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Governador Gladson Camelí celebra aula inaugural do Curso de Formação de 314 novos Policiais Penais e reforça compromisso com a segurança pública do Acre
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Samuel Bryan
O governador Gladson Camelí comandou na tarde desta segunda-feira, 7, a cerimônia de abertura da Aula Inaugural do Curso de Formação dos Policiais Penais 2025, marcando o início da preparação de 314 convocados para atuarem no sistema penitenciário do Acre. O evento, realizado no Auditório da Universidade Federal do Acre (Ufac), em Rio Branco, simboliza um avanço histórico na valorização da Polícia Penal e no fortalecimento da segurança pública do Estado.
Com investimento superior a R$ 3,6 milhões, sendo R$ 2,2 milhões destinados às bolsas dos alunos e R$ 1,3 milhão aplicados na estrutura do curso, o governo do Estado reafirma seu compromisso com a profissionalização, humanização e eficiência no sistema prisional. A formação, que será conduzida pelo Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen), visa qualificar os novos servidores com preparo técnico, físico e psicológico, promovendo a reintegração social dos apenados e garantindo mais segurança nas unidades.
Durante seu discurso, o governador Gladson Camelí destacou a importância do esforço conjunto entre governo, Assembleia Legislativa e demais instituições para a realização do concurso e a execução do curso de formação.
“Esse investimento é necessário para termos um sistema penitenciário cada vez mais humano, que possa realmente ressocializar. Não basta termos estrutura, precisamos de pessoas comprometidas com o povo do Acre. São vocês, futuros policiais penais, que farão a diferença. Com a chegada desses novos profissionais, tenho a esperança de que possamos qualificar ainda mais os serviços prestados pelo Iapen”, afirmou o governador.

Um esforço contínuo
Desde 2019, o governo de Camelí tem se destacado pela realização de concursos públicos e pela contratação de mais de 5 mil servidores efetivos em diversas áreas, reforçando o compromisso com o serviço público de qualidade. Para o presidente da Assembleia Legislativa do Acre, deputado Nicolau Júnior, esse novo chamamento é mais um exemplo da responsabilidade com a segurança da população.
“O governador está de parabéns. Já são milhares de servidores chamados. Esses 314 novos policiais penais vão reforçar um sistema essencial, mostrando que a gestão está cumprindo com seu dever de cuidar do povo”, disse o parlamentar.

O presidente do Iapen, delegado Marcos Frank, também comemorou o início da formação, ressaltando a importância do reforço no efetivo.
“Existe uma carência significativa no efetivo da Polícia Penal. Com essa iniciativa, o governo demonstra seu compromisso com a segurança e com a valorização dos nossos servidores”, afirmou.
A aula inaugural contou com a presença de parlamentares, autoridades do Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, além de representantes das forças de segurança e secretários de Estado.
A ação é resultado do trabalho integrado entre a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Secretaria de Estado de Administração (Sead), Secretaria de Estado de Planejamento (Seplan) e o Centro Integrado de Ensino e Pesquisa em Segurança (Cieps), demonstrando que, como costuma dizer o governador, “ninguém faz nada sozinho” e que, unidos, governo e instituições públicas são capazes de transformar realidades.

Superação marca vida dos convocados
Entre os 314 convocados para o Curso de Formação da Polícia Penal do Acre, dois nomes representam bem o espírito de luta, perseverança e dedicação que marcaram a trajetória até a aula inaugural: Priscila Oliveira e Dyeson Martins.
Priscila é agente socioeducativa e já vivia a rotina dos concursos públicos quando decidiu enfrentar o desafio de ingressar na Polícia Penal. “Foi uma grande vitória. Tive que conciliar minha vida profissional, minha maternidade e as tarefas de casa. Estar aqui é resultado de muito esforço”, afirmou emocionada lembrando do filho. Ela acredita que, com fé e dedicação, irá concluir o curso e exercer sua nova função com excelência.

