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Festival Afronta! ocupa Caixa Cultural com 18 filmes
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2 anos atrásem
Agência Brasil
No ano em que todo o país celebra, pela primeira vez, o Dia da Consciência Negra – 20 de novembro – como feriado nacional, a Caixa Cultural Rio de Janeiro recebe a primeira edição do Festival Afronta! A programação tem 18 filmes, entre curtas, médias e longas metragens, além de rodas de conversa.
Iniciativa da Preta Portê Filmes, o evento ocorre entre os dias 19 de novembro e 1º de dezembro e terá entrada franca. Um dos destaques é o documentário Dahomey, vencedor do Urso de Ouro no Festival de Berlim deste ano e exibido recentemente na 48ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, mas ainda inédito para o público carioca.
Com a proposta de trazer uma reflexão sobre a diversidade racial no cinema, o festival apresenta produções com foco na cinematografia negra. São documentários e ficções com o propósito de explorar e amplificar debates de alcance global.
“Buscamos obras que não apenas destacam narrativas de artistas e realizadores pretos, mas também abordam questões relevantes sobre a experiência negra no Brasil e no mundo”, explica Juliana Vicente, curadora do evento.
“São filmes que oferecem diferentes perspectivas e estilos, abrangendo tanto produções independentes quanto aquelas de maior reconhecimento. No processo de escolha também consideramos as inovações nas formas de produção e distribuição, destacando projetos que enfrentam os desafios do mercado audiovisual”, acrescenta.
Única produção internacional na mostra, Dahomey, da cineasta franco-senegalesa Mati Diop, reflete sobre o apagamento cultural promovido por países europeus em territórios africanos. O documentário acompanha a devolução de relíquias africanas levadas por tropas francesas em 1892 e em exibição no Museu do Quai Branly, em Paris, para seu país de origem, a atual República do Benin. A exibição, no sábado (23), será seguida de debate com as curadoras Juliana Vicente e Diana Silva Costa.
Dentre os documentários nacionais, os destaques ficam por conta de Othelo, o Grande, de Lucas H. Rossi, e Diálogos com Ruth de Souza, de Juliana Vicente. Ambos abordam a vida e obra de duas personalidades afro-brasileiras que deixaram enorme legado no audiovisual brasileiro: Sebastião Bernardes de Souza Prata, o Grande Otelo, um dos maiores atores e comediantes do país, e Ruth de Souza, uma das grandes damas da dramaturgia brasileira e referência para muitas mulheres negras.
Black Rio! Black Power
Também integram a programação longas como o premiado Black Rio! Black Power!, que conta a história do movimento Black Rio e seus impactos na música e nos rumos da política e do movimento negro no período de redemocratização brasileira; e Racionais: das ruas de São Paulo pro Mundo, que apresenta a história do lendário grupo de rap homônimo.
Dentre as ficções, Deixa, de Mariana Jaspe, traz Zezé Motta na pele de Carmen e acompanha o dia da personagem na véspera da soltura de seu marido da prisão. O filme esteve no Festival do Rio, em 2023, e no Festival Internacional de Cinema de João Pessoa, que deu para Zezé Motta o prêmio de melhor atriz.
As séries documentais Afrofluxo: O Som da Música Preta e Vidas que transcendem, ambas de Luz Barbosa, também integram a promoção. A primeira apresenta um panorama das raízes da música preta brasileira e a segunda faz um mergulho na vida de pessoas trans, travestis e não-binárias.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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20 horas atrásem
8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre
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1 de outubro de 2026O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.
A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.
A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.
“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”
Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”
Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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