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Foguete russo coloca satélites iranianos em órbita à medida que laços se estreitam | Notícias espaciais

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Os satélites fabricados no Irã, Kowsar e Hodhod, foram colocados em órbita com sucesso por uma espaçonave russa Soyuz-2.1.

Um foguete russo transportando uma carga útil de satélites para órbita – incluindo dois do Irã – decolou com sucesso, disse a agência espacial russa Roscosmos, em um movimento visto como refletindo o cooperação crescente entre Moscovo e Teerão.

A espaçonave Soyuz-2.1 decolou conforme programado da plataforma de lançamento do Cosmódromo Vostochny, no extremo leste da Rússia, e colocou sua carga em uma órbita designada nove minutos após o lançamento na terça-feira.

A Roscosmos disse que dois satélites russos Ionosfera-M – projetados para monitorar o clima espacial ao redor da Terra – e 53 pequenos satélites, incluindo dois do Irã, foram colocados em órbita com sucesso.

Entre os 53 pequenos satélites, o dois satélites iranianos foram identificados como Kowsar, um satélite de imagens de alta resolução, e Hodhod, um pequeno satélite de comunicações. Um satélite estudantil russo-chinês, Druzhba ATURK, também foi colocado em órbita.

Os satélites iranianos são os primeiros lançados em nome do setor privado do país, sendo o Kowsar fabricado pela empresa Omidfaza, que começou a projetar o satélite em 2019, informou a agência de notícias oficial iraniana IRNA.

O Kowsar tem vida útil prevista de três anos e o Hodhod deve operar por quatro anos, segundo a IRNA.

Em 2022, um foguete russo lançou um satélite iraniano de observação da Terra chamado Khayyam, que foi construído na Rússia a pedido de Teerã. A Rússia colocou outro satélite iraniano chamado Pars-1 em órbita em fevereiro.

O Pars-1 é um satélite de pesquisa que irá escanear a topografia do Irã em órbita, informou na época a mídia estatal iraniana.

O último lançamento de satélite ocorre num momento em que a Rússia e o Irão expandem os laços em várias esferas, e no meio de críticas crescentes da Ucrânia e do Ocidente de que Teerão forneceu a Moscovo drones para utilização em ataques a alvos ucranianos.

Moscovo e Teerão também planeiam reforçar ainda mais os seus laços com uma “parceria estratégica abrangente”, prevista para ser assinada durante a visita planeada do presidente iraniano Masoud Pezeshkian à Rússia, cuja data ainda não foi confirmada.

Os lançamentos de satélites da Rússia seguem-se a uma série de lançamentos falhados sofridos pelo programa espacial civil do Irão nos últimos anos, incluindo cinco lançamentos falhados consecutivos do programa Simorgh, um foguetão que transporta satélites.

Um separado Programa espacial iraniano dirigido pela elite do Corpo da Guarda Revolucionária do país teve lançamentos bem-sucedidos a partir de uma base militar fora de Shahroud, localizada a leste da capital, Teerã.

Imagens de satélite analisadas pela Associated Press mostram que Israel pode ter bombardeado o local durante o ataque de 26 de outubro ao Irão.

O Irã disse na época que o ataque israelense causou danos mínimos.





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Egressa de mestrado em CZS obtém prêmio de pós-graduação — Universidade Federal do Acre

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Mirian Soares de Amorim.jpeg

A engenheira agrônoma Mirian Soares de Amorim, aluna egressa do curso de Agronomia e do mestrado em Ciências Ambientais, do campus Floresta da Ufac, em Cruzeiro do Sul, obteve o 2º lugar na categoria Pós-Graduação do 5º Prêmio Margarida Alves de Estudos sobre Ruralidades e Feminismos, cujo resultado final foi divulgado em 17 de março. O evento foi promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.

O estudo destaca a articulação entre a transição agroecológica e a igualdade de gênero, enfatizando o papel central das mulheres rurais, ribeirinhas e agricultoras na preservação da agrobiodiversidade e na soberania alimentar na Amazônia. No mestrado, sob orientação do professor Kleber Andolfato de Oliveira, Mirian também aprofundou investigações sobre o desenvolvimento sustentável e o papel das populações rurais no manejo dos ecossistemas amazônicos.



