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Funcionárias de posto de identificação na OCA de Cruzeiro do Sul denunciam coordenador por assédio sexual e moral
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4 anos atrásem
Funcionárias terceirizadas do posto de identificação de Cruzeiro do Sul, que funciona na OCA da cidade do interior do Acre, denunciam o coordenador Jonas Oliveira de Souza, que é policial civil, de assédio sexual e moral.
O coordenador nega as acusações e diz que não passam de “armação política” contra ele. “Não teve nada disso, foi uma armação. Tenho sofrido, eu perdi a guarda da minha filha por conta dessa armação.”
O g1 conversou com uma das vítimas, que preferiu não ter o nome revelado. Segundo ela, o caso já foi levado ao conhecimento da Polícia Civil e Corregedoria da polícia no ano passado e que, inclusive, existe uma sindicância em tramitação que apura as denúncias de, pelo menos, cinco funcionárias.
Por conta da apuração na Corregedoria, a servidora conta que Souza chegou a ser lotado em outro local. No entanto, mesmo sem a conclusão da sindicância, em setembro deste ano, o novo diretor-geral da Polícia Civil nomeou ele novamente na mesma função, de coordenador no Departamento de Polícia Técnico-Científica no Instituto de Identificação Raimundo Hermínio de Melo, posto de identificação civil e criminal.
A vítima relata medo de continuar trabalhando com ele após as denúncias. O caso também foi levado ao Ministério Público e tramita na 3ª Promotoria Criminal de Cruzeiro do Sul. Segundo a promotora de Justiça Juliana Hoff, foi determinada a instauração de notícia de fato para apurar a denúncia, pois é desprovida de qualquer elemento de prova, havendo apenas o nome do policial civil, sem haver menção, sequer, ao nome das vítimas. Assim, será oficiada à Polícia Civil para obter informações.
A vítima afirma ainda que está sendo acompanhada por psicólogo por conta da situação.
“Ele dizia ‘você não sabe fazer nada direito’, gritava com a gente e dava em cima de todo mundo. Quando a nova diretora entrou, todo mundo conversou com ela e ela tirou ele. Todas as meninas foram depor contra ele. Ele saiu e a gente pensava que ele não ia voltar, mas voltou a ser o coordenador do instituto aqui de Cruzeiro do Sul. Eu estou com medo de trabalhar com esse homem. Estou desesperada”, disse a funcionária.
O que diz a Polícia Civil
O delegado-geral da Polícia Civil, Henrique Maciel confirmou que a sindicância ainda está em andamento na Corregedoria e que após o policial ser nomeado como coordenador novamente não recebeu nenhuma nova denúncia contra ele.
O delegado afirmou ainda que Jonas não tem mais contato com as atendentes e que não trabalha na OCA e sim em um prédio da Polícia Civil, no Centro de Cruzeiro do Sul. Segundo ele, um supervisor direto que fica na OCA e que tem contato com as funcionárias e com o coordenador.
“Teve uma situação antes mesmo de eu chegar aqui que ele realmente chegou a ser afastado da supervisão da OCA em Cruzeiro do Sul, em razão dessas denúncias. Como o Instituto de Identificação precisa de um servidor de carreira, ele foi nomeado. Existe um coordenador na OCA de Cruzeiro do Sul, que é até terceirizado, e ele é quem trata diretamente com Jonas. Fisicamente, ele fica em uma casa totalmente afastada da OCA. Ele não tem nenhum contato com elas e pelo que eu sei, não recebi nenhuma notícia depois que coloquei ele nesse setor”, disse Henrique.
O delegado afirmou ainda que também não recebeu nada do Ministério Público após ter nomeado o policial como coordenador. “Não há nenhum impeditivo, nada na nossa gestão [que impeça qualquer denúncia]. Elas [funcionárias] têm o telefone aqui da direção geral, nós estivemos lá em Cruzeiro do Sul recentemente e não recebi nenhuma informação sobre isso. Elas podem nos informar, ligar, ou formalizar qualquer situação, não vamos admitir nada disso.”
‘Armação política’
O coordenador Jonas disse que a pessoa que ficou em seu lugar após ele ser tirado da coordenação no ano passado, chegou a ficar “do lado” dele ao saber das denúncias. Mas, teria recebido vantagens e acabou se voltando contra ele também.
“A pessoa que ficou no meu lugar de forma indevida, no início dessa armação, queria até bater em um das pessoas que foi mentir e eu não deixei. Depois, ela foi mudando, eu soube que ela teve vantagens para se comportar dessa forma. Aqui é um setor civil e criminal, então o certo é ter um policial civil aqui, e ela como terceirizada nem poderia assumir o setor. Quem estava por trás [da armação] foi conversando com ela e aos poucos ela foi mudando”, disse o coordenador.
Ele afirmou ainda que após denúncias, em 2020, foi feito um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO). “Já foi até extinto, porque não viram nada de fundamento naquelas denúncias. Não teve audiência não tem nada. É tanto que tem pessoas revoltadas até hoje que foram colocadas lá para serem ouvidas e não sabiam de nada. É uma situação triste.”
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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre
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11 horas atrásem
23 de junho de 2026O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.
O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.
A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.
O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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6 dias atrásem
17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre
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16 de junho de 2026
A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.
A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.
O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.
O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.
Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.
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