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‘Forte probabilidade’ de fome iminente no norte de Gaza, alertam especialistas em alimentos, enquanto Israel continua o cerco | Guerra Israel-Gaza
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2 anos atrásem
Guardian staff and agencies
Há uma “forte probabilidade de que a fome seja iminente em áreas” do norte da Faixa de Gaza, alertou um comitê de especialistas em segurança alimentar global na sexta-feira, conforme Israel afirma estar conduzindo uma ofensiva militar contra o grupo militante palestino Hamas na área.
“É necessária uma acção imediata, dentro de dias e não de semanas, por parte de todos os actores que participam directamente no conflito, ou que têm influência na sua conduta, para evitar e aliviar esta situação catastrófica”, disse o Comité de Revisão da Fome (FRC) independente num comunicado. alerta raro.
O alerta chega poucos dias antes do prazo final dos EUA para que Israel melhore a situação humanitária em Gaza, que o ONU disse há quase um ano se tornou “inabitável” pelos ataques israelenses, ou enfrentar potenciais restrições à ajuda militar dos EUA.
A administração Biden já havia exigido que Israel permitisse mais ajuda, mas pouco fez para fazer cumprir os seus pedidos, mesmo supostamente ignorando suas próprias agências depois de concluírem que Israel tinha bloqueado deliberadamente o fornecimento de alimentos e medicamentos para Gaza. A lei dos EUA exige que os envios de armas sejam interrompidos para países que impeçam a entrega de ajuda apoiada pelos EUA.
A missão de Israel na ONU em Nova York não respondeu imediatamente a um pedido de comentário, informou a Reuters. “Se nenhuma ação eficaz for tomada pelas partes interessadas com influência, a escala desta catástrofe iminente provavelmente diminuirá tudo o que vimos até agora no Gaza Tira desde 7 de outubro de 2023”, disse o comitê da FRC.
O Gabinete das Nações Unidas para a Coordenação dos Assuntos Humanitários estima que ainda existam entre 75 mil e 95 mil pessoas no norte de Gaza.
O Comité de Revisão da Fome disse que se poderia “presumir que a fome, a subnutrição e o excesso de mortalidade devido à subnutrição e às doenças estão a aumentar rapidamente” no norte de Gaza.
“Os limiares da fome podem já ter sido ultrapassados ou o serão num futuro próximo”, afirmou o monitor global da fome.
Os EUA disseram que estão atentos para garantir que as ações do seu aliado no terreno mostram que não tem uma “política de fome” no norte, partes das quais Israel colocou sob um cerco apertado como parte do que afirma ser uma guerra militar. empurrar contra Hamas.
No entanto, os palestinos, bem como os grupos israelenses de direitos humanos e alguns soldados das Forças de Defesa de Israel dizem que Israel está colocar em prática um modelo conhecido como “plano dos generais”uma campanha de “renda-se ou morra de fome” que visa despovoar o norte Gaza.
Israel nega estar executando o plano, mas no início desta semana um oficial militar disse a repórteres não tinha “nenhuma intenção” de permitir que os palestinianos regressassem às suas casas no norte de Gaza.
The UN secretary general, António Guterres, sugeriu que a limpeza étnica de Gaza por parte de Israel tinha sido impedida até agora apenas pela recusa do seu povo em sucumbir à intensa pressão para fugir das suas casas e pela decisão árabe de não aceitar transferências populacionais em massa.
E embora o reassentamento ou a reocupação permanente de Gaza não seja uma política oficial israelita, altos responsáveis da defesa israelita disseram recentemente ao diário israelita Haaretz que, sem outras alternativas em cima da mesa, o governo pretende anexar grandes partes do território.
Centenas de palestinianos foram mortos em ataques israelitas a hospitais, escolas e casas que abrigavam pessoas já deslocadas na área, de onde muitos não conseguiram fugir.
Mais de 43 mil palestinos foram mortos na campanha de Israel em Gaza, segundo autoridades locais de saúde, embora especialistas afirmem que o número real provavelmente será muito maior. Acredita-se que milhares de pessoas permaneçam soterradas sob os escombros e dezenas de milhares de pessoas ficaram feridas.
Não é possível verificar o número de mortos de forma independente, pois Israel não permite a entrada de jornalistas estrangeiros, mas de acordo com uma análise da ONU das mortes verificadas divulgadas na sexta-feira, quase 70% das pessoas mortas na guerra em Gaza foram mulheres e crianças.
O FRC utilizou um padrão reconhecido internacionalmente conhecido como Classificação Integrada da Fase de Segurança Alimentar (IPC) nas suas conclusões. O IPC define fome como quando pelo menos 20% das pessoas numa área sofrem escassez extrema de alimentos, com pelo menos 30% das crianças gravemente desnutridas e duas pessoas em cada 10.000 morrem diariamente de fome ou desnutrição e doenças.
O IPC é uma iniciativa que envolve agências da ONU, governos nacionais e grupos de ajuda que estabelece o padrão global na medição de crises alimentares.
O IPC alertou no mês passado que toda a Faixa de Gaza estava em risco de fome, enquanto altos funcionários da ONU descreveram na semana passada o norte da Faixa de Gaza como “apocalíptico” e disseram que todos ali estavam “em risco iminente de morrer de doenças, fome e violência”.
A quantidade de ajuda que entra em Gaza caiu para o seu nível mais baixo num ano, de acordo com dados da ONU, e a ONU acusou repetidamente Israel de dificultar e bloquear tentativas de entrega de ajuda, especialmente ao norte de Gaza.
O embaixador de Israel na ONU, Danny Danon, disse ao conselho de segurança no mês passado que a questão em Gaza não era falta de ajuda, alegando que mais de um milhão de toneladas foram entregues durante o ano passado. Ele acusou o Hamas de sequestrar a assistência.
O Hamas negou repetidamente as acusações israelenses de que estava roubando ajuda e afirma que Israel é o culpado pela escassez. Israel repetidamente atacaram comboios de ajuda e trabalhadores humanitários, bem como pessoas esperando para receber ajuda alimentar.
“O número médio diário de camiões que entraram em Gaza no final de Outubro foi de cerca de 58 por dia”, disse Jean-Martin Bauer, director de segurança alimentar e análise nutricional do Programa Alimentar Mundial da ONU, na sexta-feira. “Recebíamos cerca de 200 por dia em setembro e agosto, o que é realmente um grande declínio.”
Agências de ajuda já disseram anteriormente pelo menos 600 caminhões por dia são necessários para evitar a fome.
Reuters contribuiu para este relatório
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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