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Fortes nevascas atrapalham viagens na Inglaterra e no País de Gales enquanto aeroportos fecham pistas | Clima no Reino Unido

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Rachel Hall

A forte neve durante a noite no País de Gales e no norte da Inglaterra está causando interrupções nas viagens à medida que o ano novo começa frio.

Dois avisos meteorológicos âmbar do Met Office foram implementados na Inglaterra e no País de Gales. Prevê-se uma queda de neve de 3 cm a 7 cm, com probabilidade de chuva congelante, criando condições traiçoeiras.

O Met Office disse que Bingley, West Yorkshire, viu 12 cm de neve até as 7h de domingo, com Shap em Cumbria e Capel Curig, Gwynedd, ambos vendo 10 cm.

Um alerta âmbar para neve e chuva congelante, que cobre grande parte do País de Gales e Midlands e no extremo norte de Manchester, está em vigor até o meio-dia de domingo. As terras mais altas no País de Gales e no sul dos Peninos poderão ver de 15 a 30 cm de neve, disse o meteorologista, com ar mais ameno levando a um rápido degelo no sul da área de alerta até domingo.

O segundo alerta âmbar de neve, cobrindo a maior parte do norte da Inglaterra, incluindo Leeds, Sheffield e Lake District, está em vigor até meia-noite de domingo. O Met Office disse que algumas comunidades rurais podem ficar isoladas, com até 40 centímetros de neve no solo acima de 300 metros antes que as condições melhorem no domingo.

Um alerta meteorológico amarelo para chuva foi emitido para o sul da Inglaterra no domingo, com expectativa de interrupção nas viagens.

Os aeroportos de Leeds Bradford, Manchester e Liverpool John Lennon fecharam suas pistas na manhã de domingo devido à forte neve. Manchester disse que suas equipes estão trabalhando para eliminá-los o mais rápido possível depois da forte nevasca por volta das 7h. Algumas partidas matinais de Leeds Bradford foram remarcadas para a tarde.

O aeroporto de Birmingham suspendeu as operações durante várias horas durante a noite “por razões de segurança e remoção de neve”, mas começou a manhã dentro do prazo. O aeroporto de Bristol reabriu por volta das 23h, após um fechamento anterior, mas alertou sobre atrasos na manhã de domingo. Todos os aeroportos afetados, e o aeroporto internacional de Belfast, instaram os passageiros a verificarem com a sua companhia aérea.

A National Highways alertou que até 25 cm de neve podem atingir estradas no norte da Inglaterra, resultando em fechamentos e risco de gelo, enquanto a National Rail disse que a linha entre Leeds e Halifax via Dewsbury foi fechada em ambas as direções, com interrupções nas rotas do norte previstas para segunda-feira. .

Uma mulher com seu cachorro em frente ao Anjo do Norte de Antony Gormley em Gateshead. Fotografia: Scott Heppell/AP

Em Devon, a Agência Ambiental emitiu dois alertas de enchentes – com inundações esperadas para a manhã de domingo – no rio Taw e no rio Torridge.

A National Grid disse que está trabalhando para restaurar a energia após interrupções em Midlands, sudoeste da Inglaterra e sul do País de Gales na manhã de sábado e domingo.

Além dos avisos âmbar, o Met Office emitiu avisos amarelos cobrindo quase todo o país durante o fim de semana. Um aviso amarelo para neve e gelo cobre a maior parte das restantes partes de Inglaterra e País de Gales até à meia-noite, enquanto um aviso semelhante cobre grandes partes da Irlanda do Norte até às 18h00 de domingo.

O norte da Escócia está coberto por um aviso amarelo de gelo até às 10h de domingo, com outro para neve e gelo no leste do centro da Escócia até às 6h de segunda-feira. Há também um aviso amarelo para chuva cobrindo grande parte do País de Gales e West Midlands no domingo, das 6h às 21h.

Os alertas de saúde para clima frio da Agência de Segurança de Saúde do Reino Unido para toda a Inglaterra permanecem em vigor antes de uma semana de baixas temperaturas. Os alertas âmbar foram emitidos na quinta-feira e durariam até quarta-feira, o que significa que é provável um aumento no número de mortes, disse a agência.

Conselhos em Londres e no sul da Inglaterra introduziram medidas de emergência para pessoas que dormem mal, incluindo acomodações adicionais.

O Met Office previu que o granizo e a neve continuariam a avançar para o norte e para o leste no domingo, caindo mais fortemente no norte da Inglaterra e no sul da Escócia antes de se transformarem em chuvas de neve no norte da Escócia, chegando na segunda-feira.

Após um período de chuva congelante, o sul ficará mais ameno. A geada e as manchas de gelo continuarão durante o início da semana, mas segunda e terça-feira ficarão mais secas, com períodos de sol e aguaceiros de inverno esparsos, embora as temperaturas permaneçam abaixo da média.



Leia Mais: The Guardian

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia-interna.jpg

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



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