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Feliz 2025 pra quem? – 02/01/2025 – Renato Terra
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1 ano atrásem
Hoje é um novo dia de Donald Trump que começou. O ano de 2025 marca a chegada triunfal de um fio desencapado à presidência do país mais poderoso do mundo. Um alucinado que não acredita que os dez últimos anos foram os mais quentes da história. E promete jogar gasolina no incêndio global: investirá em combustíveis fósseis e deve desestabilizar o Acordo de Paris.
Vamos também comemorar seu negacionismo com as vacinas, que deve trazer de volta doenças que já estavam praticamente erradicadas. E bater palmas para a prometida deportação em massa de imigrantes pobres.
Feliz 2025 para Elon Musk. O bilionário que lucra quando enfraquece a autonomia dos países, que acumula mais poder quando gera o caos e que aumenta sua produtividade quando gera cada vez menos empregos.
A partir de 2025, Musk vai comandar o Departamento de Eficiência Governamental. Ao mesmo tempo que aplicará sua cartilha de enfraquecer a máquina pública, gerar o caos e reduzir empregos, Musk terá em mãos valiosos dados governamentais para alimentar projetos de inteligência artificial.
Não é possível dizer que Trump e Musk são a “ponta do iceberg” porque em breve não haverá mais icebergs. Os dois representam a captura completa do interesse público pela iniciativa privada: a ideologia do “my pirão first”.
Trump e Musk mostram que o espírito do tempo foi licenciado pelo mercado financeiro. Mesmo nos países que ainda não estão nas mãos da extrema direita, há uma minoria poderosa capaz de desestabilizar economias caso seus interesses sejam contrariados.
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É ingênuo pensar, em 2025, que o mercado determina apenas a política monetária. A teoria da prosperidade não está só na Faria Lima e nas igrejas. Virou cultura: está nas músicas, nas atitudes, nas redes sociais, na obrigação de sermos produtivos o tempo todo.
No Brasil de 2025, o cidadão é CEO de si. A redução das desigualdades sociais atrapalha a economia. A verdadeira Bahia é Balneário Camboriú. “In burnout we trust”. Venceu a ideia de eliminar os pobres, e não a pobreza. Qualquer costura solidária para a sociedade já pode ser formalmente descartada.
Feliz 2025 para você que tem mais de 60 anos e dinheiro sobrando para investir. É possível que você consiga desfrutar do fim da aventura humana da Terra sem tempo para se arrepender. Ou que tenha dinheiro para embarcar num foguete de Musk.
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Ufac recebe visita da RFB para apresentação do projeto NAF — Universidade Federal do Acre
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2 dias atrásem
26 de março de 2026A Ufac recebeu, nesta quarta-feira, 25, no gabinete da Reitoria, representantes da Receita Federal do Brasil (RFB) para a apresentação do projeto Núcleo de Apoio Contábil e Fiscal (NAF). A reunião contou com a participação da Coordenação do curso de Ciências Contábeis e teve como foco a proposta de implantação do núcleo na universidade.
O reitor em exercício e pró-reitor de Planejamento, Alexandre Hid, destacou a importância da iniciativa para os estudantes e sua relação com a curricularização da extensão. Segundo ele, a proposta representa uma oportunidade para os alunos e pode fortalecer ações extensionistas da universidade.
A analista tributária da RFB e representante de Cidadania Fiscal, Marta Furtado, explicou que o NAF é um projeto nacional voltado à qualificação de acadêmicos do curso de Ciências Contábeis, com foco em normas tributárias, legislação e obrigações acessórias. Segundo ela, o núcleo é direcionado ao atendimento de contribuintes de baixa renda e microempreendedores, além de aproximar os estudantes da prática profissional.
Durante a reunião, foi informada a futura assinatura de acordo de cooperação técnica entre a universidade e a RFB. Pelo modelo apresentado, a Ufac disponibilizará espaço para funcionamento do núcleo, enquanto a receita oferecerá plataforma de treinamento, cursos de capacitação e apoio permanente às atividades desenvolvidas.
