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Governador de Nova York ordena demissão de 14 funcionários penitenciários após ataque fatal a presidiário | Nova Iorque

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Julian Roberts-Grmela

O governador de Nova York, Kathy Hochulordenou que 14 trabalhadores de uma prisão estadual fossem demitidos após supostamente estarem envolvidos em um ataque que resultou na morte de um homem encarcerado.

Robert Brooks, 43 anos, morreu em um hospital local um dia depois de um incidente em 9 de dezembro no centro correcional de Marcy, no centro Nova Iorque.

Hochul disse que sua decisão de iniciar o processo de demissão de 13 agentes penitenciários e de uma enfermeira penitenciária ocorre após uma “revisão interna” do incidente, da qual há um vídeo que está sendo analisado pelos promotores.

“Não toleramos indivíduos que ultrapassam os limites, infringem a lei e se envolvem em violência desnecessária ou abusos direcionados”, disse Hochul numa declaração de 21 de dezembro. “Estou comprometido com a responsabilização de todos os envolvidos.”

Daniel F Martuscello III, comissário do departamento de correções e supervisão comunitária (DOCCS), descreveu a decisão do governador como “no melhor interesse da agência e das comunidades que servimos” e disse que “suspensões adicionais podem ser emitidas”.

“Denuncio suas ações nos termos mais fortes”, disse Martuscello. “Não há lugar para brutalidade em nosso departamento e buscaremos vigorosamente a justiça contra os indivíduos que cometeram este ato sem sentido.”

A procuradora-geral de Nova Iorque, Letitia James, que está a conduzir uma investigação sobre “o uso da força por agentes penitenciários que precedeu a morte do Sr. Robert Brooks no centro correcional de Marcy”, disse num comunicado de imprensa que o seu gabinete de investigação especial obteve vídeo do incidente.

James disse: “Disponibilizaremos as imagens ao público depois que a família do Sr. Brooks tiver a oportunidade de vê-las”.

“Os profissionais da aplicação da lei devem obedecer aos mais altos padrões de responsabilidade e estou empenhado em proporcionar aos nova-iorquinos a transparência que merecem”, continuou James.

A advogada dos membros da família de Brooks, Elizabeth Mazur, disse em comunicado que ela e a família assistiram ao vídeo. “Como esperado, assistir aos horríveis e violentos momentos finais da vida de Robert foi devastador para seus entes queridos e será perturbador para qualquer um que assistir ao vídeo após sua divulgação pelo gabinete do procurador-geral”, disse Mazur. “Não descansaremos até que tenhamos garantido justiça para a memória de Robert e segurança para os prisioneiros no centro correcional de Marcy.”

O sindicato que representa os trabalhadores correcionais, a Associação dos Oficiais Correcionais e da Polícia Benevolente do Estado de Nova York, disse em um comunicado à imprensa que alguns membros de seu conselho executivo assistiram às imagens do incidente.

“O que testemunhámos é, no mínimo, incompreensível e certamente não reflecte o grande trabalho que a grande maioria dos nossos membros realiza todos os dias”, afirma o comunicado de imprensa do sindicato. “Este incidente não só põe em perigo todos os nossos membros, mas também prejudica a integridade da nossa profissão.”

O comunicado de imprensa do sindicato dos agentes penitenciários dizia: “Quando esta filmagem for divulgada ao público, sem dúvida fará comparações com outros incidentes de violência de alto perfil envolvendo autoridades policiais”.

Em um comunicado à imprensa, a União das Liberdades Civis de Nova York disse que a morte de Brooks “não é um incidente isolado”.

“Em vez disso, destaca uma cultura de violência e uma falta de responsabilização por irregularidades cometidas pelos agentes penitenciários, o que coloca em risco a vida dos nova-iorquinos encarcerados”, diz o comunicado da NYCLU.

pular a promoção do boletim informativo

A Associação Correcional de Nova York (CANY), uma organização de supervisão penitenciária autorizada pela lei estadual, disse em um comunicado que demitir funcionários envolvidos no incidente “é um bom começo, mas o Governador Kathy Hochul e o legislador deve ir muito mais longe”.

“Eles precisam tomar medidas ousadas e corajosas para cumprir os compromissos anteriores e trazer uma nova era de transparência e responsabilidade no governo estadual”, diz o comunicado de imprensa do CANY.

Comunicado de imprensa da associação sobre Brooks aponta para um relatório divulgado no ano passado sobre sua visita de monitoramento ao centro correcional de Marcy em 2022.

CANY afirma que, de acordo com as entrevistas com pessoas encarceradas nas instalações, 80% relataram ter testemunhado ou sofrido abusos e 70% relataram discriminação racial.

De acordo com o comunicado de imprensa, uma pessoa entrevistada no centro correcional de Marcy disse ao CANY: “O abuso físico é galopante; o (agente penitenciário) me disse quando cheguei aqui: ‘Esta é uma instalação prática, vamos colocar as mãos em você se não gostarmos do que você está fazendo.’”

O sindicato dos agentes penitenciários disse: “Este incidente tem o potencial de tornar as nossas instalações correcionais ainda mais violentas, hostis e imprevisíveis do que nunca”.

“Como resultado, os nossos membros enfrentarão desafios acrescidos e quaisquer esforços para melhorar as suas condições de trabalho e qualidade de vida serão ofuscados por este incidente”, afirmou o sindicato.



Leia Mais: The Guardian

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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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