NOSSAS REDES

ACRE

Filha de homem que ganhou fígado de Giovanni Accioly agradece família: ‘nova chance’

PUBLICADO

em

Ao ver o pai se recuperando após receber um fígado depois de menos de um ano na fila de transplantes, a dona de casa Marlen Augusta Pinheiro, de 40 anos, fez questão de agradecer a generosidade da família do cantor e radialista Giovanni Accioly, de 33 anos, que autorizou a doação de órgãos.

O cantor teve a morte confirmada na quarta-feira (4) após sofrer um acidente de trânsito na cidade de Tarauacá, no interior do Acre. Cinco pacientes de três estados foram beneficiados com os órgãos do cantor.

O aposentado Claudionor da Silva Freitas, de 59 anos, recebeu alta médica da Fundação Hospitalar nessa quinta (13), seis dias após fazer o transplante de fígado. Segundo a filha, a recuperação dele tem sido muito boa.

Freitas é morador da cidade de Cruzeiro do Sul e assim que foi informado da possibilidade de receber a doação do órgão, viajou para Rio Branco de carro e chegou na manhã de sexta (6).

Ele não era o primeiro da lista, segundo contou a filha, e sim o segundo. Mas, após passar pelos exames, foi confirmado que a primeira pessoa não era compatível com o doador e que Freitas era. O aposentado passou pela cirurgia ainda na sexta que durou até a madrugada.

“Ele vinha fazendo tratamento devido a diabetes bem avançada, depois adquiriu a cirrose e hepatite. Há menos de um ano descobriu o câncer no fígado e precisava urgente de transplante. Para a gente foi uma renovação, uma nova vida, nova chance para ele, esperança mesmo. Estávamos torcendo muito, porque ele já vinha sofrendo alguns agravantes e sabíamos que ele não viveria mais tanto tempo e agora ele está bem, graças a Deus, está respondendo bem ao fígado. Tudo isso graças à generosidade dessa família”, disse a filha.

Marlen resolveu mandar uma mensagem ao pai do cantor, o professor Raimundo Accioly. No texto, ela disse que desde o acidente do rapaz, rogou a Deus pela recuperação dele, mesmo antes de saber que ele faria parte da história da sua família.

“Meu agradecimento pela generosidade em meio a tanta dor. A cirurgia que duraria oito horas, deu tão certo que terminou antes do previsto. A recuperação do meu pai tem sido a resposta de Deus em nossas vidas. Sabemos que tudo isso aconteceu porque vocês permitiram. Estamos felizes e seremos sempre gratos pelo amor que vocês demonstraram pelo próximo, ainda mais, no mundo em que vivemos hoje. Obrigada eternamente”, escreveu Marlen.

Acalento e paz

A mensagem emocionou o pai do cantor, que fez questão de postá-la em sua rede social. Para ele, poder doar os órgãos do filho trouxe um acalento e paz aos corações da família.

“No dia em que decidimos doar os órgãos do Giovanni foi pensando exatamente em ajudar outras pessoas. Então, isso conforta nosso coração, saber que, mesmo com essa perda irreparável para nossa família, essa tristeza que ainda nos abate, a gente pode ter esses momentos de certa alegria em saber que outras pessoas puderam dar continuidade às suas vidas em função dos órgãos dele. Para nós, é um momento de satisfação, acalento e de paz para nosso coração”, disse o pai.

O professor afirmou ainda que quer conhecer as pessoas que receberam as doações para poder falar um pouco sobre como era seu filho. “Essas pessoas têm um pedaço dele, um pouco da nossa família nas suas vidas agora e esperamos um dia poder conhecer todas elas, nos abraçar e falar um pouco de como ele era bom, querido, feliz e amável, um ser humano fantástico.”

Despedida

O último adeus para o cantor foi dado com festa e um show no sábado (7), em Tarauacá. O corpo do radialista foi levado para o cemitério em cima de um carro do Corpo de Bombeiros. “Ele dizia que no velório dele era para ter música ao vivo, os amigos tocando. Disse isso brincando, mas atendemos esse pedido dele. Todo mundo se mobilizou, doaram material de som e muita música ao vivo e som”, destacou.

O cantor e radialista teve a morte cerebral confirmada na noite de quarta (4). Ele teve traumatismo craniano e estava em estado grave no Pronto Socorro de Rio Branco depois de bater o carro que dirigia contra uma carreta estacionada em frente ao antigo hospital da cidade de Tarauacá, no interior do Acre, no dia 1. Ele foi transferido para a capital em uma UTI no ar no dia 2.

Após confirmar a morte cerebral dele, a família anunciou que iria doar os órgãos dele. O procedimento foi feito na sexta (6) na Central de Transplante do Acre.

