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CRIME

Família entra na Justiça e pede que policial penal que matou a mulher no AC não tenha direito a herança

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A família de Erlane Cristina de Matos, de 35 anos, assassinada pelo próprio marido, o policial penal Quenison Silva de Souza pediu a exclusão dele da herança deixada por ela. A ação tramita na 5ª Vara Cível de Rio Branco.

O policial está preso no Complexo Penitenciário de Rio Branco após ter sido condenado a 25 anos e 11 meses de prisão, em regime inicial fechado, pela morte da companheira.

Na ação, a defesa da família alega que, por lei, ele não tem direito de herdar a herança por ter cometido crime contra mulher.

Segundo o documento, desde o assassinato, os bens de Erlane, como casa e veículo, estão na posse da mãe do assassino e estariam sendo “dilapidados, ocultados e desvalorizados”. Por isso, a família pede urgência na decisão de exclusão dele como herdeiro. Não há informação do valor referente à herança.

g1 entrou em contato com o advogado do policial, Maxsuel Maia, para saber qual a manifestação da defesa em relação à ação, mas não obteve resposta até última atualização desta reportagem.

Ainda conforme a ação, atualmente existe um inventário e partilha em trâmite na Vara de Registro Públicos, Órfãos e Sucessões e de Cartas Precatórias Cíveis de Rio Branco, mas que depende de sentença declaratória de exclusão do policial, que é herdeiro, para que seja finalizado.

Condenação

Erlane foi morta com um tiro na cabeça em março do ano passado na casa do casal, no bairro Estação Experimental, na capital. O casal brigou depois de chegar da casa de um amigo. O acusado foi condenado pelo crime de homicídio qualificado por motivo fútil e por feminicídio.

A defesa trabalhou com a tese de homicídio culposo por negligência, mas o júri por maioria entendeu o contrário e ele foi condenado. Ao todo, 10 pessoas foram ouvidas, sendo nove testemunhas e o réu. Após o júri, o advogado do policial disse que respeita a decisão, mas que vai recorrer da decisão.

O servidor público chegou a ser internado no Hospital de Saúde Mental (Hosmac), mas a Justiça determinou que ele voltasse ao presídio.

Relembre o caso

Quenison Silva de Souza foi preso no dia 12 de março e indiciado por feminicídio por matar a companheira com um tiro na cabeça. O crime ocorreu na noite de 11 de março de 2020 na casa do casal. À polícia, Souza afirmou que o tiro foi acidental.

G1 teve acesso a um relatório psicossocial feito por uma psicóloga do Tribunal de Justiça que aponta o seguinte:

“Seus sentimentos são de intensa dor e arrependimento no que diz respeito ao ocorrido. Se sente culpado e em extrema vergonha perante sua família e seus amigos. Não consegue aceitar que uma tragédia como essa teve sua pessoa como responsável, pois sempre foi muito responsável com sua arma e com suas obrigações de esposa e pai de família”.

Com informações de G1Acre

CRIME

Tarauacá: após espancamento, idoso de 80 anos participa de audiência na Justiça

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A agressão a um idoso de 80 anos na zona rural de Tarauacá, no Acre, causou indignação entre os moradores da região. A vítima é FRANCISCO WALTER CAETANO DA FROTA. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil, que já ouviu o suspeito do ataque. O idoso sofreu um corte profundo na cabeça e várias lesões nos braços, mas, segundo informações, recebeu atendimento médico e está com o estado de saúde estável.

A Polícia Civil informou que as investigações estão em andamento e, por isso, detalhes do caso não podem ser divulgados no momento. O objetivo é evitar que a apuração dos fatos seja prejudicada, enquanto novos desdobramentos são esperados nas próximas horas para esclarecer as motivações do crime.

O episódio gerou revolta na comunidade, que exige respostas e justiça para o idoso. A violência contra pessoas da terceira idade, especialmente em áreas mais isoladas, é motivo de preocupação, e o caso reforça o apelo por mais segurança e proteção para os grupos mais vulneráveis.