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Ufac consolida criação do curso de Farmácia com 50 vagas — Universidade Federal do Acre

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Curso de Farmácia-entrega de Menção Honrosa (2).jpg

O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com membros da comissão responsável pela proposta de criação do curso de Farmácia. O encontro ocorreu nesta segunda-feira, 31, na sala de reuniões da Reitoria, visando consolidar o Projeto Político-Pedagógico da nova graduação, além de homenagear, com a entrega, pela Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), de Menção Honrosa ao reitor e a pessoas cujo empenho culminou na abertura do curso.

A iniciativa faz parte do programa Universidades Transformadoras, pactuada com o Ministério da Educação (MEC). O curso prevê a oferta de 50 vagas para estudantes e liberação de 11 códigos de vagas para professores. A aula inaugural e início das atividades acadêmicas estão previstos entre 2028 e 2029.

“Esse é um curso que se assenta fortemente na demanda de conhecer os bioativos da floresta amazônica e transformar esse conhecimento em riqueza, patentes, inovação e qualidade de vida para a sociedade”, disse Josimar Ferreira. Além disso, ele ressaltou a necessidade de conectar o novo curso às estruturas já consolidadas da Ufac, otimizando disciplinas e espaços curriculares em conjunto com as áreas de saúde e química.

A presidente da comissão de criação do curso, Andréia Andrade, lembrou que o projeto começou em 2011. “Hoje nos reunimos com a perspectiva de viabilizar a abertura do curso diante do que já temos na instituição. Nosso objetivo é ofertar uma formação generalista, com investimento otimizado na estrutura existente e com forte inserção na pesquisa e extensão, aproveitando a nossa biodiversidade e criando caminho para futuros programas de pós-graduação.”

Também participaram da reunião representantes externos da categoria profissional, como a ex-conselheira federal, membro da comissão e diretora de Relações Institucionais da Fenafar, Isabela de Oliveira Sobrinho. “Acompanhei a busca por esse projeto pedagógico desde o início e ver essa etapa final é um avanço enorme”, pontuou. “É um trabalho a muitas mãos para trazer o melhor para a Ufac. Trata-se de um curso de grande magnitude, focado em tecnologias de medicamentos e em pesquisas com nossas plantas nativas para gerar qualidade de vida à população.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Seminário na Ufac debate formação em enfermagem obstétrica — Universidade Federal do Acre

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Seminário enfermagem obstétrica (2).jpg

A Ufac sediou o seminário Desafios Atuais na Formação para a Prática da Enfermagem Obstétrica, que ocorreu nesta sexta-feira, 28, na sala dos Colegiados, campus-sede. O encontro reuniu professores, pesquisadores, gestores e profissionais de saúde para debater a reestruturação do modelo de assistência ao parto e ao nascimento, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a interiorização da qualificação profissional no Estado.

O evento integra um projeto nacional, composto por uma rede de 40 instituições de ensino superior articuladas para formar mais de 700 enfermeiras obstétricas pelo país, com foco prioritário nas regiões do interior. No Acre, o programa abrange turmas de especialização e residência voltadas para profissionais atuantes nas regionais do Alto Acre, Alto Purus, Baixo Acre, Tarauacá-Envira e Juruá.

“A Ufac cumpre o seu papel social ao ampliar a formação e capacitar profissionais que atuam em um momento tão ímpar quanto o nascimento de uma criança”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Contamos com alunos de todas as regionais. Isso gera um efeito multiplicador: o profissional capacitado coordena equipes locais e eleva diretamente a qualidade do atendimento prestado à população pelo SUS.”

A coordenadora das formações no Estado e professora da Ufac, Sheley Borges, destacou a necessidade de repensar a prática profissional para garantir um cuidado humanizado e seguro. “A intencionalidade da nossa formação é reduzir a mortalidade materna e neonatal e alcançar as mulheres em uma dimensão em que sejam respeitadas. Queremos garantir que as escolhas não ocorram por medo, como optar por uma cesariana sem compreender que é uma cirurgia de grande porte.”

A coordenadora nacional do curso de especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne, vinculada à Universidade Federal de Minas Gerais, Kleyde Ventura, ressaltou a relevância estratégica da parceria com a Ufac. “No Acre, vivemos uma condição muito especial, pois, com exceção de uma aluna, todas as especializadas são do interior. Estamos interiorizando e descentralizando os modos de formar, abordando o trabalho multiprofissional e a articulação de redes para garantir assistência de qualidade e direitos assegurados.”

Também participaram do seminário o promotor de Justiça do MP-AC, Gláucio Oshiro; o coordenador do curso de Enfermagem da Ufac, João Francalino; e o epidemiologista Serafim Salgado, coordenador das metodologias aplicadas no programa de formação.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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