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Gaza: Palestinos tentam enterrar parentes após cessar-fogo – 22/01/2025 – Mundo

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Milhares de palestinos buscavam os corpos de parentes desaparecidos ou enterrados em fossas comuns na Faixa de Gaza nesta quarta-feira (22), durante a vigência de um acordo de cessar-fogo entre Israel e o grupo terrorista Hamas.

O diretor do Serviço de Emergência Civil local, Mahmoud Basal, afirmou ter recuperado cerca de 200 cadáveres desde que a trégua teve início, no domingo (19). Ele acrescentou, no entanto, que as operações têm enfrentado dificuldades em razão da falta de maquinário pesado para remexer as ruínas e se locomover em meio a elas.

Uma avaliação de danos da ONU divulgada neste mês mostrou que os ataques de Tel Aviv à faixa produziram mais de 50 milhões de toneladas de escombros. Só a remoção deles pode levar 21 anos e custar até US$ 1,2 bilhão (R$ 7,3 bilhões).

Basal estima que o número de corpos que ainda não foram localizados e enterrados no território se aproxime dos 10 mil. Autoridades de saúde locais, ligadas ao Hamas, afirmam que cerca de 47 mil palestinos morreram ao longo dos 15 meses de enfrentamentos, iniciados após terroristas do grupo matarem cerca de 1.200 pessoas e sequestrarem outras 250 em uma incursão ao sul de Israel em outubro de 2023.

No islamismo, enterros geralmente são realizados poucas horas depois que alguém morre. A dificuldade de recuperar os corpos é agonizante para muitas das famílias enlutadas.

Mahmoud Abu Dalfa era um dos palestinos que buscavam cadáveres de parentes seus nesta quarta, relatou a agência de notícias Reuters. Os corpos de sua esposa e de seus cinco filhos estão presos sob os escombros da antiga casa deles desde dezembro de 2023.

Além da mulher e das crianças —três meninas, trigêmeas, e dois meninos, segundo ele—, outros 30 membros de sua família morreram quando o edifício em que eles viviam, no subúrbio de Shejaia, na Cidade de Gaza, foi atingido em um bombardeio.

Apenas três corpos puderam ser retirados de lá, pouco depois do ataque.

“Não quero que construam uma casa para mim ou que me deem mais nada. Tudo o que quero é erguer um túmulo para eles. Tirá-los dos escombros e fazer um túmulo para eles”, disse Abu Dalfa.

Rabah Abulias, 68, era outro que queria dar um túmulo digno a um parente —no caso, a seu filho, Ashraf, também morto em um bombardeio israelense.

“Sei onde Ashraf está enterrado, mas seu corpo está com dezenas de outros. Não há lápide com o seu nome”, disse ele da Cidade de Gaza, por mensagem, à Reuters. “Quero construir um túmulo para ele, onde eu possa visitá-lo e dizer que lamento por não ter estado lá para ele.”

Se em Gaza os palestinos tentavam se reconciliar com o seu passado recente, no campo de refugiados de Jenin, na Cisjordânia ocupada, seus conterrâneos se preocupavam com o seu futuro depois de uma operação militar de Israel iniciada na terça-feira (21) matar dez pessoas.

Segundo Tel Aviv, trata-se de uma “operação antiterrorismo” com “duração indeterminada” —Jenin serve de base para o Jihad Islâmico, uma facção aliada do Hamas.

Mas líderes locais afirmam que as ações das forças israelenses, que costumam destruir ruas inteiras sob o pretexto de procurar explosivos ocultos, têm como real objetivo expulsar os palestinos da região e abrir caminho para estabelecer mais assentamentos judaicos ilegais lá.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, expressou preocupação com a incerteza na Cisjordânia, pertencente aos palestinos segundo a divisão dos Acordos de Oslo, em Davos, na Suíça, nesta quarta.

Na cidade para a reunião do Fórum Econômico Mundial, ele alertou para a possibilidade da anexação da Cisjordânia por Israel. Uma medida do tipo seria “contrária ao direito internacional e significaria que nunca haverá paz no Oriente Médio“, acrescentou.

No mesmo discurso, Guterres parabenizou o recém-empossado presidente americano, Donald Trump, por seu papel na negociação do cessar-fogo entre Tel Aviv e o Hamas.

“Houve uma grande contribuição da diplomacia vigorosa de quem era então o presidente eleito dos Estados Unidos”, disse ele, elogiando ainda a administração cessante de Joe Biden e o Qatar, outros dos envolvidos na mediação do acordo. “As negociações estavam em impasse. E de repente aconteceu.”



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Projeto de extensão seleciona resumos expandidos para publicação — Universidade Federal do Acre

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O projeto de extensão ComunicAÇÃO, da Ufac, realiza processo seletivo para submissão de trabalhos extensionistas, na modalidade de resumo expandido. Os selecionados comporão a Coleção de Cadernos de Extensão “Ufac e Comunidade”. As inscrições estão abertas até 30 de junho, por meio de formulário online.

O trabalho inscrito deve estar contemplado em uma das áreas temáticas: comunicação, cultura, direitos humanos e justiça, educação, meio ambiente, saúde, tecnologia e produção, trabalho. Cada resumo deverá estar vinculado a uma ação de extensão (projeto, curso, evento ou programa) institucionalizada na Ufac.

