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Forças israelenses matam dezenas em Gaza e negociações de cessar-fogo devem ser retomadas | Notícias do conflito Israel-Palestina

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Pelo menos 35 palestinos foram mortos em múltiplas Ataques israelenses em Gaza desde o amanhecer, enquanto negociadores de alto nível se preparam para retomar as negociações de cessar-fogo paralisadas.

As forças israelenses mataram pelo menos 19 pessoas no centro da Faixa de Gaza na sexta-feira, disseram fontes médicas à Al Jazeera.

Reportando de Deir el-Balah, centro de Gaza, Tareq Abu Azzoum da Al Jazeera disse que sexta-feira parecia ser “outro dia sangrento”, após um período de 24 horas em que pelo menos 71 palestinos foram mortos em 34 ataques aéreos israelenses, de acordo com Gabinete de Comunicação Social do Governo de Gaza.

Abu Azzoum disse que os tiros em Deir el-Balah sugeriam um “potencial avanço militar das forças terrestres israelenses” em resposta a um ataque do Hamas a um tanque israelense na área.

Os caças israelitas destruíram edifícios no centro da Faixa, matando o jornalista Omar al-Diraoui na sua casa em az-Zawayda – o segundo jornalista morto em 24 horas.

Na quinta-feira, foi confirmado que o fotógrafo Hassan al-Qishaoui foi morto num ataque israelense.

Após as mortes, o Gabinete de Comunicação Social do Governo de Gaza reviu o seu número de jornalistas mortos no enclave desde o início da guerra de quase 15 meses até 202.

Entretanto, Israel prosseguiu com uma renovada ofensiva militar no norte de Gaza, com Abu Azzoum a informar que as forças israelitas ordenaram a evacuação imediata do Hospital Indonésio em Beit Lahiya.

Os israelenses também acordaram para um ataque na manhã de sexta-feira, com o exército interceptando um míssil supostamente disparado de Iémenque disparou sirenes de ataque aéreo em Jerusalém e no centro de Israel.

Negociações de cessar-fogo serão retomadas

À medida que os ataques continuavam, as negociações de cessar-fogo deveriam ser retomadas na sexta-feira.

O gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse ter autorizado uma delegação da agência de inteligência Mossad, da agência de segurança interna Shin Bet e dos militares a continuar as negociações no Catar.

Sami al-Arian, diretor do Centro para o Islão e Assuntos Globais da Universidade Zaim de Istambul, disse que o Hamas poderia estar disposto a recuar numa das suas principais exigências – a retirada imediata de todas as forças israelitas de Gaza.

“Tem havido muita pressão por parte dos mediadores – especialmente dos catarianos e egípcios – para serem flexíveis nestes termos”, disse ele à Al Jazeera.

“Eles garantiram à resistência, ao Hamas e a outros grupos, que eventualmente Israel se retirará”, disse ele.

Mas Ori Goldberg, um analista político baseado em Tel Aviv, disse à Al Jazeera que não vê quaisquer motivos para optimismo de que um cessar-fogo será acordado nas conversações, num contexto de falta de pressão internacional significativa aplicada em ambos os lados.

“Tanto quanto sei, o Hamas está interessado num acordo, mas não excessivamente, porque as suas taxas de recrutamento estão a aumentar à medida que Israel continua o seu genocídio em Gaza”, disse ele.

“Certamente, o público israelense está interessado num acordo. (Mas) o governo israelense? Nem tanto – a guerra serve os seus interesses”, disse ele.

Os principais mediadores, Catar, Egipto e Estados Unidos, têm tentado garantir um acordo duradouro em conversações indirectas há meses.

O número de vítimas dos primeiros três dias de 2025 eleva o número de mortes em Gaza para quase 46.000 desde que Israel iniciou a sua guerra no enclave em 7 de Outubro de 2023, na sequência dos ataques liderados pelo Hamas.

A guerra causou destruição generalizada e deslocou cerca de 90 por cento da população de Gaza, de 2,3 milhões de pessoas, muitas delas várias vezes.

As forças lideradas pelo Hamas mataram cerca de 1.200 pessoas em Israel em ataques em 7 de outubro de 2023 e fizeram cerca de 250 prisioneiros.

Cerca de 100 cativos ainda estão em Gaza, embora se acredite que pelo menos um terço deles esteja morto.



Leia Mais: Aljazeera

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna.jpg

A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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