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Fernanda Montenegro é aplaudida de pé em estreia no Rio – 12/03/2025 – Ilustrada

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Fernanda Montenegro é aplaudida de pé em estreia no Rio - 12/03/2025 - Ilustrada

Paula Lacerda

Dois dias após ser ovacionada pelo público na pré-estreia do filme “Vitória” em São Paulo, a atriz Fernanda Montenegro, protagonista do longa dirigido por Andrucha Waddington, repetiu o feito na noite desta quarta (12), minutos antes da exibição da trama na Cidade das Artes, no Rio de Janeiro. A atriz, que subiu ao palco da sala de cinema de braços dados aos atores Alan Rocha e Thawan Lucas, também do elenco, foi aplaudida de pé.

“Este é nosso encontro de família por opção. Estamos no filme como artistas e criadores, vocês são nossa família de opção, que veio nos dar sua presença. E acho que vai ter muito aplauso no final”, disse a atriz de 95 anos. “Vitória” estreia nos cinemas nesta quinta (13).

Indicada ao Oscar de melhor atriz deste ano e figura aguardada por jornalistas e fãs em eventos públicos, a filha Fernanda Torres se recolheu ao papel de coadjuvante —ou de participação especial— no evento, que começou com atraso por conta da chuva. Apareceu no cinema discreta, quase na hora do filme começar, e apenas posou para fotos sorridente, ao lado do marido Andrucha Waddington. A estrela da noite era a sua mãe.

E o cineasta Breno Silveira, como lembrou Waddington, no palco lotado com os produtores do filme e o elenco. Silveira chegou a iniciar as filmagens de “Vitória”, mas faleceu logo no início do projeto, assumido pelo amigo diretor.

“É difícil aqui. No dia em que o Breno se foi, Paula [Fiúza, roteirista do filme e viúva de Silveira] me deu essa missão. Esta noite é dedicada a Breno Silveira e também a dona Joana, que se foi dois meses depois da filmagem acabar. É um filme feito com muito amor, pelo Breno e a para o Breno. Viva Breno Silveira!”, disse o diretor, com a emoção somada à de Paula, que chorou junto com o amigo: “Esse cara foi um herói. Não foi uma missão, foi uma condenação, mas só ele podia fazer. Essa noite é tão bonita como difícil”.

O filme “Vitória” é baseado na história real de Joana Zeferino da Paz, aposentada que filmou da janela de seu apartamento em Copacabana, Zona Sul do Rio, a ação de uma quadrilha de traficantes. O registro virou denúncia às autoridades e ao jornalista Fábio Gusmão —interpretado por Alan Rocha—, que narrou sua saga em reportagem e no livro “Dona Vitória da Paz”.

No filme, Joana é dona Nina, personagem de Fernanda Montenegro. O nome verdadeiro da aposentada só seria revelado após sua morte, em 2023. Dona Joana não irá assistir à sua vida na telona.

Dias após a conquista do Oscar de melhor filme internacional por “Ainda Estou Aqui“, o clima de continuação de festa reinou na pré-estreia carioca de “Vitória”. Na sessão lotada, o público da noite, que incluiu nomes como os atores Antônio Pitanga, Debora Lamm e o vice-prefeito Eduardo Cavaliere, celebrou a nova empreitada de alguns dos representantes brasileiros do filme premiado em Los Angeles.

Os dois filmes têm mesmo vários pontos em comum —de nomes do elenco, como Fernanda Montenegro, Alan Rocha e Thelmo Fernandes, à coprodução da Conspiração —em “Vitória”, a produtora tem a parceria de MyMama Entertainment e Globoplay e apoio da Globo Filmes—, passando pelo casamento de Waddington com Fernanda Torres. Todos “em casa”. Ou na tal família por opção, apontada por Fernanda Montenegro.

Lançado na onda de sucesso de “Ainda Estou Aqui”, “Vitória” já tem agenda para depois de sua estreia —foi escolhido como o filme de abertura do 27º Festival de Cinema Brasileiro de Paris, na França— e gera expectativa de premiações. Um novo Oscar a caminho e a justiça enfim feita às Fernandas? Seria talvez a última chance de Fernanda Montenegro, que foi indicada ao Oscar em 1999 por sua atuação em “Central do Brasil”, levar a estatueta.

