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Funcionários da EPA temem que Trump destrua a forma como protege os americanos da poluição | Agência de Proteção Ambiental dos EUA
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2 anos atrásem
Oliver Milman and Tom Perkins
Após vários anos de recuperação após o tumulto da última administração de Donald Trump, o Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA) está agora a preparar-se para cortes ainda mais profundos no número de funcionários e para trabalhar na protecção dos americanos da poluição e da crise climática, enquanto Trump se prepara para regressar à Casa Branca.
Quando foi o último presidente, Trump destruiu mais de 100 regras ambientais e prometeu deixar apenas “um pouco da EPA” sobrando “porque não se pode destruir negócios”, o que levou centenas de funcionários da agência a sair em meio a uma tempestade de interferência política. e retaliação contra funcionários públicos. Desta vez, espera-se um êxodo ainda maior, com o pessoal a temer ser alvo da linha da frente no que poderá ser o maior revolta nos 50 anos de história da agência.
“As pessoas estão ansiosas e apreensivas, (e) estamos a preparar-nos para o pior”, disse Nicole Cantello, especialista em água da EPA e presidente da AFGE Local 704, representando o pessoal da agência no Centro-Oeste.
“Tivemos uma amostra do que vai acontecer e de como fomos alvos da última vez”, disse ela. “Pelos e-mails e mensagens que estou recebendo, muita gente vai embora. Tantas coisas poderiam ser atiradas contra nós que poderiam destruir a EPA como a conhecemos.”
Cantello disse que o sindicato já está tentando se proteger deixando seu escritório na sede da agência em Washington, abandonando o uso de computadores da EPA e separando as taxas sindicais do sistema federal de folha de pagamento. “Temos que tentar proteger nosso povo sendo independentes da agência”, disse ela. “Mas as pessoas terão que avaliar se conseguirão suportar os ataques que surgirão em seu caminho.”
Essa ansiedade decorre das experiências da última administração Trump, que eliminou uma ampla gama de regulamentações ambientais e tentou cortar o orçamento da agência em um terço.
Alguns funcionários no caminho desta agenda enfrentaram censura, com um recente inspetor geral relatório descobrindo que os cientistas foram incentivados a excluir evidências dos danos dos produtos químicos, como câncer e aborto espontâneo. Pelo menos três destes cientistas, quando se opuseram, foram afastados das suas funções, concluiu o relatório, com os supervisores a chamarem os dissidentes de “estúpidos” e “piranhas”.
A próxima administração Trump procurará remodelar a força de trabalho da EPA utilizando um mecanismo denominado Anexo F, que permite a um presidente eliminar o pessoal especializado da agência e substituí-los por lealistas políticos, e realocar escritórios regionais. Entretanto, grande parte da força de trabalho envelhecida da EPA pode optar por se reformar, sendo que cerca de um terço da força de trabalho da agência é elegível para o fazer.
Os aliados de Trump prometeram um ataque aos que ficarem. “Quando eles acordam de manhã, queremos que eles não queiram trabalhar porque são cada vez mais vistos como vilões”, disse Russell Vought, que atuou como diretor do Escritório de Gestão e Orçamento de Trump. disse em um discurso recente.
“Queremos que o seu financiamento seja encerrado para que a EPA não possa cumprir todas as regras contra a nossa indústria energética porque não tem capacidade financeira para o fazer. Queremos colocá-los em trauma.”
A EPA tem atualmente mais de 16.000 funcionários, acrescentando mais de 6.000 durante a administração de Joe Biden, enquanto a agência procurava reconstruir-se. Durante o mandato de Biden, a agência intensificou a aplicação das regras de poluição, proibiu pesticidas tóxicos, reforçou as protecções de segurança química e mirou na crise climática ao elaborar novos regulamentos para reduzir as emissões de carros, camiões e centrais eléctricas que provocam o aquecimento do planeta.
Grande parte deste trabalho agora enfrenta demolição. Projeto 2025, o manifesto conservador de autoria de ex-funcionários de Trumppede a eliminação de escritórios inteiros dentro da EPA, como aqueles que lidam com a justiça ambiental e a fiscalização da poluição, bem como a aceleração das aprovações de produtos químicos e a redução das regulamentações.
“Vai ser um colapso total porque o pessoal de Trump aprendeu o que fazer e desta vez será mais radical”, disse Tim Whitehouse, diretor executivo dos Funcionários Públicos para a Responsabilidade Ambiental. “Eles têm sido transparentes sobre (seu) desejo de demitir aqueles que discordam de sua agenda. A lealdade será o fator número 1 nos empregos no serviço público.”
Num memorando distribuído aos funcionários na quarta-feira, Michael Regan, administrador da EPA, reconheceu o “medo e a incerteza” sobre as consequências das eleições. “Que possamos abordar o nosso trabalho com compaixão e graça, e que possamos usar os dias restantes desta administração para continuar a avançar a nossa missão e garantir que as comunidades em todo este país tenham ar limpo para respirar e água limpa para beber”, escreveu ele.
após a promoção do boletim informativo
A EPA sob Biden tomou várias medidas para melhorar a qualidade da água e controlar a poluição química tóxica. Implementou fortes limites de água potável para PFAS tóxicos e chumbo, incluindo a exigência de substituir as linhas municipais de chumbo do país.
