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Gaúcha tem DNA com 99,9% de chance de ser filha de Brizola – 02/11/2024 – Poder

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Cleber Dioni Tentardini

A esteticista ortomolecular gaúcha Giselda Topper decidiu revelar sua história com o ex-governador Leonel Brizola, morto há 20 anos.

Ela possui um teste de DNA que aponta 99,99% de certeza do parentesco, o que, para especialistas, comprova o vínculo.

Giselda ingressou em 19 de agosto de 2005 com uma ação na 13ª Vara de Família do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que tramitou em segredo de Justiça pela natureza do processo e assim permanece, mesmo depois de extinta.

Os testes foram feitos com sangue dela e de sua mãe e de dois filhos de Brizola, João e Neusa, na clínica Genealógica, Diagnósticos Moleculares, no Rio de Janeiro. O filho José Vicente não participou.

De acordo com o resultado, que saiu em 2008, Giselda é a mais nova e, agora, a única filha viva de Brizola.

“Probabilidade de 99,99% de certeza em favor do vínculo proposto”, assinou, em 31 de janeiro de 2008, o biólogo Rodrigo Soares de Moura Neto. “Resultado que comprova a paternidade”, escreveu.

O Genealógica é o mesmo laboratório que realizou, na década de 1990, os testes de DNA com os irmãos de Ayrton Senna e uma suposta filha do piloto de corrida. Nesse caso, não foi comprovada paternidade.

Giselda se lembra de dois peritos declarando à Justiça que os resultados foram inconclusivos. Foi negada a paternidade.

No dia 19 de maio de 2008, a juíza Monica Poppe Fabiao negou medida cautelar e julgou extinto o processo: “Uma vez que já foi realizado exame genético, não há interesse processual que ampare a pretensão da requerente”, anotou a magistrada.

O biólogo Rodrigo Neto, doutor em ciências e professor-adjunto de genética da Universidade Federal do Rio de Janeiro, não participou de audiências na Justiça. Procurado pela reportagem, ele citou o laudo assinado por ele e disse que desconhece os outros testes de DNA nesse caso.

“O método mais eficiente é o exame feito diretamente com o suposto pai biológico. Quando não se tem o pai para verificar a possibilidade de vínculo, existe a probabilidade estatística de você não compartilhar material genético, mesmo sendo filho, isso se sabe desde o século 19. Mas, quando há amostras de dois ou três filhos do mesmo pai, aí se tem força estatística suficiente para obter um resultado conclusivo, que foi o que realizamos na Genealógica”, explica Rodrigo.

Um suposto laudo inconclusivo, segundo o biólogo, pode ter analisado o DNA só de um filho registrado e da requerente e chegado à conclusão que não conseguiu estabelecer vínculo.

O biólogo Rodrigo Rodenbusch, diretor técnico do Peritos Lab, laboratório responsável pelos exames de paternidade judiciais (AJG) do Rio Grande do Sul, diz que, se um dos resultados dos laboratórios deu positivo, e outros, inconclusivos, “provavelmente os testes não foram feitos com o mesmo número de parentes e a mesma informação genética”.

Rodenbusch, doutor em genética e biologia molecular pela PUC gaúcha, com 21 anos de experiência na área, acrescenta que a utilização da genitora da requerente é fundamental porque, por meio dela, é possível separar o material genético de origem paterna, que é o que se busca identificar.

Naquele ano de 2008, Giselda recorreu da decisão em primeira instância, com a advogada Vanessa Wolf Della Justina, que entrou com pedido de liminar para que fosse garantida a inviolabilidade do túmulo de Brizola, de forma a viabilizar a exumação dos restos mortais. O pedido foi negado, e o processo, arquivado em 2013.

Os três filhos de Leonel com Neusa Goulart Brizola já estão mortos. Neusa morreu em 2011, José Vicente, em 2012, e João Otávio, em 2017.

Os netos que seguiram carreiras políticas, Juliana, Leonel e Brizola Neto, todos filhos de José Vicente, não deram resposta até a publicação desta reportagem.

A ex-companheira do líder trabalhista Marília Guilhermina Martins Pinheiro diz que Brizola nunca mencionou a existência de uma filha fora do seu casamento com Neusa.

Em seu livro de memórias “Minha Vida com Meu Pai, Leonel Brizola” (ed. Planeta, 2016), João Otávio registra os casos de infidelidade do político, que atormentavam sua esposa Neusa, e escancara a fama de mulherengo do pai.

“Sempre soubemos que meu pai teve aventuras com outras mulheres. Os episódios de infidelidade dele foram motivo de brigas, às vezes, discutiam aos berros”, narrou.

Nos anos em que transcorreu o processo judicial, Giselda enfrentava problemas pessoais e teve pouco contato com o seu advogado, Gerardo Xavier Santiago, de outro estado. A OAB carioca cancelou o registro de Santiago. Ele não foi localizado.

A advogada Vanessa, que tentou recurso, está trabalhando para a Justiça, portanto, impedida de exercer a advocacia.

Giselda não tem cópia do processo, tampouco condições de requerer pessoalmente no TJ do Rio de Janeiro acesso aos autos.

