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Gaza deve ‘reconstruir 60 anos de desenvolvimento perdido’ – DW – 22/01/2025

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Os habitantes de Gaza enfrentam a tarefa de substituir “mais de 60 anos de desenvolvimento perdidos” durante a guerra de 15 meses entre Israel e o Hamasde acordo com o administrador do PNUD, Achim Steiner.

Seguindo o início do cessar-fogo a 19 de Janeiro, a atenção voltou-se para ajudar as pessoas a reconstruírem as suas vidas em Gaza.

Estimativas da ONU dizem que há cerca de 42 milhões de toneladas de escombros espalhados pelo território depois de mais de dois terços de toda a infra-estrutura terem sido destruídos em ataques aéreos e incursões terrestres israelitas.

A guerra também causou a morte de 46 mil pessoas em Gazade acordo com o Ministério da Saúde administrado pelo Hamas. O número deverá aumentar à medida que mais corpos forem identificados.

A ONU também afirma que o processo de reconstrução da sociedade poderá levar décadas, com custos que poderão ascender a 80 mil milhões de dólares (76 mil milhões de euros).

O chefe do PNUD, Achim Steiner, usando óculos, terno e gravata durante uma entrevista
O chefe do PNUD, Achim Steiner, diz que reconstruir Gaza será uma tarefa enormeImagem: Kyodo/IMAGO

Escombros em Gaza ‘ambiente extremamente tóxico’

Steiner dirige o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). É uma das agências da ONU que apoia os palestinos, com foco na infraestrutura do território.

“Colocamos uma estimativa de mais de 60 anos de desenvolvimento perdidos. 67% da infraestrutura está danificada ou destruída”, disse ele à DW em entrevista no Fórum Econômico Mundial em Davos, Suíça.

“Estamos lidando com uma situação em que a maioria dos habitantes de Gaza retornará para um edifício fortemente danificado para o qual não podem se mover ou simplesmente para uma pilha de escombros. Esses escombros ainda são perigosos. Não só existem potencialmente corpos que nunca foram evacuados, como também há material bélico não detonado, minas terrestres. É um ambiente extremamente tóxico”, disse ele.

‘Não apenas infraestrutura física’

Além de transportar alimentos essenciais e suprimentos médicos para Gaza o mais rápido possível, ele diz que os esforços iniciais devem se concentrar na rápida recuperação de infraestruturas críticas, como estações de tratamento de água movidas a energia solar.

Depois disso, poderá começar a tarefa de remoção de escombros e reconstrução de casas, escolas e hospitais.

Juntamente com a assistência física, Steiner diz que as pessoas precisarão de apoio significativo para a saúde mental e de ajuda para encontrar parentes.

“Se olharmos para o trauma que as pessoas viveram, não foi apenas a infra-estrutura física que sofreu enormes danos. As pessoas perderam dezenas de milhares de familiares”, disse ele.

“Há um nível de trauma que – também sabemos por casos passados ​​como este – obviamente afetará as pessoas nos próximos anos.

“Muitas crianças podem ser órfãs neste momento. Elas foram cuidadas por estranhos que as levaram para suas tendas.”

Um menino de camiseta vermelha e jaqueta preta arrasta um pequeno carrinho de plástico com rodas atrás de si em frente a um prédio em ruínas
Achim Steiner diz que muitas crianças ficaram órfãs devido ao conflitoImagem: Mahmoud Isleem/Anadolu/aliança de imagens

Trabalho de recuperação ‘enorme luta difícil’

Para que qualquer reconstrução possa começar, o cessar-fogo entre Israel e o Hamas deve resistir.

“Ainda há muito nervosismo”, destacou Steiner. “Será que o cessar-fogo se manterá, os passos 2 e 3 realmente evoluirão?”

A segunda fase do cessar-fogo inclui o fim permanente dos combates, a retorno dos reféns restantes e a retirada das tropas israelenses de Gaza. A terceira fase diz respeito à reconstrução de Gaza.

Se o cessar-fogo se mantiver, Steiner diz que há compromissos significativos da comunidade internacional para apoiar o trabalho humanitário inicial.

Mas os esforços para reconstruir Gaza exigirão compromissos de longo prazo por parte Estados membros da ONU e o setor privado.

