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General líbio preso em Turim sob mandado do TPI por supostos crimes de guerra | Líbia
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1 ano atrásem
Angela Giuffrida in Rome
Um general líbio procurado por alegados crimes de guerra e violência contra reclusos numa prisão perto de Trípoli foi detido na cidade de Turim, no norte de Itália.
Osama Najim, também conhecido como Almasri, foi detido no domingo por um mandado de prisão internacional após uma denúncia da Interpol, confirmou uma fonte do Ministério Público da região do Piemonte.
O ministro da Justiça italiano, Carlo Nordio, está a avaliar a transmissão do pedido do TPI ao procurador-geral de Roma.
Najim teria sido chefe da polícia judiciária da Líbia e diretor da prisão de Mitiga, uma instalação perto de Trípoli condenada por grupos de direitos humanos pela detenção arbitrária, tortura e abuso de dissidentes políticos, migrantes e refugiados. Não está claro se ele ainda desempenha alguma das funções.
O mandado de prisão foi emitido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) por alegados crimes de guerra e crimes contra a humanidade, bem como alegados violações e homicídios.
O general esteve sábado em Turim para um jogo de futebol entre Juventus e AC Milan acompanhado de outros líbios, segundo a imprensa italiana. Eles relataram que ele foi preso em um hotel da cidade.
A ONG Mediterranea Saving Humans escreveu no X que a prisão “ocorreu após anos de denúncias e testemunhos de vítimas, enviados ao tribunal penal internacional, que conduziu uma difícil investigação”.
Nello Scavo, jornalista do jornal italiano Avvenire, escreveu sobre o general em seu livro, Mãos na Guarda Costeirano qual o descreveu como estando “entre as figuras capazes de chantagear a Itália e a Europa com barcos”. No livro, Scavo alegou que Najim transferiu ilegalmente migrantes “de locais de detenção não oficiais e oficiais em Trípoli para as instalações de Mitiga, com o objectivo principal de os utilizar para trabalho forçado como forma de escravatura”.
A polícia judiciária líbia teria condenado o que descreveu como “detenção arbitrária” de Najim, classificando a sua prisão como um “incidente ultrajante” no Facebook.
A prisão coloca em destaque um polêmico pacto entre a Itália e a Líbia, assinado em 2017 e renovado a cada três anos. O acordo, aprovado pelo Conselho Europeu, envolve o financiamento e o equipamento da guarda costeira líbia pela Itália para evitar que barcos de refugiados deixem o país do norte de África. Grupos humanitários criticaram-no por empurrar as pessoas de volta para campos de detenção, onde enfrentam tortura e outros abusos.
Em novembro de 2022, o Centro Europeu dos Direitos Constitucionais e Humanos (ECCHR), uma ONG alemã, apresentou uma queixa-crime no TPI contra vários políticos europeus de destaque por alegadamente conspirarem com a guarda costeira da Líbia para expulsar ilegalmente pessoas que tentavam atravessar o Mar Mediterrâneo em busca de refúgio na Europa.
Scavo disse ao Guardian que muitos testemunhos de migrantes e refugiados apresentados ao TPI forneceram provas para a investigação de Najim. “Seria um ponto de viragem se um julgamento pudesse ser aberto perante o TPI, mas temo que muitos países tenham medo do que ele possa dizer, porque estes são representantes de autoridades que têm relações com a Itália, com Malta e em geral com a Europa ”, disse ele.
As políticas de imigração linha-dura do governo de Georgia Meloni, incluindo um acordo semelhante com a Tunísia, são, pelo menos parcialmente, creditadas pela diminuição acentuada do número de refugiados que atravessam o norte África em 2024.
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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre
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2 dias atrásem
26 de junho de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.
Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.
Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.
O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.
Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.
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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre
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23 de junho de 2026O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.
O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.
A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.
O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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2 semanas atrásem
17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
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