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G20: Embaixador da Ucrânia critica Lula por omissão – 18/11/2024 – Mundo
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Clara Balbi
Ao não priorizar a Guerra da Ucrânia nas negociações do documento final do G20 enquanto líder do fórum, o Brasil e o seu presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), podem ter perdido sua última chance de servir como mediador no conflito. Esta é a visão do embaixador ucraniano em Brasília, Andrii Melnik.
O diplomata discutiu o tema com a reportagem nesta segunda-feira (18), momentos antes da divulgação do comunicado final da cúpula do G20 —a redação final do documento, antecipada pela Folha, cita o conflito no Leste Europeu, mas não a Rússia, o país agressor, e dá mais espaço a outra guerra em curso, na Faixa de Gaza, do que a ele.
“Achávamos que talvez pudesse surgir algum sinal, não apenas dos países do G7, porque com eles estamos na mesma página, mas também do G20. Mas eles decidiram não fazer isso”, diz Melnik, fazendo referência, nesta ordem, ao grupo dos países industrializados e aos Estados-membros do fórum, cujo principal encontro anual acontece no Rio de Janeiro nesta semana.
“Não estamos competindo por atenção, não é esta a nossa postura. Mas a Rússia está na mesa, e é este o ponto”, afirma o ucraniano. “Não é o [Vladimir] Putin, graças a Deus, é um diplomata. Mas ele está lá”, completa —o presidente russo foi convidado para a cúpula mas, alvo de um mandado de prisão internacional, anunciou no mês passado que não viria ao Brasil, evitando assim possíveis constrangimentos.
“Esta poderia ter sido a oportunidade de usar a presidência do G20 também para enviar alguns impulsos de paz. Eles poderiam ter sido insuficientes, ou mal-sucedidos, mas pelo menos haveria uma tentativa, e isso não aconteceu. O Brasil perdeu essa chance e não sei quando a próxima oportunidade virá.”
Melnik explica que a noção de “última chance” se deve à eleição de Donald Trump nos Estados Unidos no início deste mês. Ele afirma que, até agora, os únicos a proporem um plano de paz tinham sido os chineses e os brasileiros —por ilusória que seja a ideia da dupla, acrescenta ele.
Trump prometeu acabar com a Guerra da Ucrânia “em 24 horas”. E, por mais que não se saiba qual será exatamente a sua sugestão, é difícil conceber que ela envolveria Pequim, o principal adversário de Washington no tabuleiro geopolítico, completa o embaixador.
Melnik diz que, apesar de ter esperança do contrário, ele já esperava a falta de menção à Ucrânia na declaração final do G20. Questionado sobre a dimensão da responsabilidade que ele atribui ao Brasil na negociação do documento, que foi afinal aprovado por todos os demais países-membros do fórum, o embaixador responde que o problema é que, nos bastidores, o país desde o princípio defendia não mencionar a Guerra da Ucrânia.
O argumento brasileiro era de que as divergências sobre o conflito poderiam ofuscar discussões do fórum em outras áreas, como economia, saúde e ambiente. Essas discordâncias por pouco não fizeram com que a cúpula passada do grupo, na Índia, terminasse sem uma declaração comum. A ausência de um consenso neste encontro não só enfraqueceria o fórum como um todo, como significaria uma derrota para o mandato do Brasil na presidência dele.
O país até tentou isolar essa questão em uma declaração separada, mas os Estados-membros seguiram insistindo —um ataque da Rússia à Ucrânia na véspera do início da cúpula, no domingo (17), aumentou a pressão para citar o conflito no Leste Europeu.
Também não atendeu a solicitação do presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, para participar do evento, argumentando que a negociação de paz não é um tema da cúpula.
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Melnik critica a postura brasileira, que segundo ele “fecha os olhos” para o que está acontecendo no Leste Europeu. Para o embaixador, todos os temas que a presidência brasileira insistiu em promover durante o seu mandato no G20 e que constam na sua declaração final, incluindo sustentabilidade, taxação dos super-ricos e reforma dos organismos multilaterais, serão impactados pelo conflito.
“O fim desta guerra redefinirá todos os planos, quer se queira ou não. É uma ilusão achar que se está a salvo por viver tão longe da Ucrânia”, diz ele. Mas se ninguém parar Putin, “ele não vai parar”. “Por que ele faria isso?”, acrescenta.
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Ufac lança projeto voltado à educação na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre
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6 de fevereiro de 2026A Ufac lançou o projeto de extensão “Tecendo Teias de Aprendizagem: Cazumbá-Iracema”, em solenidade realizada nesta sexta-feira, 6, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas. A ação é desenvolvida em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a Associação dos Seringueiros da Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema.
Viabilizado por meio de emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), o projeto tem como foco promover uma educação contextualizada e inclusiva, com ações voltadas para docentes e estudantes da reserva, como formação em metodologias inovadoras, implantação de hortas escolares, práticas agroecológicas sustentáveis e produção de um documentário com registros da memória cultural da comunidade.
A reitora Guida Aquino destacou a importância da iniciativa. “É um momento ímpar da universidade, que cumpre de fato seu papel social. O projeto nasce a partir da escuta da comunidade, com apoio fundamental do senador Petecão, que tem investido fortemente na educação.” Ela também agradeceu o apoio financeiro para funcionamento da instituição. “Se não fossem as emendas, não teríamos fechado o ano passado com energia, segurança e limpeza garantidas.”
Petecão frisou que o investimento em educação é o melhor caminho para transformar a realidade da juventude e manter as comunidades nas reservas. “Não tem sentido incentivar as pessoas a deixarem a floresta. O mundo todo quer conhecer a Amazônia e o nosso povo quer sair de lá. Está errado. A reserva Cazumbá-Iracema é um exemplo de paz e organização, e esse projeto pode virar referência nacional.”