“Gostaria de ver os supostos exames que deram o vínculo inconclusivo, mas não tenho condições de viajar ao Rio nem pagar advogado”, explica.

A advogada Tatiane Mandião, especialista em direito de família e sucessões do escritório Buffara e Mandião Associados, de Porto Alegre, explica que uma ação rescisória visando alterar a decisão de um processo que transitou em julgado só pode ser analisada por uma instância superior “se a requerente tiver uma nova prova capaz de lhe assegurar um pronunciamento favorável”.

‘Ele me segurou no colo e deu um relógio de presente’

A mãe de Giselda, Alma Topper, falecida em 2009, aos 77 anos, era de família descendente de alemães do Rio Grande do Sul. Ela tinha 21 anos quando começou a trabalhar para a família Brizola na capital gaúcha. O jovem trabalhista era secretário de Obras Públicas do governo Ernesto Dornelles (1951-1954).

A esteticista nasceu na Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, em 29 de novembro de 1954, nove dias depois de Neusa Maria, a terceira filha de Brizola. Giselda está com 69 anos.

Ainda bebê, Giselda foi levada para viver com um tio, no município gaúcho de Feliz. Depois, morou em Viamão e Porto Alegre. Aos 9 anos, foi encaminhada para o Internato Ana Jobim, em Viamão, onde permaneceu por um ano. Um tio lhe contou, anos mais tarde, que foi transportada em um carro preto, com placa oficial.

Naquele ano de 1963, sua mãe, Alma, foi levada para o Rio de Janeiro. O líder trabalhista havia sido eleito deputado federal.

“Foi um período muito difícil quando jovem, eu falava um dialeto alemão, não entendia quase nada de português. E fiquei sem contato com minha mãe. Quando nos reencontramos, a paternidade era um assunto proibido”, diz.

“Fiquei sabendo que Brizola era meu pai por um descuido do meu tio, irmão dela. Mais tarde, eu entendi que ela fez de tudo para me proteger de toda a situação. Somente mais tarde, ela comentou sobre uma foto. Disse que Brizola me segurou no colo e deu um relógio de presente de aniversário.”

E completa: “Neste momento em que todos os envolvidos já se foram, só fiquei eu e a consequência. E o meu teste de DNA. Lembro-me até hoje do dia em que a Neusinha olhou para mim na frente do tribunal e disse: ‘Você é idêntica ao meu pai’. Eu não queria o patrimônio deles, somente o nome do meu pai, por direito, para deixar para meu neto”.



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PM dinamarquês diz ‘Você não pode anexar outro país’ – DW – 04/04/2025

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PM dinamarquês diz 'Você não pode anexar outro país' - DW - 04/04/2025

O primeiro -ministro da Dinamarca Mette Frederiksen descartou firmemente as chamadas repetidas por Presidente Donald Trump e sua administração para os Estados Unidos assumirem o controle de Groenlândia.

“Não se trata apenas da Groenlândia ou Dinamarcaé sobre a ordem mundial que construímos juntos através do Atlântico ao longo de gerações “, disse Mette Frederiksen da Groenlândia na quinta -feira.

Falando em uma conferência de imprensa ladeada pelos primeiros ministros da ilha, ela mudou para o inglês para abordar diretamente o Estados Unidos.

“Você não pode anexar outro país, nem mesmo com uma discussão sobre segurança”, disse ela.

A Groenlândia pertence oficialmente à Dinamarca, mas tem uma regra automática na maior parte de seus assuntos internos, enquanto assuntos externos e defesa são administrados pelo governo na Dinamarca.

Trump quer que o controle da Groenlândia ajude a impedir a ameaça da Rússia e da China no Ártico, além de potencialmente explorar seus vastos recursos naturais.

Por que os EUA e a Europa estão lutando pelo futuro da Groenlândia

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O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen disse que era importante para a Dinamarca e a Groenlândia se unirem durante uma situação com tanta pressão externa.

A Dinamarca aumenta os compromissos de segurança

Frederiksen também descreveu os compromissos de segurança da Dinamarca, incluindo novos navios do Ártico, drones de longo alcance e capacidade de satélite.

Ela convidou os EUA a trabalhar “juntos” com a Dinamarca, um aliado da OTAN, para fortalecer a segurança no Ártico.

A viagem de três dias de Frederiksen ao território dinamarquês autônomo ocorre menos de uma semana depois de um Visita controversa do vice -presidente dos EUA JD Vance.

Durante sua parada em uma base militar dos EUA na Groenlândia, Vance acusou a Dinamarca de não fazer um bom trabalho em manter a ilha em segurança e sugeriu que os EUA o protegeriam melhor.

Frederiksen disse na época que a descrição de Vance da Dinamarca “não era justa”.

Dinamarca critica os comentários de Vance sobre a Groenlândia

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Editado por: Zac Crellin



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Tribunal Constitucional da Coréia do Sul para governar o impeachment de Yoon – DW – 04/04/2025

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Tribunal Constitucional da Coréia do Sul para governar o impeachment de Yoon - DW - 04/04/2025

O Tribunal Constitucional da Coréia do Sul governará na sexta -feira se deve defender o Impeachment de Yoon Suk Yeolmeses após a declaração de direito marcial do presidente conservador, jogou o país no caos.

