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Financiados por Lei Paulo Gustavo, curtas-metragens de diretores acreanos estreiam no Teatro Hélio Melo

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Alessandra Machado

O Teatro Hélio Melo foi palco da apresentação de dois curtas-metragens produzidos por cineastas acreanos, com recursos da Lei Paulo Gustavo. Com apoio do governo do Estado, por meio da Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM), a estreia aconteceu na sexta-feira, 8.

“Abandonada no Orfanato”, dirigido por Moisés Souza, baseado no conto “A Louca do Orfanato”, de Fátima Cordeiro, e o curta “Uma Vivência na Cultura Acreana”, do cineasta Guilherme Francisco, agradaram ao público.

Público gostou das temáticas abordadas pelos cineastas acreanos nos curtas-metragens. Foto: Lucas Dutra/FEM

Ambas as produções apresentam o Acre e suas tradições, revelando a cultura local, os espaços históricos, a culinária e folclore, bem como a história de migrantes.

O presidente da FEM, Minoru Kinpara, fez questão de prestigiar as estreias, e destacou a importância dos investimentos na cultura acreana.

“O que estamos vendo hoje aqui é o retorno que o fazedor de cultura acreano está dando para a população, com produções patrocinadas pela Lei Paulo Gustavo, que disponibilizou um montante de recursos nunca visto na história. Estamos muito satisfeitos com os projetos culturais apresentados”, assinalou Kinpara.

Presidente da FEM, Minoru Kinpara parabenizou o cineasta Guilherme Francisco após exibição do curta “Uma Vivência na Cultura Acreana”. Foto: Lucas Dutra/FEM

O cineasta Guilherme Francisco, que atua no cenário cultural acreano há muito tempo, comentou sobre as dificuldades de realizar um curta de ficção. “Uma Vivência na Cultura Acreana” trabalha a história de Chico Mendes e da Revolução Acreana, de maneira bem imagética, para acessar inclusive as escolas e o público infanto-juvenil”, disse Francisco.

A professora de artes da rede pública, Elizabeth Muniz, enalteceu a importância das produções locais que mostram a realidade do Estado e o modo que a sociedade enfrenta as suas dificuldade.

Professora de Artes, Elizabeth Muniz fala sobre a importância das produções locais para divulgar a cultura acreana. Foto: Lucas Dutra/FEM

“Eu, como professora de artes, acho que essas histórias devem ser mostradas para o público estudantil. A população acreana está muito carente de atividades culturais e essas ações proporcionam o acesso à cultura de várias formas. Espero que tenhamos muito mais de agora em diante”, concluiu Elizabeth.

Sinopses dos curtas-metragens

“Abandonada no Orfanato” – O curta-metragem conta a história de Manuela, uma menina negra abandonada por sua mãe em um orfanato. A personagem também é portadora da síndrome de Tourrete, uma condição neurológica caracterizada por tiques involuntários e, por vezes, palavras incontroláveis. Baseado no livro A Loucura do Orfanato, o filme, que traz discussões sobre diversidade, inclusão e representação, foi produzido por Júnior Souza, sob a direção de Moisés Guilherme Souza.

“Uma Vivência na Cultura Acreana” – O curta narra a chegada de dois jovens migrantes que chegam ao Acre após dias navegando pelos rios da Amazônia. Ao desembarcarem na Gameleira começam a conhecer a cultura acreana, e se encantam com a história da Revolução Acreana e a trajetória de Chico Mendes. A direção e produção é de Guilherme Francisco e Adalberto Queiroz e as imagens são de Adriana Pessoa. O elenco é composto por Acrícia Dimanche, Adriana Pessoa, Guilherme Francisco e Elcivandro Araújo.

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Leia Mais: Agência do Acre

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VÍDEO: Veja o que disse Ministra em julgamento do ex-governador Gladson Cameli

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No julgamento desta quarta-feira, dia 15/04/2026, a Corte Especial do STJ, por unanimidade, determinou o imediato desentranhamento dos Relatórios de Inteligência Financeira de n°s 50157.2.8600.10853, 50285.2.8600.10853 e 50613.2.8600.10853, a fim de que fosse viabilizada a continuidade do julgamento de mérito da ação penal. A própria Ministra Relatora Nancy Andrighi foi quem suscitou referida questão de ordem, visando regularizar e atualizar o processo. 

