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Famílias desalojadas na capital por conta da enxurrada dos igarapés e cheia do Rio Acre vão receber móveis
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3 anos atrásem
Prefeitura publicou um decreto que muda alguns critérios do Projeto de Lei Complementar do Projeto ‘Recomeço para a Família’, para contemplar também as famílias desalojadas.
Capa: Famílias que ficaram na casa de parentes e amigos também vão ganhar móveis e eletrodomésticos — Foto: Cassius Afonso/Rede Amazônica Acre.
Famílias da capital acreana que ficaram abrigadas na casa de amigos, familiares e conhecidos por conta da cheia do Rio Acre e a enxurrada dos igarapés também vão ser beneficiadas com a doação de móveis e eletrodomésticos. Isso é o que determina o decreto nº 1.547 de 22 de setembro de 2023, publicado pela Prefeitura de Rio Branco no Diário Oficial do Estado (DOE) nesta segunda-feira (22).
Antes, apenas as famílias desabrigadas, aquelas que ficaram instaladas em abrigos públicos do município, iriam ser beneficiadas com a entrega dos bens móveis. Agora, as famílias desalojadas foram incluídas na reposição patrimonial pelo “Projeto Recomeço para a Família”.
Em abril, após a vazante do Rio Acre e retorno das famílias para suas casas, a prefeitura anunciou que iria destinar R$ 7 milhões para auxiliar as famílias que perderam seus pertences por conta dos desastres naturais ocasionados pela enxurrada dos igarapés e inundação do Rio Acre. O projeto de lei complementar foi entregue na Câmara de Vereadores no dia 5 de abril e votado no mesmo dia.
No dia 26 do mesmo mês, o prefeito Tião Bocalom sancionou o PL. Na época, o gestor pediu abertura de crédito adicional extraordinário para a compra dos materiais.
Para se habilitar a receber o benefício, os moradores devem atender aos seguintes critérios:
- ter renda bruta familiar de até no máximo quatro salários-mínimos mensais;
- possuir cadastro junto ao órgão gestor responsável pela política de assistência social no âmbito do município de Rio Branco
- passar por avaliação socioeconômica e manifestação conclusiva expedidas pelos responsáveis técnicos do órgão gestor responsável pela política de assistência social atestando a situação de vulnerabilidade econômica temporária
Pelo menos 75 mil pessoas foram atingidas pela enchente e mais de 15,4 mil que tiveram que deixar suas casas por conta da inundação do Rio Acre. Ao g1 nesta segunda-feira (25), a secretária de Assistência Social e Direitos Humanos de Rio Branco, Suelen Araújo da Silva, explicou que o levantamento inicial previa a doação desses bens móveis para 1.044 famílias.
“Fizemos reajustes para atender o número maior de famílias. A gente percebeu que ia sobrar [móveis] e vamos contemplar um número maior de famílias, nem todo que foi para o Parque de Exposições ou para a Casa de Acolhimento sofreu com a enxurrada. Teve gente que foi para casa de familiar e a gente foi estendendo para que essas pessoas fossem contempladas e pudessem estar nos requisitos”, disse.
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Equipes da prefeitura foram de casa em casa para conversar com os moradores — Foto: Asscom/Prefeitura de Rio Branco
A secretária destacou que as equipes fizeram o levantamento de casa em casa, juntamente com a Defesa Civil Municipal. Com isso, foi possível identificar outras famílias que não foram para os abrigos públicos que não estavam na lista de contempladas.
Suelen acrescentou que o número exato de famílias contempladas após a mudança deve ser divulgado após o mapeamento dos dados levantados nos cadastros feitos nos abrigos e pelas equipes nos bairros da capital.
“Já finalizamos o levantamento e agora é apenas o mapeamento para cruzar esses dados. Temos uma previsão de entrega, mas o prefeito vai divulgar tudo certinho. Parte dele essas datas. Será ainda esse ano”, finalizou.
Enchente
Após uma forte enxurrada que alagou diversos bairros de Rio Branco no dia 23 de março de 2023, o nível do Rio Acre saltou dos 9,76 metros para 14,65 metros no mesmo dia. Pelo menos 75 mil pessoas foram atingidas, 42 bairros alagados e mais de 3,3 mil famílias que precisaram ser levadas a abrigos públicos.
Neste ano, a maior cota registrada foi de 17,72 metros no dia 2 de abril e esta já é a terceira maior enchente da história desde 1971, quando ele começou a ser monitorado.
No total, mais de 15,4 mil moradores tiveram que deixar suas casas por conta da cheia do manancial. Além disso, 27 comunidades rurais ficaram isoladas, com 7,5 mil pessoas de mais de 1,8 mil famílias.
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VÍDEO: Veja o que disse Ministra em julgamento do ex-governador Gladson Cameli
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4 dias atrásem
16 de abril de 2026No julgamento desta quarta-feira, dia 15/04/2026, a Corte Especial do STJ, por unanimidade, determinou o imediato desentranhamento dos Relatórios de Inteligência Financeira de n°s 50157.2.8600.10853, 50285.2.8600.10853 e 50613.2.8600.10853, a fim de que fosse viabilizada a continuidade do julgamento de mérito da ação penal. A própria Ministra Relatora Nancy Andrighi foi quem suscitou referida questão de ordem, visando regularizar e atualizar o processo.