Pacientes beneficiados

Ao G1, a coordenadora da Central de Transplantes, Regiane Ferrari, explicou que as córneas do cantor vão ser doadas para dois pacientes do Acre, o fígado já foi transplantado para um homem de 59 anos que mora na zona rural de Cruzeiro do Sul, no interior; o rim direito do cantor foi doado para um homem do Distrito Federal, em Brasília, e o esquerdo para uma mulher que mora em Goiânia.

Regiane acrescentou que os dois rins foram levados por um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para os hospitais onde foram feitos os transplantes. Ela complementou que não conseguiram uma logística maior para doar também outros órgãos, como o coração que tem um prazo para retirada menor.

Comoção e corrente de oração

Uma verdadeira corrente de oração foi montada por amigos e parentes de Giovanni no momento em que ele estava sendo colocado no avião para ser transferido na segunda (2) e seguiu durante os dias de internação. Um vídeo, divulgado nas redes sociais, mostra várias pessoas de mãos dadas louvando e pedindo pela recuperação do rapaz.

Ainda na segunda, já no pronto-socorro da capital, várias pessoas se reuniram em frente à unidade em oração pela vida dele. Durante a noite, uma vigília foi transmitida ao vivo nas redes sociais e na casa do pai dele, em Tarauacá, dezenas de familiares e amigos também fizeram uma vigília pedindo que ele se recuperasse.

Nas redes sociais, muitos amigos lamentaram a morte de Giovanni e relembraram uma das últimas postagens feita por ele há seis dias: “Mantenha a fé na crença se a ciência não curar, pois se não tem remédio, então remediado está. Já é um vencedor quem sabe a dor de uma derrota enfrentar. E a quem Deus prometeu nunca faltou, na hora certa o bom Deus dará”, escreveu fazendo referência à música Clareou, interpretada pelo sambista Diogo Nogueira.

ACRE

Alunos da Ufac se apresentam em congresso sobre socioeconomia rural — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Alunos da Ufac se apresentam em congresso sobre socioeconomia rural---todos.jpg

Quatro estudantes de graduação da Ufac representaram a instituição no 64º Congresso da Sociedade Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural (Sober, na sigla em inglês), ocorrido na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, de 19 a 23 de julho, com o tema “Políticas para Natureza, Alimentação e Nutrição em Tempos de Incerteza e Mudanças Climáticas”.

Os trabalhos, desenvolvidos no âmbito dos grupos de pesquisa Estudos em Economia, Finanças, Política e Segurança Alimentar e Nutricional (Elos) e Governança Fundiária, Desenvolvimento Econômico e Políticas Públicas (GPD), contaram com a coautoria e orientação dos professores e coordenadores dos grupos, Graziela Gomes Bezerra, Elyson Ferreira de Souza e Gisele Elaine de Araújo Batista Souza.

Cultivo do cacaueiro

O aluno de Sistemas de Informação, Guilherme Félix Cavalcante, apresentou, na quarta-feira, 22, o trabalho “Cacauicultura na Região Norte: Análise do Desempenho Produtivo, Dinâmica Comercial e Sustentabilidade”. O estudo aborda a cacauicultura e oferece uma análise do desempenho produtivo, da dinâmica comercial e dos aspectos de sustentabilidade, fornecendo dados para o desenvolvimento rural, territorial e regional, além de subsidiar práticas mais sustentáveis para a cadeia produtiva do cacau.

“A participação no evento é um marco significativo em minha formação acadêmica”, disse Guilherme. “Dissemina os resultados da minha pesquisa e fomenta o desenvolvimento de habilidades de comunicação, pensamento crítico e construção de uma rede de contatos profissionais.”

Bananicultura no Acre

A aluna de Ciências Econômicas, Maria Eduarda Souza Diniz, apresentou, na quarta-feira, 22, o trabalho “Desenvolvimento Produtivo e Dinâmica da Bananicultura no Acre: Uma Análise da Produção e dos Mercados (1994-2024)”, o qual analisa a evolução da bananicultura no Acre durante três décadas, contribuindo para o entendimento das transformações produtivas e comerciais desse setor, além de fornecer subsídios para o fomento de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento rural, territorial e regional.

“O congresso proporciona um ambiente de aprendizado e troca de experiências com outros pesquisadores e profissionais da área”, contou Maria Eduarda. “Isso enriquece minha formação e contribui para consolidação da Ufac como um polo de produção científica de excelência.”

Mulheres na gestão

A aluna de Ciências Econômicas, Riely Nilce de Melo Avilar, apresentou, na terça-feira, 21, o trabalho “Mulheres na Gestão de Propriedades Rurais na Amazônia Legal”. A pesquisa trata da atuação feminina no desenvolvimento regional e contribui para o debate sobre agricultura familiar, ruralidades e relações de gênero no meio rural, oferecendo perspectivas para promoção da equidade e do desenvolvimento sustentável na região. Esse estudo teve, ainda, coautoria de Raiza Gabriele Lima dos Santos.

