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Famílias palestinas comemoram após prisioneiros libertados por Israel como parte do acordo de cessar-fogo em Gaza | Guerra Israel-Gaza
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2 anos atrásem
Lorenzo Tondo and Sufian Taha in Ramallah with agencies
Cerca de 90 prisioneiros palestinos foram libertados em troca de três reféns israelenses entregues pelo Hamas a Israel, como parte do acordo de cessar-fogo com o objectivo de pôr fim a 15 meses de guerra.
Os prisioneiros, a maioria dos quais foram libertados na madrugada de segunda-feira da prisão de Ofer, em Ramallah, na região ocupada Cisjordâniaforam recebidos por milhares de pessoas que comemoravam, agitando as bandeiras da Palestina e do Hamas.
Mães, pais, irmãos e amigos esperaram horas no frio para abraçar os seus entes queridos como parte do acordo.
Entre os libertados estava Shatha Jarabaa, 24 anos, que foi preso por causa de uma publicação nas redes sociais criticando a “brutalidade” da campanha de Israel em Gaza. “Estou muito feliz! Graças a Deus estou lá fora. Eles me trataram muito mal na prisão. Foi horrível”, disse ela ao Guardian
Ela foi recebida por seu pai, Nawaf Jarabaa, 63 anos, que disse anteriormente: “Estou feliz, mas não muito feliz… Minha filha foi presa simplesmente por expressar suas ideias… O que mais me incomoda é que as pessoas pensam que o Os israelitas só se comportaram desta forma connosco desde 7 de Outubro, mas a verdade é que sempre foi assim.”
Sua expectativa também foi amenizada pelo fato de outras duas crianças não terem sido incluídas no acordo.
Outro prisioneiro libertado foi Ahmad Khsha, 18, que foi preso em janeiro de 2024 em Jenin. “Eles me prenderam porque meu irmão morreu durante um tiroteio em Jenin. Depois que ele morreu, eles me prenderam. Eles invadiram nossas celas no sábado antes de nos libertar e lançar gás lacrimogêneo contra nós. Eles nos torturaram na cela, todos os dias. Eles também torturaram e maltrataram as mulheres.”
Osama Shadeh, que esperava para se reunir com sua filha Aseel, de 17 anos, disse: “É difícil descrever a emoção que estamos sentindo neste momento.
“Minha filha foi presa em 7 de novembro de 2024, quando protestava contra o assassinato de crianças palestinas em Gaza. Ela estava agitando uma bandeira palestina. Soldados israelenses atiraram no pé dela e a algemaram. Eles a acusaram de tentar esfaquear os soldados. O facto de ela estar a ser libertada agora significa que Israel sabia que a minha filha não tinha feito nada de errado. No entanto, eles mantiveram um menor na prisão por mais de um ano.”
Khawlaha Mahfouz, 53 anos, cuja filha Ayat, 33 anos, de Hebron, foi presa em junho de 2024 por uma tentativa de ataque com faca também expressou sentimentos contraditórios. “Estou feliz, (mas) ao mesmo tempo, meu coração está triste e não me sinto pronto para comemorar com tudo o que está acontecendo em Gaza.”
Na praça Al Fawakeh, em Ramallah, centenas de pessoas gritavam: “O povo quer as Brigadas Al-Qassam”, referindo-se ao braço armado do Hamas em Gaza. Nos Territórios Palestinianos, a libertação dos prisioneiros e o cessar-fogo foram vistos como uma vitória para Hamas sobre Israel.
Mas em Jerusalém Oriental, as casas de pelo menos quatro prisioneiros em Jerusalém Oriental foram supostamente invadidas pelas forças de segurança israelenses que apreenderam bandeiras e símbolos associados à Palestina com soldados alertando explicitamente os familiares contra falarem com a mídia.
O Serviço Prisional de Israel disse na sexta-feira que tomaria medidas para evitar quaisquer “demonstações públicas de alegria” por parte das famílias dos prisioneiros palestinos libertados no acordo.
No domingo, três mulheres mantidas reféns pelo Hamas em túneis sob Gaza, Damari, 28, Romi Gonen, 24 e Doron Steinbrecher, 31, foram libertados e reunidos com suas mães. Os vídeos os mostraram aparentemente com boa saúde, embora devam passar alguns dias no hospital.
Num vídeo, Damari, que perdeu dois dedos quando foi baleada no dia em que foi sequestrada, sorriu e abraçou a mãe enquanto ela erguia a mão enfaixada.
A primeira fase da trégua entrou em vigor após um atraso de três horas durante o qual aviões de guerra e artilharia israelitas atacaram a Faixa de Gaza.