Na última segunda, em São Paulo, a atriz deu sinais de que este filme pode ser o último de sua carreira —”Na idade em que estou, posso até continuar fazendo minhas leituras em palcos, mas cinema pede físico, pede fôlego”, disse a atriz ao público. Bem, a vida presta. A vida anda. E já se sabe que Oscar não é um sonho impossível.



Leia Mais: Folha

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Nota da Andifes sobre os cortes no orçamento aprovado pelo Congresso Nacional para as Universidades Federais — Universidade Federal do Acre

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publicado:
23/12/2025 07h31,


última modificação:
23/12/2025 07h32

Confira a nota na integra no link: Nota Andifes



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Ufac entrega equipamentos ao Centro de Referência Paralímpico — Universidade Federal do Acre

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Ufac entrega equipamentos ao Centro de Referência Paralímpico — Universidade Federal do Acre

A Ufac, a Associação Paradesportiva Acreana (APA) e a Secretaria Extraordinária de Esporte e Lazer realizaram, nessa quarta-feira, 17, a entrega dos equipamentos de halterofilismo e musculação no Centro de Referência Paralímpico, localizado no bloco de Educação Física, campus-sede. A iniciativa fortalece as ações voltadas ao esporte paraolímpico e amplia as condições de treinamento e preparação dos atletas atendidos pelo centro, contribuindo para o desenvolvimento esportivo e a inclusão de pessoas com deficiência.

Os equipamentos foram adquiridos por meio de emenda parlamentar do deputado estadual Eduardo Ribeiro (PSD), em parceria com o Comitê Paralímpico Brasileiro, com o objetivo de fortalecer a preparação esportiva e garantir melhores condições de treino aos atletas do Centro de Referência Paralímpico da Ufac.

Durante a solenidade, a reitora da Ufac, Guida Aquino, destacou a importância da atuação conjunta entre as instituições. “Sozinho não fazemos nada, mas juntos somos mais fortes. É por isso que esse centro está dando certo.”

A presidente da APA, Rakel Thompson Abud, relembrou a trajetória de construção do projeto. “Estamos dentro da Ufac realizando esse trabalho há muitos anos e hoje vemos esse resultado, que é o Centro de Referência Paralímpico.”

O coordenador do centro e do curso de Educação Física, Jader Bezerra, ressaltou o compromisso das instituições envolvidas. “Este momento é de agradecimento. Tudo o que fizemos é em prol dessa comunidade. Agradeço a todas as instituições envolvidas e reforço que estaremos sempre aqui para receber os atletas com a melhor estrutura possível.”

O atleta paralímpico Mazinho Silva, representando os demais atletas, agradeceu o apoio recebido. “Hoje é um momento de gratidão a todos os envolvidos. Precisamos avançar cada vez mais e somos muito gratos por tudo o que está sendo feito.”

A vice-governadora do Estado do Acre, Mailza Assis da Silva, também destacou o trabalho desenvolvido no centro e o talento dos atletas. “Estou reconhecendo o excelente trabalho de toda a equipe, mas, acima de tudo, o talento de cada um de nossos atletas.”

Já o assessor do deputado estadual Eduardo Ribeiro, Jeferson Barroso, enfatizou a finalidade social da emenda. “O deputado Eduardo fica muito feliz em ver que o recurso está sendo bem gerenciado, garantindo direitos, igualdade e representatividade.”

Também compuseram o dispositivo de honra a pró-reitora de Inovação, Almecina Balbino, e um dos coordenadores do Centro de Referência Paralímpico, Antônio Clodoaldo Melo de Castro.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)



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Orquestra de Câmara da Ufac apresenta-se no campus-sede — Universidade Federal do Acre

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Orquestra de Câmara da Ufac apresenta-se no campus-sede — Universidade Federal do Acre

A Orquestra de Câmara da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 17, uma apresentação musical no auditório do E-Amazônia, no campus-sede. Sob a coordenação e regência do professor Romualdo Medeiros, o concerto integrou a programação cultural da instituição e evidenciou a importância da música instrumental na formação artística, cultural e acadêmica da comunidade universitária.

 

A reitora Guida Aquino ressaltou a relevância da iniciativa. “Fico encantada. A cultura e a arte são fundamentais para a nossa universidade.” Durante o evento, o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes, destacou o papel social da arte. “Sem arte, sem cultura e sem música, a sociedade sofre mais. A arte, a cultura e a música são direitos humanos.” 

Também compôs o dispositivo de honra a professora Lya Januária Vasconcelos.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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