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Fome se espalha no Sudão devastado pela guerra, diz relatório apoiado pela ONU | Notícias da guerra no Sudão
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O relatório do IPC descreve a fome em cinco áreas, incluindo no maior campo de deslocados do Sudão, Zamzam, na província de Darfur do Norte.
A fome está a alastrar no Sudão devido a uma guerra entre o exército e o grupo paramilitar, afirma um grupo global de monitorização da fome apoiado pelas Nações Unidas.
O Comité de Revisão da Fome da Classificação Integrada da Fase de Segurança Alimentar (IPC) publicou um relatório na terça-feira descrevendo a fome em cinco áreas, incluindo no maior campo de deslocados do Sudão, Zamzam, na província de Darfur do Norte.
As condições de fome foram confirmadas em Abu Shouk e al-Salam, dois campos para pessoas deslocadas internamente em el-Fasher, a capital sitiada de Darfur do Norte, no oeste do Sudão, bem como em comunidades residenciais e deslocadas nas Montanhas Nuba, no sul do Sudão, segundo ao relatório.
O comité de cinco membros também concluiu que a fome, identificada pela primeira vez em Agosto, provavelmente se espalhará para outras cinco áreas – Um Kadadah, Melit, el-Fasher, Tawisha e al-Lait – até Maio. Também identificou outras 17 áreas em todo o Sudão em risco de fome.
De acordo com o relatório do IPC, 24,6 milhões de sudaneses – metade da população – enfrentam grave escassez de alimentos.
“(A guerra) desencadeou deslocações em massa sem precedentes, um colapso económico, a quebra de serviços sociais essenciais, graves perturbações sociais e um fraco acesso humanitário”, afirma o relatório.
O IPC, um organismo independente financiado por nações ocidentais, compreende mais de uma dúzia de agências da ONU, grupos de ajuda e governos que utilizam a sua monitorização como uma referência global para análise de crises alimentares e nutricionais.
O relatório foi publicado apesar da interrupção contínua por parte do governo sudanês do processo do IPC de análise da escassez de alimentos. Na segunda-feira, o governo anunciou que iria suspender a sua participação no sistema global de monitorização da fome, dizendo que o IPC emite “relatórios não fiáveis que prejudicam a soberania e a dignidade do Sudão”.
O Sudão foi assolado por uma guerra de 20 meses que matou mais de 24.000 pessoas e expulsou mais de 14 milhões de pessoas – cerca de 30 por cento da população – das suas casas, segundo a ONU. Estima-se que 3,2 milhões de sudaneses cruzaram a fronteira para países vizinhos, incluindo o Chade, o Egipto e o Sudão do Sul.
A guerra começou em abril de 2023, quando tensões de longa data entre os militares e forças paramilitares de apoio rápido explodiu em combates abertos na capital, Cartum, antes de se espalhar para outras áreas urbanas e para a região ocidental de Darfur.
O conflito foi marcado por atrocidades, incluindo assassinatos e violações por motivos étnicos, segundo a ONU e grupos de direitos humanos. O Tribunal Penal Internacional está a investigar alegados crimes de guerra e crimes contra a humanidade.
No seu relatório, o IPC acrescentou que em zonas de conflito, as hostilidades podem perturbar gravemente a agricultura, resultando no abandono das culturas pelos trabalhadores. As fazendas também sofreram com saques e matança de gado.
“É pouco provável que as famílias deslocadas, especialmente as que vivem em aglomerados populacionais e edifícios públicos, beneficiem significativamente da colheita”, afirmou.
Dervla Cleary, oficial sênior de emergência e reabilitação da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, disse que a situação no Sudão é “simplesmente terrível”.
“É inaceitável num mundo como o de hoje”, disse Cleary à agência de notícias Associated Press. “Precisamos que a violência pare para que as pessoas possam ter acesso a alimentos, água, saúde, nutrição e agricultura.”
O Sudão é o terceiro país onde a fome foi declarada nos últimos 15 anos. Os outros dois são o Sudão do Sul e a Somália.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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