As autoridades locais garantem empenho na investigação para que os responsáveis sejam responsabilizados. A população de Tarauacá aguarda o desfecho do caso com expectativa de justiça.

Mesmo com fortes dores e graves lesões corporais, a vítima ainda participou de audiência no Juizado Especial Cível de Tarauacá, referente ao Processo nº. 0001195-37.2024.8.01.0014, onde é reclamante (processo público).

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CRIME

Homem é morto a tiros em frente a borracharia em Rio Branco

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Capa: Morte ocorreu em uma borracharia em frente à Fundhacre, em Rio Branco — Foto: Arquivo pessoal.

Um homem foi morto a tiros em frente a uma borracharia na BR-364, em Rio Branco, em frente a Fundação Hospitalar (Fundhacre), por volta das 11h20 desta quarta-feira (30).

Conforme apurado pela Rede Amazônica Acre, trata-se de Júlio Cesar Moreira Lima, ainda sem idade divulgada.

De acordo como Centro de Operações Policiais Militares (Copom), dois homens em uma motocicleta pararam na frente do estabelecimento, e um deles alvejou a vítima.

A Polícia Militar foi acionada e isolou o local. O Instituto Médico Legal (IML) e equipes de perícia também foram acionados.

Crime ocorreu na manhã desta quarta-feira (30) — Foto: Reprodução/Google Street View

Crime ocorreu na manhã desta quarta-feira (30) — Foto: Reprodução/Google Street View

 

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CRIME

Jovem de 18 anos esfaqueada pelo ex vai passar por cirurgia no AC: ‘minha filha não merecia isso’, diz mãe

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De acordo com a família, o estado de saúde da jovem é estável, mas uma das facadas perfurou o pulmão dela e vai ser preciso uma operação em Cruzeiro do Sul. Mãe de Adriely Araújo Silva disse que testemunhas relataram a ela que o suspeito, ex da jovem, estava com ciúmes dela.

Capa: Adriely Araújo Silva, de 18 anos, levou 15 facadas do ex-namorado — Foto: Arquivo pessoal.

A jovem Adriely Araújo Silva, de 18 anos, que foi esfaqueada 15 vezes pelo ex-namorado dentro de um comércio em Tarauacá, no interior do Acre, na manhã dessa terça-feira (30), vai precisar passar por uma cirurgia pois um dos golpes perfurou um pulmão.

O estado de saúde da jovem é estável, e ela aguarda o procedimento no Hospital Regional do Juruá, em Cruzeiro do Sul.

A mãe de Adriely, que pediu para não ser identificada, disse que não estava no local quando a filha foi atacada, mas que testemunhas relataram a ela que o suspeito, Vandernilson Rosas da Silva, de 25 anos, ex-namorado da vítima, agiu motivado por ciúmes.

De acordo com a mãe, eles não estavam mais juntos, mas dividem os cuidados com o filho deles, de 4 anos. Nessa terça, Silva pediu à irmã dele para que ligasse para Adriely e pedisse que ela levasse a criança à casa dele.

Ela atendeu o pedido e foi levar a criança. Nesse momento, o suspeito começou a questioná-la.

“Quando ela chegou lá, ele começou a falar várias perguntas pra ela. Que tinham dito pra ele que ela estava ficando com outro, e pedindo pra ela voltar pra ele. Ela dizia que não queria mais ele, porque já estava com tantos meses separados e não dava mais certo. Aí ele começou a dizer que ela estava ficando com outro, que tinham dito pra ele. E aí ela disse que não, que não ficava com ninguém, não saia nem de casa. E aí ele disse: ‘eu vou te matar, sua desgraçada, porque se tu não for minha não é mais de ninguém’. […] Então, o que ele fez foi muito errado com a minha filha, a minha filha não merecia isso”, relatou.