Ele reafirmou seu apoio à universidade. “A Ufac é um patrimônio do Acre. Já destinamos mais de R$ 40 milhões em emendas para a instituição. Vamos continuar apoiando. Educação não tem partido.”
O pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes, explicou que a proposta foi construída a partir de escutas com lideranças da reserva. “O projeto mostra que a universidade pública é espaço de formulação de políticas. Educação é direito, não mercadoria.” Ele também defendeu a atualização da legislação que rege as fundações de apoio, para permitir a inclusão de moradores de comunidades extrativistas como bolsistas em projetos de extensão.
Durante o evento, foram entregues placas de agradecimento à reitora Guida Aquino, ao senador Sérgio Petecão e ao pró-reitor Carlos Paula de Moraes, além de cestas com produtos da comunidade.
A reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema possui cerca de 750 mil hectares nos municípios acreanos de Sena Madureira e Manoel Urbano, com 18 escolas, 400 estudantes e aproximadamente 350 famílias.
Também participaram da mesa de honra o coordenador do projeto, Rodrigo Perea; o diretor do Parque Zoobotânico, Harley Araújo; o chefe do ICMBio em Sena Madureira, Aécio dos Santos; a subcoordenadora do projeto, Maria Socorro Moura; e o estudante Keven Maia, representante dos alunos da Resex.
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Grupo de pesquisa da Ufac realiza minicurso sobre escrita científica — Universidade Federal do Acre
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6 de fevereiro de 2026O grupo de pesquisa Elos: Estudos em Economia, Finanças, Política e Segurança Alimentar e Nutricional, da Ufac, realiza o minicurso Escrita Científica em 12 de fevereiro, em local ainda a ser definido. A ação visa proporcionar uma introdução aos fundamentos da produção acadêmica. A carga horária do minicurso é de duas horas e os participantes receberão certificado. As inscrições estão disponíveis online.
Serão ofertadas duas turmas no mesmo dia: turma A, às 13h30, e turma B, às 17h20. A atividade é coordenada pela professora Graziela Gomes, do Centro de Ciências Jurídicas e Sociais Aplicadas.
A metodologia inclui exposição teórica e atividades práticas orientadas. A atividade abordará técnicas de citação, paráfrase, organização textual e ética na escrita científica, contribuindo para a redução de dificuldades recorrentes na elaboração de trabalhos acadêmicos e para a prevenção do plágio não intencional.
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Ufac realiza formatura de alunos do CAp pela 1ª vez no campus-sede — Universidade Federal do Acre
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30 de janeiro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de certificação dos estudantes concluintes do ensino médio do Colégio de Aplicação (CAp), referente ao ano letivo de 2025. Pela primeira vez, a solenidade ocorreu no campus-sede, na noite dessa quinta-feira, 29, no Teatro Universitário, e marcou o encerramento de uma etapa da formação educacional de jovens que agora seguem rumo a novos desafios acadêmicos e profissionais.
A entrada da turma Nexus, formada pelos concluintes do 3º ano, foi acompanhada pela reitora Guida Aquino; pelo diretor do CAp, Cleilton França dos Santos; pela vice-diretora e patronesse da turma, Alessandra Lima Peres de Oliveira; pelo paraninfo, Gilberto Francisco Alves de Melo; pelos homenageados: professores Floripes Silva Rebouças e Dionatas Ulises de Oliveira Meneguetti; além da inspetora homenageada Suzana dos Santos Cabral.

Guida destacou a importância do momento para os estudantes, suas famílias e toda a comunidade escolar. Ela parabenizou os formandos pela conquista e reconheceu o papel essencial dos professores, da equipe pedagógica e dos familiares ao longo da caminhada. “Tenho certeza de que esses jovens seguem preparados para os próximos desafios, levando consigo os valores da educação pública, do conhecimento e da cidadania. Que este seja apenas o início de uma trajetória repleta de conquistas. A Ufac continua de portas abertas e aguarda vocês.”

Durante o ato simbólico da colocação do capelo, os concluintes reafirmaram os valores que orientaram sua trajetória escolar. Em nome da turma, a estudante Isabelly Bevilaqua Rodrigues fez o discurso de oradora.
A cerimônia seguiu com a entrega dos diplomas e as homenagens aos professores e profissionais da escola indicados pelos concluintes, encerrando a noite com o registro da foto oficial da turma.
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