O Tribunal está agendado se reunirá em uma sessão televisionada nacionalmente marcada para começar às 11h (0200 GMT) para um veredicto decidir se Yoon retorna ao cargo ou foi removido permanentemente.

Pelo menos seis dos oito juízes devem votar a favor para defender o impeachment de Yoon.

Por que o presidente foi preso?

Yoon foi preso e acusado pelos promotores em janeiro em relação à sua decisão de 3 de dezembro de declarar a lei marcial, uma medida que mergulhou o país em turbulência política.

O Parlamento liderado pela oposição da Coréia do Sul votou posteriormente a impeachment de Yoon em meados de dezembro, levando à sua suspensão do cargo.

Yoon Suk Yeol
Yoon foi preso e acusado pelos promotores em janeiro sobre sua decisão de 3 de dezembro de declarar a lei marcialImagem: Jung Yeon-Je/AFP/Getty Images

Após seu impeachment, o homem de 64 anos resistiu à prisão por duas semanas em seu complexo presidencial no centro de Seul.

Desde então, Yoon defendeu a imposição de curta duração da lei marcial como uma “proclamação de que a nação estava enfrentando uma crise existencial”.

Em março, o Tribunal Distrital Central de Seul cancelou o mandado de prisão de Yoon, citando o momento de sua acusação e “perguntas sobre a legalidade” da investigação e o libertou da prisão.

O que acontece a seguir?

Se impugnado, a Coréia do Sul terá que eleger um novo presidente nos próximos 60 dias.

Yoon também está enfrentando um julgamento criminal paralelo sobre as acusações de insurreição relacionadas à declaração da lei marcial.

Ele é o primeiro presidente sul -coreano a ser julgado em um processo criminal. Espera -se que o caso se arraste além de seu impeachment.

Editado por: Zac Crellin



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Trump expurga vários consultores de segurança nacional – Relatórios – DW – 04/04/2025

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Trump expurga vários consultores de segurança nacional - Relatórios - DW - 04/04/2025

Presidente dos EUA Donald Trump demitiu vários funcionários de segurança nacional dos EUA, a emissora CNN e outros meios de comunicação relatados na quinta -feira.

The New York Times relataram que cerca de seis membros da equipe do NSC foram demitidos, enquanto outros foram transferidos, após uma reunião entre Trump e Laura Loomer, ativista de extrema direita.

Entre os vários altos funcionários da NSC que foram demitidos estão David Feith, um diretor sênior que supervisiona a tecnologia e a segurança nacional, e Brian Walsh, um diretor sênior que supervisiona os assuntos de inteligência, informou a Reuters.

As razões para os disparos não estavam claros, mas fontes sem nome disseram à Reuters que disseram que havia problemas com a verificação deles e seus antecedentes.

Ele vem na sequência de um escândalo que se apegou Conselho de Segurança Nacional de Trump (NSC) Na semana passada, quando um jornalista da US Magazine O Atlântico foi acidentalmente adicionado a um bate -papo no aplicativo de sinal em que as autoridades discutiram ataques aéreos contra o Rebeldes houthis no Iêmen.

Trump afasta as preocupações de segurança sobre ‘sinalize’

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O que sabemos sobre a reunião?

Diz -se que a reunião de Trump com Loomer durou 30 minutos e incluiu o consultor de segurança nacional Mike Waltz, segundo relatos da mídia.

vice-presidente JD VanceChefe do Estado -Maior Susie Wiles, e Sergio Gor, diretor do escritório de pessoal presidencial, todos terem participado.

Trump confirmou a reunião a repórteres a bordo do Air Force One, chamando Loomer de “um grande patriota” e dizendo que fez recomendações para as pessoas contratarem. Trump não disse se ela havia sugerido que ele demitisse a equipe da NSC.

Quem é Laura Loomer?

Um teórico da conspiração de extrema direita e influenciador, Loomer é conhecido por declarações inflamatórias e, principalmente, por afirmar que os ataques terroristas do 11 de setembro eram um trabalho interno.

Apesar das controvérsias que a cercam, Loomer está perto de Trump. Ela costumava voar em seu avião de campanha durante as eleições de 2024.

Loomer confirmou a reunião nas mídias sociais. Ela disse que apresentou “pesquisa da oposição” a Trump.

“Foi uma honra se encontrar com o presidente Trump e apresentar a ele minhas descobertas de pesquisa”, disse Loomer no X na quinta -feira.

“Continuarei trabalhando duro para apoiar sua agenda, e continuarei reiterando a importância e a necessidade de uma forte verificação, em questão de proteger o presidente dos Estados Unidos da América e nossa segurança nacional”.

Ela acrescentou que “por respeito ao presidente Trump e pela privacidade do Salão Oval, vou recusar a divulgar quaisquer detalhes” sobre a reunião.

Editado por: Zac Crellin



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