfer Ban da FIFA

O Corinthians pode perder até R$ 242 milhões em potenciais premiações em 2025 após ser eliminado pelo Racing (Argentina) na semifinal da Copa Sul-Americana, nesta 5ª feira (31.out.2024), em Buenos Aires. Com a derrota por 2 a 1 no El Cilindro, em Avellaneda, o clube tem chances remotas de disputar a Copa do Brasil no próximo ano, dependendo agora apenas de uma improvável classificação para a Libertadores via Campeonato Brasileiro.

A provável ausência nas 3 principais competições do próximo ano terá impacto significativo nas receitas do clube. A Copa do Brasil oferece mais de R$ 90 milhões ao campeão, enquanto Libertadores e Sul-Americana premiam com US$ 23 milhões (R$ 120 milhões) e US$ 6 milhões (R$ 32 milhões), respectivamente.

A possibilidade de rebaixamento também é motivo de apreensão para o clube. De acordo com a Nord Investimentos, a queda para a série B poderia gerar perda de R$ 171 milhões em receita. Contratos de jogadores de destaque, como o do atacante Memphis Depay, incluem cláusulas que permitem rescisões sem custos em caso de rebaixamento. Com a saída de peças-chave do elenco, o time poderia passar por uma reestruturação que elevaria o prejuízo financeiro. Por outro lado, se conseguir permanecer na Série A, o clube pode alcançar uma receita de R$ 718 milhões, sem contar os possíveis ganhos com a venda de jogadores.

Dia da Transparência

O Corinthians realizou, em setembro, o “Dia da Transparência” no CT Joaquim Grava para esclarecer questões da gestão financeira sob a liderança de Augusto Melo. Pedro Silveira, diretor financeiro, revelou que a dívida do clube atingiu R$ 2,3 bilhões, um aumento de R$ 200 milhões desde o início do ano.

A dívida total de R$ 2,311 bilhões está distribuída em:

  • R$ 924 milhões em custos onerosos;
  • R$ 676 milhões em parcelamentos tributários;
  • R$ 710 milhões referentes à Neo Química Arena.

Silveira afirmou que o aumento da dívida foi inferior ao valor dos juros herdados, calculados em R$ 139 milhões. Durante o evento, a diretoria destacou a economia de R$ 19 milhões na janela de transferências e a venda de Wesley por US$ 20 milhões. Fred Luz, CEO do clube, confirmou a contratação de Memphis Depay como parte da estratégia financeira, com investimento de R$ 57 milhões da Esportes da Sorte para cobrir parte dos R$ 70 milhões da negociação.

Vaquinha da torcida para quitação de estádio

A Gaviões da Fiel apresentou em setembro de 2024 um plano de arrecadação coletiva para ajudar o clube a quitar a dívida da Neo Química Arena. Em 18 de outubro, o Corinthians assinou com a Caixa Econômica Federal um protocolo de interesse para viabilizar a iniciativa, que visa quitar aproximadamente R$ 700 milhões.

A organizada esclareceu que ainda não existe chave Pix oficial para doações e alertou contra golpes. Os recursos serão depositados diretamente na Caixa, sem possibilidade de movimentação pelo clube ou torcida organizada.

Bloqueio de contas

O Tribunal de Justiça de São Paulo determinou o bloqueio de R$ 28 milhões das contas do Corinthians por dívida com a RC Consultoria, de Carlos Leite, empresário de Cássio e Fagner. O clube também enfrenta cobranças de André Cury, que exige R$ 3,3 milhões por comissões na negociação de Yuri Alberto, somando cinco processos que totalizam R$ 30 milhões.

Transfer Ban sofrido pela Fifa

Em 31 de outubro, a FIFA impôs ao Corinthians um Transfer Ban até meados de 2026, impedindo o registro de novos jogadores. A punição decorre de dívida de R$ 6,9 milhões relacionadas ao zagueiro Fabián Balbuena—1,9 milhão devidos diretamente ao jogador e R$ 4,3 milhões à empresa The General Sports Ltda, da qual o zagueiro é sócio.

Projeção para 2025

O clube concentra-se agora em garantir sua permanência na Série A do Brasileiro, com 7 rodadas restantes. Em julho, firmou acordo com a Liga Forte Futebol (LFU) pelos direitos de transmissão de 2025 a 2029, garantindo condições especiais, incluindo adiantamento de R$ 150 milhões e proteção financeira contra rebaixamento.

Segundo levantamento do Itaú BBA divulgado em outubro de 2024, o Corinthians é o clube brasileiro com maior endividamento líquido (1,89 bilhão), superando Atlético-MG (R$ 1,8 bilhão) e Flamengo (R$ 1,1 bilhão). O estudo aponta que a atual gestão precisará de ao menos 5 anos de superávit consistente para equilibrar as contas.



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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.

A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.

Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.

O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.

 



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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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