A blitz de última hora matou 13 pessoas, disseram autoridades de saúde palestinas. Israel alegou ter atacado terroristas, embora Al Jazeera relatou que pelo menos dois mísseis atingiram uma família que viajava numa carroça puxada por burros enquanto tentava regressar a casa. O ataque matou Ahmed al-Qidra e dois de seus sete filhos, informou a emissora.
Minutos depois do início da trégua, as Nações Unidas afirmaram que os primeiros camiões que transportavam ajuda humanitária desesperadamente necessária entraram no território palestiniano.
Uma fonte egípcia, falando sob condição de anonimato, disse que “260 caminhões de ajuda e 16 de combustível” entraram na passagem Kerem Shalom, controlada por Israel, entre Israel e Gaza, e na passagem Nitzana, entre Egito e Israel, antes de entrar em Gaza.
Milhares de palestinianos deslocados também atravessaram a paisagem para regressar a casa. Na zona norte de Jabalia, centenas de pessoas seguiram por um caminho arenoso, rumo a uma paisagem apocalíptica repleta de escombros e edifícios destruídos.
“Finalmente estamos em nossa casa. Não há mais casa, apenas escombros, mas é a nossa casa”, disse Rana Mohsen, 43 anos, em Jabalia.
Não existe nenhum plano detalhado para governar Gaza depois da guerra, muito menos para reconstruí-la. Nove em cada 10 casas foram destruídos bem como escolas, hospitais, lojas, mesquitas e cemitérios.
A Organização Mundial da Saúde disse no domingo que estava pronta para despejar ajuda no território, mas que precisaria de “acesso sistemático” em todo o território para o fazer. Até à trégua, Israel tinha controlo total sobre o volume e a natureza da ajuda permitida a Gaza, deixando-o à beira da fome várias vezes.
Advertindo que os “desafios de saúde que temos pela frente são imensos”, a agência sediada em Genebra estimou o custo da reconstrução apenas do sistema de saúde em “biliões de dólares em investimento”.
“Hoje as armas em Gaza silenciaram”, disse o presidente dos EUA, Joe Biden, no seu último dia completo no cargo, saudando uma trégua que escapou à diplomacia dos EUA durante mais de um ano. “Chegamos a este ponto hoje por causa da pressão que Israel exerceu sobre o Hamas, apoiado pelos Estados Unidos.”
Na primeira fase do acordo alcançado entre Israel e Hamasque durará 42 dias, o grupo militante concordou em libertar 33 reféns, incluindo crianças, mulheres (incluindo mulheres soldados) e homens com mais de 50 anos, em troca de centenas de palestinianos detidos em prisões israelitas.
Na segunda fase do acordo de cessar-fogo, os restantes reféns vivos deverão ser enviados de volta e uma proporção correspondente de prisioneiros palestinianos será libertada, e Israel retirar-se-á completamente do território. Os detalhes estão sujeitos a novas negociações, que devem começar 16 dias após o início da primeira fase.
A terceira fase abordará a troca de corpos de reféns falecidos e de membros do Hamas, e será lançado um plano de reconstrução para Gaza. Os preparativos para a futura governação da faixa permanecem obscuros.
Cerca de 100 dos prisioneiros palestinianos previstos para libertação cumprem penas de prisão perpétua por ataques violentos contra israelitas; outros foram presos por delitos menores, incluindo publicações nas redes sociais, ou mantidos em detenção administrativa, o que permite a prisão preventiva de indivíduos com base em provas não divulgadas.
De acordo com uma cópia do acordo vista pelo Guardian, nove israelenses doentes e feridos serão libertados em troca de 110 palestinos que cumprem penas de prisão perpétua nas prisões israelenses.
Cerca de 180 prisioneiros serão deportados para a Turquia, Qatar e Argélia.
Homens com mais de 50 anos na lista de 33 reféns serão libertados em troca de prisioneiros que cumprem penas de prisão perpétua na proporção de 1:3 e 1:27 para outras penas.
De acordo com números publicados pela ONG israelita HaMoked, em Janeiro de 2025 havia 10.221 palestinianos em prisões israelitas. Cerca de 3.376 deles estão detidos sob prisão administrativa, enquanto 1.886 são classificados como “combatentes ilegais”, o que também permite a detenção sem acusação ou julgamento. As Forças de Defesa de Israel e o governo israelense afirmam que as medidas cumprem o direito internacional.
Os palestinos há muito que alegam que a prisão é um elemento-chave da ocupação de Israel, que já dura 57 anos: várias estimativas sugerem que até 40% dos homens palestinianos foram presos pelo menos uma vez na vida.
Reuters e Agence France-Presse contribuíram para este relatório
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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13 horas atrásem
8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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6 dias atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre
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1 semana atrásem
1 de outubro de 2026O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.
A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.
A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.
“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”
Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”
Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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