“Os milhares de milhões de dólares que terão de ser mobilizados, mesmo para o trabalho de recuperação inicial e depois, a longo prazo, para a reconstrução, serão da ordem das dezenas de milhares de milhões”, disse Steiner.

“A comunidade internacional será chamada a dar um passo em frente. O sector privado também pode investir… nesse trabalho de recuperação e reconstrução. É uma luta enorme e árdua mobilizar os recursos para este enorme trabalho inicial de recuperação e reconstrução nos próximos anos.”

Uma foto aérea das ruínas em Jabalia, Gaza, com vários humanos caminhando por um caminho limpo
A ONU estima que 67% de toda a infra-estrutura de Gaza foi destruídaImagem: Mahmoud Issa/dpa/image aliança

Israel deve ser um negociador de “boa fé”

Steiner vê um papel fundamental para os Estados Unidos e Europa no financiamento e no apoio à reconstrução de Gaza, argumentando que têm um interesse político na paz em Gaza.

Ele também espera um apoio significativo dos países do Médio Oriente, embora o Líbano e a Síria enfrentem actualmente seus próprios esforços de reconstrução.

Steiner também considera crucial que Israel mantenha o diálogo. “Penso que Israel, como em qualquer conflito, tem de ser um parceiro de negociação de boa fé”, disse ele.

A guerra entre Israel e o Hamas começou depois que o grupo militante, classificado como organização terrorista por vários países, lançou um ataque terrorista ao sul de Israel em 7 de outubro de 2023.

Esse ataque resultou em mais de 1.200 mortes e no sequestro de quase 250 pessoas. Noventa e um desses reféns continuam desaparecidos.

A entrevista foi conduzida pela editora-chefe da DW, Manuela Kasper-Claridge.

Editado por: Rob Mudge

Milhares de deslocados de Gaza voltam para casas em ruínas

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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose-interna.jpg

A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

 

A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.

A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.

O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.

O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.

Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.

 



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Ufac e Fiocruz fazem oficina sobre leishmaniose em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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A Ufac e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) realizaram a oficina Epidemiologia, Vigilância e Controle da Leishmaniose Cutânea. O evento ocorreu em 1 de junho, no auditório do Instituto Federal do Acre, em Sena Madureira (AC), reunindo 110 agentes comunitários de saúde e 20 agentes de combate às endemias.

A programação contou com palestras e discussões sobre aspectos epidemiológicos, clínicos e diagnósticos da doença, abordando ciclos de transmissão, vetores e reservatórios envolvidos na manutenção da chamada “ferida brava”, nome popular da leishmaniose cutânea. Além disso, foram realizadas atividades práticas com o uso de lupas e microscópios, permitindo aos profissionais a observação de características dos vetores e compreensão dos métodos laboratoriais utilizados no diagnóstico da doença.

Com mais de 11 mil casos registrados na última década, o Acre ocupa posição de destaque no cenário nacional da doença. Em 2025, o município de Sena Madureira foi classificado pelo Ministério da Saúde como área de risco intenso para transmissão da leishmaniose cutânea, apresentando média anual de 64 casos.

A oficina integra as atividades do projeto de ensino, pesquisa e extensão EpiLeish-Acre, que na Ufac é coordenado pelo professor Francisco Glauco de Araujo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza. Para o pesquisador Leandro Siqueira, do Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz, ações educativas para enfrentar a doença são fundamentais. “Profissionais bem capacitados conseguem orientar de forma mais eficaz a população, contribuindo para o diagnóstico e tratamento precoce”, ressaltou.

O secretário municipal de Saúde de Sena Madureira, Willisson Viana, destacou a relevância das parcerias institucionais. “Buscamos fortalecer parcerias com instituições de referência, como a Fiocruz e a Ufac, que contribuem significativamente para o desenvolvimento técnico das nossas equipes.”

O diretor da Vigilância em Saúde de Sena Madureira, Serginey Amorim, disse que a capacitação fortalece ações de saúde pública. “Com conhecimento atualizado e capacitação contínua, ampliamos a prevenção, melhoramos o diagnóstico precoce e fortalecemos as ações de controle da doença em nosso município.”

A iniciativa foi organizada pelos Laboratórios de Patologia e Biologia Parasitária e de Entomologia Médica, da Ufac, e pelo Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz.

 



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