O jornalista Luis Carlos Moreira Jorge descreveu o contexto com as seguintes palavras:
SITUAÇÃO REAL
Para situar o que está havendo no STJ: o STF não determinou nulidade, suspensão de julgamento e retirada de pauta do processo do governador Gladson. O STF apenas pediu para desentranhar provas que foram consideradas ilegais pela segunda turma da Corte maior. E que não foram usadas nem na denúncia da PGR. O Gladson não foi julgado ontem em razão da extensão da pauta do STJ. O julgamento acontecerá no dia 6 de maio na Corte Especial do STJ, onde pode ser absolvido ou condenado. Este é o quadro real.
A posição descrita acima reflete corretamente o quadro jurídico do momento.
Veja o vídeo:
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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre
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2 semanas atrásem
7 de abril de 2026A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.
Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.
O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.
O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.”
Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)
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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre
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2 semanas atrásem
7 de abril de 2026Os professores Jhonatan Gomes Gadelha e Shirley Regina de Almeida Batista, do curso de Educação Física da Ufac, realizaram a mostra de dança NT: Sementes de uma Pioneira, em homenagem à professora aposentada Norma Tinoco, reunindo turmas de bacharelado e licenciatura, escolas de dança e artistas independentes. O evento ocorreu na noite de 25 de março, no Teatro Universitário, campus-sede, visando celebrar a trajetória da homenageada pela inserção e legitimação da dança no curso.
Norma recebeu uma placa comemorativa pelos serviços prestados à universidade. Os alunos do curso, André Albuquerque (bacharelado) e Matheus Cavalcante (licenciatura) fizeram a entrega solene. Segundo os organizadores, os anos de dedicação da professora ao curso e seu pioneirismo jamais serão esquecidos.
“A ideia, que ganhou corpo e emoção ao longo de quatro atos, nasceu do coração de quem viveu de perto a influência da homenageada”, disse Jhonatan Gomes Gadelha, que foi aluno de Norma na graduação. Ele contou que a mostra surgiu de uma entrevista feita com ela por ocasião do trabalho dele de conclusão de curso, em 2015. “As falas, os ensinamentos e as memórias compartilhadas por Norma naquele momento foram resgatadas e transformadas em movimento”, lembrou.
Gadelha explicou que as músicas que embalaram as coreografias autorais foram criadas com o auxílio de inteligência artificial. “Um encontro simbólico entre a tradição plantada pela pioneira e as ferramentas do futuro. O resultado foi uma apresentação carregada de bagagem emocional, autenticidade e reverência à história que se contava no palco.”
Mostra em 4 atos
A professora de Educação Física, Franciely Gomes Gonçalves, também ex-aluna de Norma, foi a mestre de cerimônias e guiou o público por uma narrativa que comparava a trajetória da homenageada ao crescimento de uma árvore: “A Pioneira: A Raiz (ato I), “A Transformadora: O Tronco” (ato II), “O Legado: Os Frutos” (ato III) e “Homenagem Final: O reconhecimento” (ato IV).
O ato I trouxe depoimentos em vídeo e ao vivo, além de coreografias como “Homem com H” (com os 2º períodos de bacharelado e licenciatura) e “K Dance”, que homenageou os anos 1970. O ex-bolsista Kelvin Wesley subiu ao palco para saudar a professora. A escola de dança Adorai também marcou presença com as variações de Letícia e Rayelle Bianca, coreografadas por Caline Teodoro, e o carimbó foi apresentado pelo professor Jhon e pela aluna Kethelen.

O ato II contou com o depoimento ao vivo de Jhon Gomes, ex-aluno que seguiu carreira artística e acadêmica, narrando um momento específico que mudou sua trajetória. Ele também apresentou um solo de dança, seguido por coreografias da turma de licenciatura e uma performance de ginástica acrobática do 4º período.
No ato III foi exibido um vídeo em que os atuais alunos do curso de Educação Física refletiram sobre o que a dança significa em suas formações. As apresentações incluíram o Atelier Escola de Dança com “Entre o que Fica e o que Parte” (Ana Fonseca e Elias Daniel), o Estúdio de Artes Balancé com “Estrelas” (coreografia de Lucas Souza) e a Cia. de Dança Jhon Gomes, com outra versão de “Estrelas”. A escola Adorai retornou com “Sarça Ardente”, coreografada por Lívia Teodoro; os alunos do 2º período de bacharelado encerraram o ato.
No ato IV, após o ministério de dança Plenitude apresentar “Raridade”, música de Anderson Freire, a professora Shirley Regina subiu ao palco para oferecer palavras à homenageada. Em seguida, a mestre de cerimônias convidou Norma Tinoco a entrar em cena. Ao som de “Muda Tudo”, os alunos formaram um círculo ao redor da professora, cantando o refrão em coro.
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