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Exercício nuclear da Otan eleva tensão, diz Rússia – 14/10/2024 – Mundo

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Igor Gielow

O exercício anual de ataque nuclear da Otan começou nesta segunda (14) com a estreia da Finlândia, que aderiu à aliança militar ocidental no ano passado, e críticas da Rússia.

“Sob as condições de uma guerra quente, que está ocorrendo dentro do arcabouço do conflito ucraniano, tais exercícios levam a nada menos do que mais escalada de tensões“, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov.

A queixa é previsível, mas ignora o fato de que a Rússia fez neste ano um exercício de emprego de armas nucleares táticas, aquelas que teoricamente são usadas de forma limitada nos campos de batalha, sem programação prévia. Bombas do tipo foram posicionadas na vizinha Belarus.

Além disso, o presidente Vladimir Putin está revisando sua doutrina de uso dessas armas, sugerindo que elas podem ser empegadas em caso de ataques convencionais de qualquer tipo à Rússia —antes, elas só seriam sacadas em caso de ação nuclear ou convencional, mas que trouxesse risco existencial ao país.

Tudo isso vem no escopo das tensões com o Ocidente, exacerbadas pela Guerra da Ucrânia. A Otan tem feito também movimentos no setor, dizendo que pode aumentar o arsenal de cem ogivas táticas que guarda em seis bases de cinco países europeus.

Os EUA também estão revisando sua política de uso dos armamentos, e iniciaram o desmonte do sistema de tratados de controle de armas ainda na gestão de Donald Trump (2017-2021).

Peskov voltou a dizer que Moscou não vê condições para reabrir negociações de desarmamento com os EUA porque Washington está ativamente participando da guerra ao lado de Kiev.

A deterioração do ambiente de segurança nuclear do mundo foi evidenciada com a concessão do prêmio Nobel da Paz deste ano a uma entidade japonesa que luta pelo fim dessas armas.

A edição 2024 do Steadfast Noon (algo como meio-dia com firmeza, em inglês) envolverá cerca de 60 aviões de 13 membros da Otan, utilizando oito bases no Reino Unido, Dinamarca e Holanda. O foco da simulação será o mar do Norte —evitando o Báltico, o que seria visto com uma provocação direta à Rússia, que margeia aquele corpo d’água.

Por outro lado, os finlandeses irão participar, com o apoio de caças F-18 e F-35. Até a invasão da Ucrânia pela Rússia, em 2022, os finlandeses mantinham uma estrita política de neutralidade militar, ainda que participassem de ações coordenadas com a Otan.

A guerra mudou isso, levando também a vizinha Suécia a deixar 200 anos de isolamento relativo, aderindo neste ano à aliança. Estocolmo não participará deste Steadfast Noon porque o planejamento nuclear da Otan é bastante metódico e lento.

Outro estreante na ação é o novo secretário-geral da Otan, o holandês Mark Rutte. Seu país, aliás, é um dos comandantes formais do exercício, ao lado da Bélgica. Ambos os países sediam bases com bombas táticas B-61, e a Holanda é a primeira integrante da Otan a operar o mais recente avião capacitado para empregá-las, o americano F-35.

Alem das seis bases atuais, duas delas na Itália, há outras seis unidades com capacidade de receber armas nucleares na Europa. Uma delas, no Reino Unido, poderá ser reativada em breve.

No Steadfast Noon, são treinadas as capacidades de lançar um ataque, um contra-ataque e, principalmente, a coordenação entre diversas forças. Além dos caças capazes de empregar bombas táticas, como o F-35, o Tornado e o F-16, participam da ação bombardeiros B-52 americanos.



Leia Mais: Folha

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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