 

Adriely foi vítima de tentativa de feminicídio no interior do Acre — Foto: Arquivo pessoal

Adriely foi vítima de tentativa de feminicídio no interior do Acre — Foto: Arquivo pessoal

Agora, segundo a mãe da jovem, a família espera por justiça. Nesta quarta-feira (30), o suspeito ainda é procurado pela polícia. Ela espera que Silva seja encontrado e pague pelo crime que quase tirou a vida da jovem.

“Eu quero justiça, eu quero que a justiça seja feita, porque eu quero que ele pague por isso. Porque a minha filha é tudo na minha vida, o que seria de mim se ela tivesse morrido? Eu amo a minha filha, eu quero justiça. Ela foi socorrida, então, rapidamente, trazida aqui para o Próximo Socorro de Cruzeiro do Sul, em um avião, em uma UTI. A polícia já está à procura dele, né, e já andaram por vários cantos atrás dele, já espalharam fotos dele nas redes sociais. E eu creio que em breve ele vai ser preso. Ele vai pagar por tudo isso que ele fez lá dentro da cadeia, porque é isso que ele merece”, acrescentou.

Vítima lutou com suspeito

A filha do comerciante, que também não quis se identificar, disse que o pai ficou sem reação ao ver o homem esfaqueando a vítima no local. Ainda de acordo com o relato do homem, a jovem lutou muito para sobreviver ao ataque.

“Ela lutou com ele. O pai disse que se ela tivesse sido ‘mais mole’, ele teria matado ela. Ela lutou com ele mesmo, ela se defendia do jeito que podia das facadas. Meu pai disse que nunca tinha visto uma coisa daquela. Foi muito triste, ela pedindo socorro, e meu pai só podia pedir pra ele não matar ela. Era a única coisa que ele podia fazer, porque ele não ia se agarrar com ele”, explica ela.

Ao g1, a polícia disse que foi notificada do crime através de um grupo de mensagens por celular. Conforme o boletim de ocorrência, os policiais decidiram ir ao local informado e ao chegarem, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), tinha acabado de sair do local com a vítima que estava em estado crítico.

Os agentes foram informados pela equipe médica que a vítima estava na sala de emergência passando por cirurgia. Adriely sofreu perfurações nas costas, braços e pescoço e o suspeito teria tentado decapitá-la.

Os investigadores em conversa com a irmã do suspeito, receberam a informação de que ele possivelmente teria ido à casa de outra irmã que mora no bairro Ipepaconha, após pular no rio.

Os policiais procuraram Silva no local apontado pela irmã, porém não conseguiram encontrá-lo. O delegado Ronério Silva, responsável pela delegacia do município afirmou que a busca pelo homem continua na tentativa de prendê-lo ainda nesta terça (29), em flagrante.

Já a jovem deve ser encaminhada ao Hospital Regional do Juruá, em Cruzeiro do Sul. A administração confirmou a ida de Adriely, porém não soube precisar a hora que ela deve chegar.

CANAIS DE AJUDA PARA CASOS DE VIOLÊNCIA

A PM do Acre disponibiliza os seguintes números para que a mulher peça ajuda:

  • (68) 99609-3901
  • (68) 99611-3224
  • (68) 99610-4372
  • (68) 99614-2935

Veja outras formas de denunciar:

  • Polícia Militar – 190: quando a criança está correndo risco imediato;
  • Samu – 192: para pedidos de socorro urgentes;
  • Delegacias especializadas no atendimento de crianças ou de mulheres;
  • Qualquer delegacia de polícia;
  • Disque 100: recebe denúncias de violações de direitos humanos. A denúncia é anônima e pode ser feita por qualquer pessoa;
  • Profissionais de saúde: médicos, enfermeiros, psicólogos, entre outros, precisam fazer notificação compulsória em casos de suspeita de violência. Essa notificação é encaminhada aos conselhos tutelares e polícia;
  • WhatsApp do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos: (61) 99656- 5008;
  • Ministério Público;
  • Videochamada em Língua Brasileira de Sinais (Libras) (https://atendelibras.mdh.gov.br/acesso)

 

Colaborou o vídeorrepórter Mazinho Rogério, da Rede Amazônica Acre.

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