“O resumo expandido deverá evidenciar, de forma clara e consistente, as experiências adquiridas e/ou vivenciadas junto à comunidade externa ao longo do desenvolvimento da ação de extensão, destacando as interações estabelecidas, os impactos gerados, os aprendizados construídos e as contribuições mútuas decorrentes da execução das atividades”, detalha o item 3.1 do edital.

A seleção consiste em avaliação por uma comissão que indicará 50 trabalhos aptos para publicação na 1ª Edição da Coleção de Cadernos de Extensão, considerando a formatação e os aspectos científicos, além do envolvimento da comunidade externa, dos resultados obtidos e da efetividade da metodologia proposta. O resultado final do processo seletivo está previsto para 21 de agosto.

Para mais informações sobre o certame, leia o edital Proex n.º 9.1/2026.

 



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Reitora da Ufac participa de fórum Brasil-África em Brasília — Universidade Federal do Acre

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A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou, nessa segunda-feira, 25, em Brasília, do 1º Fórum de Reitores Brasil-África. A convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do Ministério da Educação (MEC), ela representou a Ufac no encontro, acompanhada da pró-reitora de Inovação e Tecnologia, Almecina Balbino Ferreira. O evento segue até quarta-feira, 27, e tem como foco o fortalecimento da cooperação internacional em educação superior entre universidades brasileiras e instituições africanas.

Guida destacou a importância da presença da Ufac em um espaço voltado ao diálogo internacional e à construção de parcerias acadêmicas. Segundo a reitora, a aproximação entre Brasil e África por meio da educação, da pesquisa, da inovação e da troca de experiências permite avançar em soluções conjuntas para desafios comuns. “Temos histórias, identidades e desafios que nos aproximam, e a universidade tem um papel fundamental nessa conexão”, afirmou.

O fórum é uma iniciativa liderada pelo MEC, pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior. A programação reúne reitores, pró-reitores e assessores de cooperação internacional de universidades federais, estaduais e privadas do Brasil, além de representantes de universidades africanas mobilizadas pela Associação de Universidades Africanas.

Reitora da Ufac participa de fórum de reitores em Brasília-vice.jpg

A proposta do encontro é ampliar as relações acadêmicas entre Brasil e África, com a construção de novos acordos institucionais, programas de mobilidade estudantil, intercâmbio científico e cooperação em áreas estratégicas como agricultura, energias renováveis, mineração, petróleo e gás, setor aeroespacial, inteligência artificial e ciências humanas.

A programação inclui painéis temáticos, reuniões bilaterais, workshops e sessões voltadas à construção de novas parcerias universitárias. Ao final do evento, os resultados e compromissos construídos serão formalizados na Carta de Brasília do 1º Fórum de Reitores Brasil-África, documento que deve orientar os próximos passos da cooperação entre universidades brasileiras e africanas.

 



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Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard — Universidade Federal do Acre

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Estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac) participaram, nos dias 10 e 11 de abril, do HSIL Hackathon 2026, promovido pelo Health Systems Innovation Lab da Harvard T.H. Chan School of Public Health. A participação da equipe ocorreu no Hub de Inovação do Hospital das Clínicas de São Paulo, o InovaHC, em uma edição realizada simultaneamente em mais de 30 países. O grupo conquistou o 3º lugar geral entre mais de 30 equipes com o projeto Viginutri, solução voltada à prevenção da desnutrição hospitalar.

A equipe foi liderada pela acadêmica de Medicina da Ufac Maria Júlia Bonelli Pedralino e contou com a participação de Guilherme Félix, do curso de Sistemas de Informação, Bruno Eduardo e Wesly, do curso de Medicina. Segundo Maria Júlia, representar o Acre e a Ufac em um evento dessa dimensão foi uma experiência marcante para sua trajetória acadêmica e pessoal. “O Acre tem muito a dizer nos espaços onde o futuro da saúde está sendo construído”, afirmou.

O projeto premiado, Viginutri, foi desenvolvido durante o hackathon em São Paulo e propõe uma solução para auxiliar no enfrentamento da desnutrição hospitalar, problema que pode afetar o prognóstico de pacientes internados e gerar impactos para a gestão hospitalar. A proposta une medicina e nutrição e será aperfeiçoada a partir da premiação recebida pela equipe.

Com a classificação, o grupo garantiu uma aceleração de um ano pela Associação Brasileira de Startups de Saúde, com mentoria especializada e a perspectiva de validar a solução em um hospital real. De acordo com Maria Júlia, a conquista abre a possibilidade de levar uma ideia desenvolvida por estudantes da Ufac para uma etapa de aplicação prática.

A estudante também ressaltou o apoio recebido da Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia da Universidade Federal do Acre (Proint) e da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex). Segundo ela, a conquista só foi possível porque a universidade acreditou no projeto e ofereceu as condições necessárias para que o grupo representasse a instituição fora do Acre. “Essa conquista não teria sido possível sem o apoio da Proint e Proex”, disse.

A trajetória do grupo teve início em um hackathon realizado anteriormente no Acre, onde surgiu o projeto Sentinelas da Amazônia, experiência que contribuiu para a formação da equipe e para o interesse dos estudantes em iniciativas de inovação.

Como desdobramento da participação no evento, a equipe deve promover, no dia 12 de junho, às 10h30, no Sebrae Lab, no Centro de Convivência, uma roda de conversa sobre a experiência no hackathon, com o objetivo de incentivar outros acadêmicos a buscarem pesquisa, inovação e desenvolvimento de ideias no ambiente universitário.



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