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Filhos do meio são mais cooperativos do que irmãos, sugere estudo | Psicologia

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Ian Sample Science editor

O debate dura há mais de um século: a ordem de nascimento ajuda a moldar a personalidade ou os primogénitos conscienciosos e os filhos mais novos criativos são estereótipos falhos baseados em evidências frágeis?

Depois de décadas de reivindicações contestadas, um punhado de recente estudos descobriram que havia pouca evidência de diferenças significativas. Mas num estudo publicado na segunda-feira, os psicólogos recuaram e afirmaram que, afinal, existe um efeito.

Num dos maiores estudos já realizados sobre ordem de nascimento, tamanho da família e personalidade, investigadores canadianos recolheram dados de mais de 700.000 voluntários e descobriram que, em média, os filhos do meio obtiveram pontuações mais altas do que os seus irmãos em características consideradas importantes para a cooperação.

As pontuações para as mesmas características também foram mais elevadas em famílias com mais filhos, sugerindo que as pessoas podem ter maior probabilidade de desenvolver uma personalidade cooperativa quando são criadas como parte de um grupo maior.

Os efeitos não são grandes, mas Michael Ashton e Kibeom Lee, professores de psicologia da Universidade Brock, em Ontário, e da Universidade de Calgary, em Alberta, respectivamente, acreditam que desafiam a ideia de que a ordem de nascimento e o número de filhos criados juntos não têm impacto significativo na personalidade. .

“O peso dessa evidência indica agora que os níveis dos traços de personalidade diferem em função da ordem de nascimento e do tamanho dos irmãos”, escrevem eles em Anais da Academia Nacional de Ciências.

Os pesquisadores especulam sobre o impacto da ordem de nascimento há mais de um século. Em 1874, o polímata Francis Galton, o mais novo de nove irmãos, reuniu histórias sobre um grupo de cientistas ingleses e encontrou um grande proporção eram primogênitos. Ele suspeitava que os mais velhos recebiam mais atenção dos pais, impulsionando-os a níveis intelectuais mais elevados.

Décadas mais tarde, o psicólogo austríaco Alfred Adler afirmou que os primogénitos eram muitas vezes conscienciosos e responsáveis, enquanto os mais jovens podiam tornar-se independentes e criativos à medida que procuravam formas de se destacarem. Ele via os filhos do meio como pacificadores, embora outros os considerassem “filhos esquecidos”: os Lisa Simpsons, que muitas vezes são esquecidos.

Ashton e Lee analisaram traços de personalidade relatados por mais de 700 mil falantes de inglês, que também deram detalhes sobre se eram irmãos primogênitos, filhos do meio, filhos mais novos ou filhos únicos. Um grupo separado de 75 mil voluntários respondeu às mesmas perguntas, juntamente com o número de crianças com quem foram criados.

Estudos anteriores encontraram evidências de que os primogénitos são ligeiramente mais inteligentes do que as crianças nascidas tardiamente, e o estudo canadiano também constatou isso. Mas os pesquisadores detectaram outras diferenças. Pessoas com mais irmãos tendem a ter pontuações mais altas em duas características ligadas à cooperação, nomeadamente a amabilidade e o que os cientistas chamam de honestidade-humildade, ou a tendência de ser justo e genuíno com os outros. Os filhos do meio pareceram receber um impulso adicional, com pontuações um pouco mais altas do que os primogênitos e os irmãos mais novos.

As descobertas sugerem que se um filho único e uma pessoa de uma família de seis pessoas fossem escolhidos aleatoriamente, há 60% de probabilidade de que o mais agradável fosse da família de seis pessoas. “Não se pode dizer muito sobre a personalidade de um determinado indivíduo a partir da ordem de nascimento ou do tamanho da família, embora haja diferenças claras na média de muitas pessoas”, disse Lee.

Embora o número de irmãos fosse o principal fator que moldava os traços de personalidade, a ordem de nascimento também importava. “Essas diferenças foram em grande parte explicadas pelos efeitos do tamanho dos irmãos”, disse Ashton. “No entanto, as diferenças na ordem de nascimento não puderam ser inteiramente explicadas pelo tamanho dos irmãos, o que indica que há também um pequeno efeito da ordem de nascimento nos traços de personalidade cooperativa, com os médios e os mais jovens tendo uma média ligeiramente superior à dos mais velhos.”

Se os efeitos forem reais, alguns impulsionadores poderão ser intuitivos, escrevem os autores: que ter mais irmãos promove uma personalidade mais cooperativa, enquanto ser filho do meio exige bons laços com irmãos mais novos e mais velhos.



Leia Mais: The Guardian

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre

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2026.09.30 Reunião Consu-Ufac (2).JPG

O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.

A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.

A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.

“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”

Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”

Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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