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Gleisi Hoffmann vai virar ministra? Veja a respost…

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Gustavo Maia

Questionado nesta quinta-feira se a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, será ministra do seu governo e em que cargo, Lula desconversou no início da sua resposta, durante entrevista coletiva de mais de uma hora e dez minutos no Palácio do Planalto.

“Pelo seu sorriso [do jornalista], eu tenho impressão que você sabe de alguma coisa que eu não sei. Porque é o seguinte: trocar ministro é uma coisa que é da alçada do presidente da República. Mas, no Brasil, a gente tem o hábito de que o presidente toma posse, monta o governo, um ano depois toda a imprensa brasileira já está tratando da reforma política. Todo mundo. ‘Vai ter reforma, vai ter reforma, vai ter reforma’”, afirmou o petista.

Na sequência, ele comentou que “sinceramente” fez na semana passada a melhor reunião ministerial em todo o seu tempo de governo — na qual descobriu que ninguém precisa de mais de cinco minutos para falar o que precisa.

“E todo mundo disse aquilo que eu queria ouvir. Ou seja, a safra tá plantada. A safrinha do milho, a safrona da soja, do milho, do emprego, está tudo plantado. Agora é cuidar que não venha nenhuma seca e nenhuma fonte de incêndio e que a chuva continue do jeito que está chovendo em Brasília, que nós vamos fazer com que esse país dê um espetáculo de crescimento outra vez”, declarou, relembrando feitos na economia nos seus dois primeiros mandatos.

Quando deu a resposta por encerrada, o presidente foi cobrado pelos repórteres presentes a falar da situação da deputada federal paranaense e brincou que “esqueceu” justamente da pergunta principal.

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“A companheira Glesi já foi ministra-chefe da Casa Civil da Dilma [Rousseff]. Eu estava preso e eu fui um dos responsáveis para que a companheira Gleisi virasse presidenta do nosso partido. A Gleisi é um quadro muito refinado. Politicamente, tem pouca gente nesse país mais refinado que a Gleisi”, apontou Lula.

“O pessoal fala ‘ah, mas ela é muito radical para ser presidente do PT’. Olha, para ser presidente do PT, ela tem que falar a linguagem do PT. Se ela não quisesse assim, ela que vá para o PSDB, ela que vá para outro partido político. Para ser do PT, ela tem que ganhar confiança do PT”, complementou.

O presidente então disse que ela “tem condições de ser ministra em muitos cargos”, mas que “até agora não tem nada definido”.

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“Eeu não conversei com ela, ela não conversou comigo, eu ainda não sentei para ficar pensando se eu vou ou não trocar alguns ministros. Agora, vocês podem ter certeza que o dia que eu trocar vocês saberão de primeira mão. E não vai saber por um furo de um articulista, não. Sabe aquele furo? ‘Alguém perto do governo, alguém próximo do presidente, alguém que sabe tomou café com o presidente’. Não, vocês vão saber porque eu vou comunicar a vocês se nós vamos trocar A ou B e vai entrar C ou D, tá?”, prometeu o petista.

“Mas eu quero dizer que a Gleisi é um quadro que ela tem competência para ser ministra em qualquer país do mundo”, concluiu.

Em tempo: a presidente do PT tem sido cotada para comandar a Secretaria-Geral da Presidência, hoje chefiada pelo também petista Márcio Macêdo.



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Matheus Leitão

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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social) 


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Felipe Barbosa

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A articulação para mudar quem define o teto de jur…

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A articulação para mudar quem define o teto de jur...

Nicholas Shores

O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN). 

A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica. 

Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.

A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira. 

Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.

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Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios. 

Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.

A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.

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Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.

Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.

Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.

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Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.

Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.



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