“Apresentar um trabalho num congresso de relevância nacional, como o da Sober, e para uma audiência especializada é fundamental para minha formação profissional e promoção de intercâmbios”, pontuou Riely.

Milho e inflação

O aluno de Ciências Econômicas, Rogério Gonçalves Bezerra Junior, apresentou, na segunda-feira, 20, o trabalho “Análise da Inflação na Cadeia Produtiva do Milho: Evidências a Partir de Dados de Produção”, com o qual investigou como fatores econômicos afetam a produção do milho e o custo de vida, servindo como base para formuladores de políticas públicas e agentes do mercado.

“Além de projetar a pesquisa desenvolvida na Ufac para um público qualificado, tive a oportunidade de uma experiência inestimável de intercâmbio científico”, comentou Rogério. “Também destaco a discussão de ideias, o recebimento de feedback e a mobilização de contatos.”

 



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

ACRE

Ufac lança Plano de Acessibilidade da Infraestrutura Física (2026-2029) — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Ufac lança seu Plano de Acessibilidade da Infraestrutura Física-interna.jpg

A Ufac lançou seu Plano de Acessibilidade da Infraestrutura Física (2026-2029). A solenidade ocorreu na sexta-feira, 17, no auditório Pedro Martinello, no Centro de Convenções, campus-sede. A iniciativa integra o projeto “Ufac em Ação: Acessibilidade, Inclusão e Segurança” e busca orientar as ações destinadas à construção de uma universidade mais acessível, inclusiva e segura.

A reitora Guida Aquino destacou que a instituição já realizou melhorias de acessibilidade, mas ainda precisa avançar e buscar recursos para executar as ações previstas no plano. “Nós temos que buscar agora investimento para que possamos acolher nossos estudantes; a universidade não existe sem aluno.” Segundo ela, essas iniciativas devem atender também os servidores que necessitam de condições adequadas de acessibilidade.

O coordenador do projeto e prefeito do campus-sede, Artheson Cruz, explicou que o crescimento da infraestrutura física da Ufac ocorreu em diferentes períodos, com edificações construídas de acordo com normas distintas. Essa situação, para ele, resultou na existência de espaços acessíveis que não estão completamente conectados entre si.

“Você entra em um prédio que tem acessibilidade e, quando sai daquele local, já se depara com uma situação de ausência da acessibilidade”, disse e ressaltou que o aumento do número de pessoas com deficiência que ingressam na universidade exige a adequação dos espaços para garantir dignidade, autonomia, permanência e conclusão dos cursos.

O plano estabelece diretrizes para superar progressivamente os desafios de acessibilidade no campus-sede, no campus Floresta e nos núcleos da Ufac no Estado. Para a elaboração do documento, foram realizados levantamento técnico da infraestrutura e escuta qualificada com pessoas surdas, com deficiência visual e autistas.

A representante do Núcleo de Acessibilidade e Inclusão, Rayfa Almeida, destacou que a efetivação das medidas é fundamental para garantir o acesso e a permanência das pessoas com deficiência na universidade. “Esperamos que seja concretizado realmente, que seja efetivo para as pessoas com deficiência conseguirem finalizar seus cursos.”

 



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

ACRE

Parfor da Ufac em Santa Rosa do Purus lança livro de contos — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Parfor da Ufac em Santa Rosa do Purus lança livro de contos-interna.jpg

Estuantes do Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (Parfor), da Ufac em Santa Rosa do Purus (AC), no âmbito da disciplina Oficina Pedagógica: Leitura e Escrita na Escola, lançaram o livro “Tecendo Leituras: Contos e Caminhos para o Letramento Literário”. O evento ocorreu no sábado, 18, no município, reunindo professores, gestores, autoridades locais, familiares dos alunos e a representante do Parfor na ocasião, professora Grace Gotelip.

A obra foi organizada pela professora Emilly Ganum Areal e sua reprodução foi viabilizada com o apoio da Pró-Reitoria de Graduação (Prograd), por meio da Diretoria de Apoio à Interiorização e Programas Especiais (Dainpes). Segundo ela e os envolvidos no processo criativo, a iniciativa representa um marco para o Parfor da Ufac por resultar diretamente de uma disciplina do curso de graduação e reunir, pela primeira vez, textos literários de autores de Santa Rosa do Purus.

Além disso, agradeceram à Ufac, por meio da Prograd e da Dainpes, pelo apoio na concretização do projeto, o qual, para eles, deixa um legado no munícipio, incentiva a produção literária regional e reafirma o compromisso da universidade com a interiorização do ensino superior e com o desenvolvimento social através da educação.

 



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

MAIS LIDAS