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Falta de atenção: Veja como melhorar habilidade – 13/01/2025 – Carreiras
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2 anos atrásem
Beatriz Pecinato
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Quanto tempo você consegue ficar concentrado em uma única tarefa? Realmente fazendo só uma coisa, seja estudar, escrever um relatório ou ler esta newsletter (importante!)…?
Saiba que, em média, as pessoas conseguem ficar 45 segundos. Há 20 anos, eram dois minutos e meio. A capacidade de atenção humana caiu 70%…
↳ O dados são de um estudo publicado na revista científica Frontiers in Cognitions.
O que pode ter causado essa mudança?
VIvemos numa de era de estímulos: celular, rede social, aplicativo de mensagens… Tente listas quantas tarefas (algumas nada urgentes) incluímos na nossa rotina e mergulhamos nelas quase sem perceber.
- “Antes, podíamos nos concentrar por mais tempo. Por exemplo, você ia trabalhar e ficava fazendo só aquilo, não tinha um celular vibrando a cada dois segundos […]”, diz Ana Carolina Souza, neurocientista e sócia da Nêmesis, empresa de neurociência organizacional.
Tantas opções geraram uma fragmentação no foco, que diminui nossa concentração nas tarefas, afirma Souza.
Por exemplo: se você recebe uma nova mensagem enquanto responde a um email, sua atenção é capturada pela notificação. Assim, você perde o foco na atividade inicial e troca para a novidade.
O resultado: o cérebro tem dificuldade de focar em uma única tarefa. O acesso constante às redes sociais, por exemplo, gera uma fadiga cerebral.
- “Nos distraímos muitas vezes com o excesso de informações, e não temos paciência para focar em conteúdos profundos” diz Letícia Rodrigues, psicóloga e consultora de carreiras da Fiorire.
E como isso afeta o dia a dia de trabalho? São inúmeras as consequências negativas, e listo algumas aqui:
Procrastinação. Pessoas que não conseguem se manter concentradas tendem a adiar as tarefas e levar mais tempo para concretizar projetos, segundo Rodrigues.
- Com isso, acabamos evitando coisas que são complexas ou menos interessantes, que precisam de foco, explica Souza.
Baixa produtividade. Interromper o desenvolvimento de atividades para checar e-mails ou mensagens pessoais atrasa a entrega de demandas.
Aqui, o problema não está em olhar seus recados, e sim em atrasar tarefas pela excessividade de pausas, comenta Távira Magalhães, diretora de RH da Sólides.
Impaciência. Por causa da dificuldade em focar, há uma busca constante por conteúdos curtos.
Como consequência, muitas pessoas não conseguem ouvir palestras até o final ou ter discussões profundas e complexas —já que isso toma muito tempo—, diz Souza.
Mas… Nem tudo está perdido! A boa notícia é que é possível melhorar a falta de atenção. Veja algumas dicas práticas de como fazer isso.
Analise sua rotina
Tente encontrar o que está atrapalhando sua concentração. Tempo excessivo de telas? Recebe muitas mensagens? Utiliza aplicativos demais?
Depois, estabeleça soluções. Excluir algum aplicativo, estabelecer limite de tempo no uso do celular, e silenciar mensagens podem ser alternativas interessantes. Com isso, você reduz a estimulação indesejada.
Tenha uma boa noite de sono
Dormir bem é o primeiro passo para quem quer ter uma boa atenção no dia a dia.
“Quando você dorme melhor, começa a ter mais controle sobre seu comportamento” explica a neurocientista Souza.
Faça pausas
Estabelecer períodos de descanso entre tarefas é importante para iniciar novas atividades com mais atenção.
Por isso, alguns minutos de intervalo entre as demandas são bem-vindos, aconselha Magalhães.
Insira hobbies no dia a dia
Se gosta de jogos, os de tabuleiro podem ser uma boa opção para treinar o foco. “Você fica envolvido em uma atividade que te ajuda a ficar concentrado mais tempo, fazendo uma única coisa de uma forma prazerosa” diz a neurocientista.
- Eles também ajudam na construção do pensamento lógico e colaboração, segundo Souza.
Ler é outro bom exercício. “É preciso ficar concentrado um tempo para conseguir entender, acompanhar e imaginar”.
↳ Não precisa começar com um livro de 500 páginas. Escolha um artigo, depois passe para uma coluna e depois leia alguns capítulos.
Os hobbies, além de auxiliar na atenção, também servem como um descanso mental.
“Se eu passo horas na frente de telas, ou se vejo o mesmo assunto [por muito tempo], não tenho um descanso para o meu cérebro, que está gastando muita energia para se manter conectado” comenta Rodrigues.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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2 dias atrásem
9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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3 dias atrásem
8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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1 semana atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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