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Fed dos EUA corta taxas de juros, mas alerta para o próximo ano | Notícias de negócios e economia
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O progresso mais lento na inflação traduz-se num ritmo mais lento de cortes nas taxas, especialmente porque o crescimento económico é rápido.
A Reserva Federal dos Estados Unidos cortou as taxas de juro, mas sinalizou que irá abrandar o ritmo a que os custos dos empréstimos caem ainda mais, dada a taxa de desemprego relativamente estável e a pouca melhoria recente na inflação.
“A atividade económica continuou a expandir-se a um ritmo sólido”, com uma taxa de desemprego que “permanece baixa” e uma inflação que “permanece um pouco elevada”, afirmou o Comité Federal de Mercado Aberto do banco central na sua última declaração política na quarta-feira.
“Ao considerar a extensão e o momento dos ajustes adicionais à faixa-alvo… o Comitê avaliará cuidadosamente os dados recebidos, a evolução das perspectivas e o equilíbrio dos riscos”, disse o documento em uma nova linguagem que estabelece uma provável pausa nos cortes das taxas a partir de a reunião de 28 a 29 de janeiro.
Os banqueiros centrais dos EUA prevêem agora que farão apenas duas reduções nas taxas de um quarto de ponto percentual até ao final de 2025.
Isso representa meio ponto percentual a menos na flexibilização da política monetária no próximo ano do que as autoridades previam em setembro, com as projeções de inflação do Fed para o primeiro ano da nova administração Trump saltando de 2,1% em suas projeções anteriores para 2,5% agora – bem acima do nível central. meta de 2% do banco.
“Deste ponto em diante, é apropriado avançar com cautela e procurar progresso na inflação… a partir de agora, estamos em um lugar onde os riscos estão equilibrados”, disse o presidente do Fed, Jerome Powell, em entrevista coletiva após o fim da crise do banco central. reunião política de dois dias
Powell descreveu o último corte nas taxas como uma “abordagem mais próxima” e observou que o ritmo mais lento dos cortes projetados nas taxas no próximo ano refletiu leituras de inflação mais altas em 2024.
O progresso mais lento na inflação, que não deverá regressar à meta de 2% até 2027, traduz-se num ritmo mais lento de cortes nas taxas.
Os responsáveis da Fed também aumentaram a sua estimativa da taxa de juro neutra a longo prazo – o nível que se pensa não estimular nem prejudicar a economia – para 3 por cento.
A redução da taxa básica de juros para a faixa de 4,25% a 4,5% foi contestada pela presidente do Federal Reserve Bank de Cleveland, Beth Hammack, que preferiu manter a taxa básica inalterada.
“Embora o Fed tenha optado por encerrar o ano com um terceiro corte consecutivo, sua resolução de Ano Novo parece ser por um ritmo mais gradual de flexibilização”, disse Whitney Watson, codiretor global e codiretor de investimentos de renda fixa e soluções de liquidez para Goldman Sachs Asset Management. Watson acrescentou que “esperamos que o Fed opte por ignorar o corte das taxas em janeiro, antes de retomar o seu ciclo de flexibilização em março”.
Incerteza de Trump
A nova taxa diretora está agora um ponto percentual abaixo do pico alcançado em Setembro, quando as autoridades concluíram que a inflação estava seguramente a caminho do regresso à meta de 2 por cento e que havia riscos para o mercado de trabalho de manter a política monetária demasiado restritiva durante demasiado tempo.
Contudo, as principais medidas da inflação desde então oscilaram em grande medida para os lados, enquanto a continuação do baixo desemprego e o crescimento económico mais forte do que o esperado suscitaram o debate entre os decisores políticos sobre se a política monetária é tão restritiva como se pensava.
As últimas projecções trimestrais são as primeiras desde a vitória do presidente eleito Donald Trump nas eleições de 5 de Novembro, que introduziu um novo nível de incerteza nas perspectivas económicas dadas as suas promessas de campanha de cortes de impostos, aumentos de tarifas e repressão à imigração não autorizada – aspectos de que os analistas consideram inflacionário.
Trump só toma posse em 20 de janeiro e os responsáveis da Fed afirmaram que não podem basear a política monetária em propostas de campanha que podem ou não ser aprovadas.
Ainda assim, o pessoal da Fed provavelmente tem trabalhado em diferentes cenários e as projecções dos decisores políticos mostram que o crescimento permanecerá acima do potencial em 2,1% no próximo ano, a inflação permanecerá acima da meta durante mais dois anos e a taxa de desemprego nunca subirá acima de 4,3%.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre
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1 de outubro de 2026O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.
A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.
A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.
“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”
Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”
Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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