O jornalista Luis Carlos Moreira Jorge descreveu o contexto com as seguintes palavras:

SITUAÇÃO REAL
Para situar o que está havendo no STJ: o STF não determinou nulidade, suspensão de julgamento e retirada de pauta do processo do governador Gladson. O STF apenas pediu para desentranhar provas que foram consideradas ilegais pela segunda turma da Corte maior. E que não foram usadas nem na denúncia da PGR. O Gladson não foi julgado ontem em razão da extensão da pauta do STJ. O julgamento acontecerá no dia 6 de maio na Corte Especial do STJ, onde pode ser absolvido ou condenado. Este é o quadro real.

A posição descrita acima reflete corretamente o quadro jurídico do momento.

Veja o vídeo:

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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.

Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.

O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.

O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.” 

Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)



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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre

 Os professores Jhonatan Gomes Gadelha e Shirley Regina de Almeida Batista, do curso de Educação Física da Ufac, realizaram a mostra de dança NT: Sementes de uma Pioneira, em homenagem à professora aposentada Norma Tinoco, reunindo turmas de bacharelado e licenciatura, escolas de dança e artistas independentes. O evento ocorreu na noite de 25 de março, no Teatro Universitário, campus-sede, visando celebrar a trajetória da homenageada pela inserção e legitimação da dança no curso.

Norma recebeu uma placa comemorativa pelos serviços prestados à universidade. Os alunos do curso, André Albuquerque (bacharelado) e Matheus Cavalcante (licenciatura) fizeram a entrega solene. Segundo os organizadores, os anos de dedicação da professora ao curso e seu pioneirismo jamais serão esquecidos.

“A ideia, que ganhou corpo e emoção ao longo de quatro atos, nasceu do coração de quem viveu de perto a influência da homenageada”, disse Jhonatan Gomes Gadelha, que foi aluno de Norma na graduação. Ele contou que a mostra surgiu de uma entrevista feita com ela por ocasião do trabalho dele de conclusão de curso, em 2015. “As falas, os ensinamentos e as memórias compartilhadas por Norma naquele momento foram resgatadas e transformadas em movimento”, lembrou.

Gadelha explicou que as músicas que embalaram as coreografias autorais foram criadas com o auxílio de inteligência artificial. “Um encontro simbólico entre a tradição plantada pela pioneira e as ferramentas do futuro. O resultado foi uma apresentação carregada de bagagem emocional, autenticidade e reverência à história que se contava no palco.”

Mostra em 4 atos

A professora de Educação Física, Franciely Gomes Gonçalves, também ex-aluna de Norma, foi a mestre de cerimônias e guiou o público por uma narrativa que comparava a trajetória da homenageada ao crescimento de uma árvore: “A Pioneira: A Raiz (ato I), “A Transformadora: O Tronco” (ato II), “O Legado: Os Frutos” (ato III) e “Homenagem Final: O reconhecimento” (ato IV).

O ato I trouxe depoimentos em vídeo e ao vivo, além de coreografias como “Homem com H” (com os 2º períodos de bacharelado e licenciatura) e “K Dance”, que homenageou os anos 1970. O ex-bolsista Kelvin Wesley subiu ao palco para saudar a professora. A escola de dança Adorai também marcou presença com as variações de Letícia e Rayelle Bianca, coreografadas por Caline Teodoro, e o carimbó foi apresentado pelo professor Jhon e pela aluna Kethelen.

O ato II contou com o depoimento ao vivo de Jhon Gomes, ex-aluno que seguiu carreira artística e acadêmica, narrando um momento específico que mudou sua trajetória. Ele também apresentou um solo de dança, seguido por coreografias da turma de licenciatura e uma performance de ginástica acrobática do 4º período.

No ato III foi exibido um vídeo em que os atuais alunos do curso de Educação Física refletiram sobre o que a dança significa em suas formações. As apresentações incluíram o Atelier Escola de Dança com “Entre o que Fica e o que Parte” (Ana Fonseca e Elias Daniel), o Estúdio de Artes Balancé com “Estrelas” (coreografia de Lucas Souza) e a Cia. de Dança Jhon Gomes, com outra versão de “Estrelas”. A escola Adorai retornou com “Sarça Ardente”, coreografada por Lívia Teodoro; os alunos do 2º período de bacharelado encerraram o ato.

No ato IV, após o ministério de dança Plenitude apresentar “Raridade”, música de Anderson Freire, a professora Shirley Regina subiu ao palco para oferecer palavras à homenageada. Em seguida, a mestre de cerimônias convidou Norma Tinoco a entrar em cena. Ao som de “Muda Tudo”, os alunos formaram um círculo ao redor da professora, cantando o refrão em coro.

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