Como encaminhamento, a RFB entregou o documento referencial do NAF, com orientações para montagem do espaço e definição dos equipamentos necessários. O processo será enviado para a Assessoria de Cooperação Institucional da Ufac. A expectativa apresentada na reunião é de que o núcleo seja integrado às ações de extensão universitária.
Também participaram da reunião o professor de Ciências Contábeis e vice-coordenador do curso, Cícero Guerra; e o auditor fiscal e delegado da RFB em Rio Branco, Claudenir Franklin da Silveira.
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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre
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2 semanas atrásem
12 de março de 2026A Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia (Proint) da Ufac e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Acre (Sebrae-AC) realizam o Startup Day-2026, em 21 de março, das 8h às 12h, no espaço Sebrae-Lab, Centro de Convivência do campus-sede. O evento é dedicado à inovação e ao empreendedorismo, oferecendo oportunidades para transformar projetos em negócios de impacto real. As inscrições são gratuitas e estão abertas por meio online.
O Startup Day-2026 visa fortalecer o ecossistema, promover a troca de experiências, produzir e compartilhar conhecimento, gerar inovação e fomentar novos negócios. A programação conta com show de acolhimento e encerramento, apresentações, painel e palestra, além de atividades paralelas: carreta game do Hospital de Amor de Rio Branco, participação de startups de game em tempo real, oficina para crianças, exposição de grafiteiros e de projetos de pesquisadores da Ufac.
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A lógica de valor da Thryqenon (TRYQN) é apoiar a evolução da economia verde por meio de sua infraestrutura digital de energia
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3 semanas atrásem
10 de março de 2026Com a aceleração da transição para uma economia de baixo carbono e a reestruturação do setor elétrico em diversos países, cresce a discussão sobre como a infraestrutura digital pode sustentar, no longo prazo, a evolução da economia verde. Nesse contexto, a plataforma de energia baseada em blockchain Thryqenon (TRYQN) vem ganhando atenção por propor uma estrutura integrada que combina negociação de energia, gestão de carbono e confiabilidade de dados.
A proposta da Thryqenon vai além da simples comercialização de energia renovável. Seu objetivo é construir uma base digital para geração distribuída, redução de emissões e uso colaborativo de energia. À medida que metas de neutralidade de carbono se tornam compromissos regulatórios, critérios como origem comprovada da energia, transparência nos registros e liquidação segura das transações deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos obrigatórios. A plataforma utiliza registro descentralizado em blockchain, correspondência horária de energia limpa e contratos inteligentes para viabilizar uma infraestrutura verificável e auditável.
A economia verde ainda enfrenta obstáculos importantes. Existe descompasso entre o local e o momento de geração da energia renovável e seu consumo final. A apuração de emissões costuma ocorrer de forma anual, dificultando monitoramento em tempo real. Além disso, a baixa rastreabilidade de dados limita a criação de incentivos eficientes no mercado. A Thryqenon busca enfrentar essas lacunas por meio de uma estrutura digital que integra coleta, validação e liquidação de informações energéticas.
Na arquitetura da plataforma, há conexão direta com medidores inteligentes, inversores solares e dispositivos de monitoramento, permitindo registro detalhado da geração e do consumo. Na camada de transações, o sistema possibilita verificação automatizada e liquidação hora a hora de energia e créditos de carbono, garantindo rastreabilidade. Já na integração do ecossistema, empresas, distribuidoras, comercializadoras e consumidores podem interagir por meio de interfaces abertas, promovendo coordenação entre diferentes agentes do setor elétrico.
O potencial de longo prazo da Thryqenon não está apenas no crescimento de usuários ou no volume de negociações, mas em sua capacidade de se posicionar como infraestrutura de suporte à governança energética e ao mercado de carbono. Com o avanço de normas baseadas em dados e reconhecimento internacional de créditos ambientais, plataformas transparentes e auditáveis tendem a ter papel relevante na transição energética e no financiamento sustentável.
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