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França aumenta segurança antes de partida com Israel – 13/11/2024 – Esporte

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Leila Abboud

Autoridades francesas reforçaram planos de segurança para uma partida de futebol na quinta-feira (14) entre sua seleção nacional e Israel, buscando evitar violência semelhante aos ataques a torcedores israelenses em Amsterdã na semana passada.

O presidente Emmanuel Macron anunciou que comparecerá ao jogo para “enviar uma mensagem de fraternidade e solidariedade após os atos antissemitas intoleráveis” que ocorreram na semana passada após uma partida da Liga Europa entre o Ajax de Amsterdã e o Maccabi Tel Aviv de Israel.

A próxima partida será um grande teste para a França, que abriga as maiores comunidades judaica e muçulmana da Europa e onde conflitos no Oriente Médio historicamente reverberaram na forma de protestos e aumento de incidentes antissemitas.

Desde o ataque do Hamas a Israel em 7 de outubro e o subsequente bombardeio de Gaza, tensões têm surgido em toda a Europa à medida que protestos pró-palestinos se espalharam.

Laurent Nuñez, chefe de polícia da região de Paris, disse que “medidas extremamente reforçadas” seriam colocadas em prática levando em conta as lições de Amsterdã, ou seja, que ataques violentos ocorreram não apenas no estádio, mas também ao redor da cidade e no transporte público.

“Precisamos estar presentes em toda parte… no centro de Paris”, disse ele à BFMTV no domingo. “Incidentes podem potencialmente acontecer em qualquer lugar.”

Uma força de 2.500 policiais será destacada para o Stade de France, na periferia norte de Paris, enquanto outros 1.500 estarão presentes no transporte público e espalhados pela capital. A força é o dobro do tamanho do destacamento usual de até 2.000 oficiais para os chamados jogos de alto risco.

Cerca de 1.600 seguranças privados também serão destacados para o estádio.

“Os espectadores que forem a este jogo terão segurança completa”, disse Nuñez. “Não toleraremos quaisquer distúrbios, quaisquer interrupções.”

A decisão de realizar a partida França vs Israel com a presença de torcedores e não a portas fechadas foi tomada por Bruno Retailleau, ministro do Interior, e aprovada pelo primeiro-ministro Michel Barnier.

Eles optaram por não mover a partida da Liga Uefa para um país neutro, como a Turquia fez para um próximo jogo entre o Beşiktaş de Istambul e o Maccabi Tel Aviv no final deste mês, que será jogado na Hungria sem espectadores.

“A França não recua, pois isso equivaleria a ceder às ameaças de violência e ao antissemitismo”, disse Retailleau. “Estamos na França, e quero que uma partida de futebol, mesmo que seja França-Israel, possa ocorrer em condições normais.”

Os ex-presidentes franceses Nicolas Sarkozy e François Hollande também planejam comparecer ao evento altamente simbólico.

As vendas de ingressos foram tímidas, com apenas cerca de 20 mil vendidos para o estádio que tem capacidade para cerca de 80 mil.

Vários incidentes violentos ocorreram em Amsterdã na quinta-feira antes e depois da partida Ajax-Maccabi, com cinco pessoas levadas ao hospital e posteriormente liberadas.

Torcedores israelenses foram perseguidos pelas ruas e agredidos, segundo as autoridades holandesas. Torcedores do Maccabi também arrancaram uma bandeira palestina e gritaram slogans antiárabes, disse a polícia.

As autoridades israelenses no domingo instaram os cidadãos do país a tomarem precauções ao viajar para o exterior e “evitarem totalmente eventos esportivos ou culturais nos quais israelenses estejam participando, especialmente a próxima partida da seleção nacional de Israel em Paris”.

Jean-Christophe Couvy, líder sindical da polícia, disse estar confiante de que a polícia poderia garantir a segurança da partida e da cidade na quinta-feira, usando um plano semelhante ao implementado durante as Olimpíadas de Paris.

“Se você coloca um grande número de policiais nas ruas, você ocupa o terreno e impede que as coisas saiam do controle”, disse Couvy.



Leia Mais: Folha

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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose-interna.jpg

A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

 

A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.

A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.

O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.

O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.

Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.

 



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Ufac e Fiocruz fazem oficina sobre leishmaniose em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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A Ufac e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) realizaram a oficina Epidemiologia, Vigilância e Controle da Leishmaniose Cutânea. O evento ocorreu em 1 de junho, no auditório do Instituto Federal do Acre, em Sena Madureira (AC), reunindo 110 agentes comunitários de saúde e 20 agentes de combate às endemias.

A programação contou com palestras e discussões sobre aspectos epidemiológicos, clínicos e diagnósticos da doença, abordando ciclos de transmissão, vetores e reservatórios envolvidos na manutenção da chamada “ferida brava”, nome popular da leishmaniose cutânea. Além disso, foram realizadas atividades práticas com o uso de lupas e microscópios, permitindo aos profissionais a observação de características dos vetores e compreensão dos métodos laboratoriais utilizados no diagnóstico da doença.

Com mais de 11 mil casos registrados na última década, o Acre ocupa posição de destaque no cenário nacional da doença. Em 2025, o município de Sena Madureira foi classificado pelo Ministério da Saúde como área de risco intenso para transmissão da leishmaniose cutânea, apresentando média anual de 64 casos.

A oficina integra as atividades do projeto de ensino, pesquisa e extensão EpiLeish-Acre, que na Ufac é coordenado pelo professor Francisco Glauco de Araujo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza. Para o pesquisador Leandro Siqueira, do Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz, ações educativas para enfrentar a doença são fundamentais. “Profissionais bem capacitados conseguem orientar de forma mais eficaz a população, contribuindo para o diagnóstico e tratamento precoce”, ressaltou.

O secretário municipal de Saúde de Sena Madureira, Willisson Viana, destacou a relevância das parcerias institucionais. “Buscamos fortalecer parcerias com instituições de referência, como a Fiocruz e a Ufac, que contribuem significativamente para o desenvolvimento técnico das nossas equipes.”

O diretor da Vigilância em Saúde de Sena Madureira, Serginey Amorim, disse que a capacitação fortalece ações de saúde pública. “Com conhecimento atualizado e capacitação contínua, ampliamos a prevenção, melhoramos o diagnóstico precoce e fortalecemos as ações de controle da doença em nosso município.”

A iniciativa foi organizada pelos Laboratórios de Patologia e Biologia Parasitária e de Entomologia Médica, da Ufac, e pelo Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz.

 



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