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Gasto público dos EUA atingem novo recorde apesar de Musk – 12/03/2025 – Mercado

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Gasto público dos EUA atingem novo recorde apesar de Musk - 12/03/2025 - Mercado

Chris Cook, Joe Miller

O esforço de eficiência pública de Elon Musk falhou em impedir que os gastos federais dos EUA subissem para um recorde de US$ 603 bilhões em fevereiro, segundo dados do Tesouro americano divulgados nesta quarta-feira (12), destacando a dificuldade do governo Donald Trump em cortar despesas.

O chamado Departamento de Eficiência Governamental (Doge) de Musk afirma já ter economizado mais de US$ 100 bilhões, mas apenas algumas pastas registraram quedas nos gastos no primeiro mês completo do novo governo.

Os gastos aumentaram em US$ 40 bilhões em comparação com o mesmo mês do ano passado, um aumento de 7%.

Os novos dados surgem após Musk e seus funcionários no Doge terem infiltrado várias agências governamentais, incluindo os departamentos de Estado e Saúde, e vários braços do Tesouro. Dezenas de milhares de trabalhadores foram suspensos ou demitidos e milhares de subsídios e contratos governamentais foram cancelados.

Musk afirmou repetidamente que o Doge está a caminho de economizar US$ 1 trilhão do orçamento federal anual, e disse que a iniciativa está atualmente identificando cortes a uma taxa de US$ 4 bilhões por dia.

Mas o Relatório Mensal do Tesouro de fevereiro mostrou que poucas categorias grandes alcançaram reduções significativas. O Departamento de Educação cortou despesas em US$ 6 bilhões, segundo o Tesouro.

Os funcionários encaminharam mais perguntas sobre cortes de gastos para o Doge. Um representante do departamento não respondeu imediatamente a um pedido de comentário sobre os números mensais.

“As economias do Doge são tão pequenas que não são identificáveis nos totais mensais de gastos”, disse Jessica Riedl, especialista em política econômica do think-tank conservador Manhattan Institute, que tem analisado os esforços da iniciativa.

Os novos números também ilustram o desafio de causar qualquer impacto concentrando-se em cortes que possam obter amplo apoio dos legisladores republicanos.

O secretário de Estado, Marco Rubio, supervisionou um corte nos gastos da Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional (Usaid), cujo desembolso mensal foi revelado ter sido reduzido pela metade para US$ 226 milhões, em comparação com US$ 547 milhões no mesmo mês do ano passado. O orçamento do departamento de Rubio foi reduzido de US$ 1,7 bilhão para US$ 1,6 bilhão.

No entanto, essas economias foram ofuscadas pelas consequências de um mero aumento de 3% nos gastos mensais com saúde, que custou um adicional de US$ 5 bilhões. Um aumento de 6% nos desembolsos da previdência social custou um adicional de US$ 8 bilhões.

Os gastos diretos do Tesouro dispararam em US$ 29 bilhões desde o mesmo mês do ano passado, impulsionados em grande parte por um aumento de US$ 10 bilhões no serviço mensal da dívida para US$ 86 bilhões, e um aumento de US$ 14 bilhões em créditos fiscais e pagamentos associados.

“Cerca de 75% de todos os gastos federais vão para previdência social, Medicaid, Medicare, defesa, veteranos e juros —e nada disso foi tocado”, disse Riedl. “Não há indicação de que tais economias tenham realmente sido identificadas.”

Os gastos com defesa permaneceram estáveis ao longo do ano, em US$ 61,4 bilhões.

Brendan Duke, ex-conselheiro econômico da Casa Branca de Joe Biden, disse que ainda é “obviamente cedo” para avaliar os esforços da Doge, e “muitos dos cortes de pessoal podem ainda não ter sido considerados” nos dados mensais.

Mas Duke, que agora trabalha para o Center on Budget and Policy Priorities, disse que os números de fevereiro foram “um corretivo útil para a ideia de que as economias serão tão grandes que haverá um dividendo da Doge que equivalerá a milhares de dólares por família”.

Na segunda-feira (10), Musk disse que buscaria intensificar os esforços da Doge, dobrando seu quadro atual de funcionários e mirando em grandes fontes de despesas, como a seguridade social.

No entanto, na terça-feira (11), a Câmara dos Representantes aprovou por pouco uma legislação que, em grande parte, estende os gastos das agências governamentais nos níveis atuais até o final de setembro.

O projeto será encaminhado ao Senado, onde precisa do apoio de pelo menos oito democratas para ser aprovado.

Trump também se moveu nos últimos dias para restringir algumas das atividades da Doge, dizendo a Musk na frente de seu gabinete que as agências individuais são, em última análise, responsáveis pelas decisões de pessoal dentro de seus departamentos, e instando o bilionário a usar um “bisturi” em vez de um “machado”.

A medida veio após vários legisladores republicanos criticarem a velocidade e a amplitude dos cortes da Doge, que levaram funcionários de várias agências a serem recontratados para projetos críticos, incluindo segurança nuclear.

Juízes federais também pausaram ou reverteram muitos dos movimentos do Doge. Na semana passada, a Suprema Corte manteve por pouco uma ordem forçando o governo Trump a distribuir quase US$ 2 bilhões para trabalhos de ajuda externa já realizados ao redor do mundo.



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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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