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Fortuna de bilionários franceses cai com menor demanda por luxo – 28/12/2024 – Mercado
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Julien Ponthus, Tara Patel
Para os maiores bilionários da França, 2024 foi um ano para esquecer, pois suas fortunas combinadas caíram em um montante recorde devido à fraca demanda por produtos de luxo e instabilidade política.
Bernard Arnault, Françoise Bettencourt Meyers e François Pinault, entre os mais ricos do mundo, viram cerca de US$ 70 bilhões serem eliminados de sua riqueza coletiva este ano, de acordo com o Bloomberg Billionaires Index.
Os gigantes do setor que eles controlam —LVMH, L’Oréal e Kering— são alguns dos maiores perdedores na bolsa de valores francesa, com uma redução do valor da proprietária da Gucci de 41%.
O trio viu sua significativa riqueza ser atingida por uma venda em empresas de produtos de luxo e cuidados pessoais.
Os compradores chineses diminuíram os gastos em compras que vão de artigos de couro a vestidos de grife e cuidados com a pele, enquanto empresas como a Kering, dona da marca Gucci, estão lutando com uma nova gestão e estratégia.
A política volátil da França —incluindo o colapso do governo de Michel Barnier neste mês— também minou o apetite dos investidores pelos ativos do país.
“O consumidor chinês deveria ser o motor de crescimento de 2024, mas isso não se materializou”, disse Ariane Hayate, gestora de fundos na Edmond de Rothschild Asset Management. “Também houve fadiga de luxo após três anos de crescimento extraordinário, à medida que o ‘consumo por vingança’ diminuiu.”
As vendas de artigos de luxo e cosméticos dispararam durante a era da pandemia, à medida que os consumidores gastavam em marcas de luxo com reservas de dinheiro acumuladas durante as restrições do lockdown.
Essas dinâmicas ajudaram a impulsionar o fundador da LVMH, Arnault, para o primeiro lugar no ranking de riqueza da Bloomberg. Ele agora é o número 5 e até agora perdeu mais —US$ 31 bilhões— do que qualquer outra pessoa entre as 500 pessoas mais ricas do mundo.
Folha Mercado
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Quanto à herdeira da L’Oreal, Bettencourt Meyers, ela foi por muito tempo a mulher mais rica do mundo e no ano passado se tornou a primeira mulher a ter uma fortuna de US$ 100 bilhões. Ela agora perdeu essas coroas.
O declínio da riqueza de Pinault ocorreu enquanto a Kering estava sob a supervisão de seu filho, François-Henri Pinault, 62, que concentrou o império no luxo a partir de uma miscelânea de ativos de varejo. No entanto, durante sua gestão, a Kering permaneceu amplamente dependente da Gucci, cujo sucesso teve altos e baixos.
O clã Pinault detém uma participação de 42% e 59% dos direitos de voto na Kering, sediada em Paris, cujas ações caíram após uma série de alertas de ganhos menores do que o esperado.
No entanto, a desaceleração não atingiu todas as marcas de luxo igualmente. As vendas da Hermès aumentaram no terceiro trimestre devido ao seu posicionamento de produto voltado para os clientes mais ricos, cujos gastos tendem a ser mais resilientes do que os clientes menos abastados.
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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre
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19 de maio de 2026O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.
A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.
Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.
O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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