A agência também designou dois dos mais comuns PFAS como substâncias perigosas, o que deveria tornar a indústria financeiramente responsável por alguma limpeza. Sob duas novas regras propostas, os fabricantes de produtos químicos enfrentariam um escrutínio mais rigoroso para novos PFAS e outros produtos químicos tóxicos, e um responsável pela aplicação da lei da EPA disse ao Guardian que a agência tinha acabado de recuperar este ano do caos anterior da administração Trump.
Trump matará, desfará ou tentará sabotar o progresso, disse Betsy Southerland, ex-gerente da divisão de água da EPA. “É de partir o coração”, disse ela. “Vamos perder mais quatro anos.”
As novas regras de revisão química são apenas propostas e podem ser rapidamente eliminadas pela próxima administração. A EPA de Trump quase certamente tentará revogar as regras de chumbo e PFAS sobre água potável, como fez anteriormente com regulamentações semelhantes, disse Southerland.
A EPA no início deste ano deu aos serviços de abastecimento de água cinco anos em vez dos habituais três para cumprir os novos limites do PFAS, pelo que muitos dos sistemas de água do país não começaram a cumprir as regras, nem a maioria começou a substituir as linhas de chumbo.
Muitos de as concessionárias de água do país se opuseram o PFAS e os limites de chumbo na água potável, alegando que são demasiado caros para implementar e oferecem poucos benefícios sociais. Participantes da indústria que Trump provavelmente nomeará à EPA assumem a mesma posição. No entanto, o processo de revogação pode levar quatro anos, e as tentativas da administração anterior de Trump de encurtar o prazo muitas vezes resultaram na anulação das revogações pelos tribunais porque a EPA não seguiu a lei, disse Southerland.
Projeto 2025 e players do setor envolvidos na primeira gestão têm planos delineados para controlar de forma mais ampla o programa de regulamentação de produtos químicos tóxicos da agência. Propuseram eliminar o sistema da EPA para avaliar os riscos para a saúde dos produtos químicos e suspender a investigação de quaisquer produtos químicos para os quais não exista autorização do Congresso.
“Com a última administração Trump, houve alguns nomeados que foram responsáveis e racionais”, disse Stan Meiburg, antigo vice-administrador interino da EPA. “Essas pessoas disseram que não vão voltar, então serão apenas pessoas com uma agenda ideológica. Será pior do que da última vez.”
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Ufac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre
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11 horas atrásem
14 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) inaugurou, na manhã desta terça-feira, 13, o Núcleo Integrado de Apoio às Coordenações (NIAC), instalado na Pró-Reitoria de Graduação (Prograd). A iniciativa tem como objetivo oferecer suporte administrativo aos cursos de graduação, neste momento com atendimento prioritário a oito coordenações que estão sem servidores técnico-administrativos. A proposta prevê também o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações no âmbito do núcleo. A solenidade contou com a participação do reitor Josimar Ferreira, da vice-reitora Almecina Balbino, da pró-reitora de Graduação, Danila Torres, e da pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas substituta, Juliana Queirós.
O reitor destacou a importância da iniciativa para o funcionamento dos cursos e reconheceu a colaboração dos servidores envolvidos. “Quero parabenizar toda a equipe da Prograd, reconhecer o voluntariado dos nossos secretários de curso e o apoio das coordenações”, afirmou Josimar. Segundo ele, o serviço dará suporte especialmente às coordenações que estão sem secretários, mas também poderá atender aos demais coordenadores de curso.
A criação do NIAC é uma iniciativa da Prograd e da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodgep), que contou também com a participação inicial do Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca). O espaço foi organizado nas instalações da Prograd para facilitar o acompanhamento das atividades e o apoio aos servidores.
Segundo a pró-reitora Danila Torres, a proposta surgiu da necessidade de atender coordenações que enfrentam dificuldades na execução das atividades administrativas. Algumas delas estão há mais de oito meses sem servidores técnicos, deixando os coordenadores responsáveis também pelas rotinas administrativas. “A gente vai tentar apoiar as coordenações naquilo que elas precisam”, explicou.
O núcleo funciona por meio de uma escala de revezamento de servidores técnico-administrativos de outras coordenações. Atualmente, sete profissionais participam voluntariamente da iniciativa, com autorização das chefias imediatas, dedicando dois dias por semana ao atendimento compartilhado, sem deixar suas atividades nas unidades de origem.
A meta é ampliar a equipe para dez servidores, permitindo a presença de dois profissionais no turno da manhã e dois à tarde. “O serviço deles é padrão, é comum, então não tem um técnico para uma coordenação. Todos trabalham em todas essas oito coordenações”, explicou Danila.
Entre as primeiras demandas do NIAC está o lançamento das ofertas de disciplinas do semestre letivo 2026.2 no sistema acadêmico, considerando o início das solicitações de matrícula pelos estudantes nesta quinta-feira, 15. A medida busca assegurar o andamento dos procedimentos acadêmicos nas coordenações que não dispõem de técnicos para executar essas atividades.
Além do atendimento inicial às oito coordenações, a proposta é ampliar gradualmente a atuação do núcleo para oferecer suporte às demais unidades acadêmicas, incluindo o auxílio a novos coordenadores nas rotinas administrativas dos cursos e o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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6 dias atrásem
8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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