Para Dyeson, o ingresso na Polícia Penal representa a realização de um sonho antigo. Já servidor público na área de segurança, ele viu no concurso uma chance de recomeço na carreira. “Sempre quis trabalhar na área policial. Acredito que nunca é tarde para buscar um novo caminho profissional. Me preparei com afinco e estou feliz por essa conquista”, relatou.
As histórias de Priscila e Dyeson representam não apenas conquistas individuais, mas também o impacto social do investimento do governo do Estado do Acre na segurança pública. Por meio da convocação de novos servidores, o Estado não só reforça o sistema penitenciário, mas transforma vidas, oferecendo oportunidades reais de crescimento e estabilidade.

Com o início da formação, os novos alunos têm agora a missão de – durante 90 dias de formação – se qualificarem técnica, física e psicologicamente para servir à sociedade com responsabilidade e humanidade. Para os 314, como Priscila e Dyeson, esse é o início de uma nova e promissora jornada.
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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio — Universidade Federal do Acre
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21 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Parque Zoobotânico (PZ), realizou, de 12 a 14 de maio de 2026, o Curso Turismo de Base Comunitária em Unidades de Conservação, na sala ambiente do PZ, no campus sede, em Rio Branco. A formação reuniu 14 comunitários da Reserva Extrativista Chico Mendes, Resex Arapixi e Floresta Nacional do Purus, com foco no fortalecimento dos territórios tradicionais, nas referências culturais e na criação de roteiros turísticos de base comunitária.
A coordenadora estadual do Projeto Esperançar Chico Mendes, professora e pesquisadora da Ufac/PZ, Andréa Alexandre, destacou que as reservas extrativistas, criadas há mais de três décadas na Amazônia, têm como desafio conciliar o bem-estar das famílias que vivem nas florestas com a conservação dos recursos naturais. Segundo ela, o turismo de base comunitária se apresenta como uma alternativa econômica para que as famílias extrativistas possam cumprir a função das reservas. “O curso de extensão apresenta ferramentas para que essas famílias façam gestão do turismo como um negócio, sem caráter privado, nem por gestão pública, mas com um controle que seja da comunidade”, afirmou.
O curso integra as ações do Projeto Esperançar Chico Mendes, desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, em parceria com a Ufac, Parque Zoobotânico e instituições parceiras. A formação foi ministrada por Ana Carolina Barradas, do ICMBio Brasília; Fádia Rebouças, coordenadora nacional do Projeto Esperançar-SNPCT/MMA; e Leide Aquino, coordenadora regional do Conselho Nacional das Populações Extrativistas.
Durante a formação, os participantes tiveram acesso a ferramentas voltadas à gestão do turismo em seus territórios, com abordagem sobre elaboração de roteiros, recepção de visitantes e valorização da cultura extrativista. A proposta é que a atividade turística seja conduzida pelas próprias comunidades, a partir de suas referências, histórias, modos de vida e relação com a floresta.
A liderança do Grupo Mulheres Guerreiras, da comunidade Montiqueira, no ramal do Katianã, Francisca Nalva Araújo, afirmou que o curso leva conhecimento para a comunidade e abre possibilidades de trabalho coletivo com turismo de base comunitária. Segundo ela, o grupo reúne aproximadamente 50 mulheres, envolvidas em atividades com idosas, jovens e adultos, além de ações de artesanato, crochê e corte-costura. “Agora, aprofundando os conhecimentos para trabalhar com turismo tende a trazer melhorias coletivas”, disse.
A artesã Iranilce Lanes avaliou o projeto como inovador por ser desenvolvido junto às pessoas das próprias comunidades. Para ela, a construção feita a partir do território fortalece a participação dos moradores e amplia as possibilidades de resultado. A jovem Maria Letícia Cruz, moradora da comunidade Sacado, na Resex em Assis Brasil, também destacou a importância da experiência para levar novos aprendizados à sua comunidade.
O curso foi realizado no âmbito do Projeto Esperançar Chico Mendes, que tem a Reserva Extrativista Chico Mendes como referência de museu do território tradicional e busca fortalecer ações voltadas às populações extrativistas, à valorização cultural e à gestão comunitária de alternativas econômicas nas unidades de conservação.
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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre
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19 de maio de 2026O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.
A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.
Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.
O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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