POLÍTICA
Governo aposta em novo IR para conter dano da polê…
PUBLICADO
1 ano atrásem
Daniel Pereira
Numa tentativa de melhorar seus índices de popularidade, Lula definiu como prioridade ampliar a sua base de apoio na classe média. Entre os mais pobres, ou quem ganha até dois salários mínimos, a aprovação ao trabalho do presidente é de 63%, enquanto a desaprovação está em 34%, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada em dezembro. Já na faixa de dois a cinco salários mínimos, alvo preferencial da ofensiva governista, a reprovação supera a aprovação: 50% a 48%.
O presidente aposta na economia para recuperar terreno na classe média, mas indicadores do fim do ano passado e o primeiro embate político de 2025 mostram o quão difícil será a missão. Não bastasse o encarecimento dos juros e dos alimentos, inclusive da simbólica picanha, Lula e sua equipe sofreram uma derrota fragorosa no caso do plano da Receita Federal de monitorar transações financeiras realizadas por meio do Pix.
A iniciativa foi divulgada pela direita nas redes sociais como o prenúncio da taxação do Pix. Essa versão viralizou — até porque, se fosse verdadeira, impactaria a vida de milhões de brasileiros que ganham a vida na informalidade — e colocou nas cordas o governo, obrigando-o a recuar. Apesar de negar que haveria taxação e anunciar ações judiciais contra autores de mentiras, a equipe de Lula revogou a norma da Receita. Foi uma tentativa de conter danos.
Antes dela, o novo ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Sidônio Palmeira, até tentou mobilizar a estrutura digital do governo para rebater a direita nas redes, mas a ação foi insuficiente para conter o estrago.
Reação
Diante da repercussão negativa do caso do Pix, o governo quer acelerar uma agenda positiva de forte apelo na classe média: a proposta de isenção de Imposto de Renda para quem ganha até 5 000 reais a partir de 2026. A medida, prometida por Lula na campanha eleitoral de 2022, será a prioridade do Planalto no Congresso este ano.
“O governo fará o debate da proposta de isenção do IR para quem ganha até 5 000 reais e a compensação pelos multimilionários desse valor com o compromisso de que o resultado será neutro do ponto de vista fiscal. Ou seja, ao governo não interessa arrecadar nem um real a mais nem perder um real de arrecadação”, diz o ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha.
A tramitação não será fácil. Expoentes do mercado já manifestaram preocupação com a possibilidade de o refresco na cobrança de IR ser aprovado sem que haja uma devida compensação — seja com a criação de outro tributo, seja na forma de corte de gastos. Parlamentares de centro e de direita já externaram entendimento semelhante. Eles alegam que não há mais espaço para a aprovação de impostos, mesmo que recaiam sobre os mais endinheirados e permitam o que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, chama de justiça social.
Relacionado
VOCÊ PODE GOSTAR
Matheus Leitão
Relâmpago: Digital Completo a partir R$ 5,99
“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social)
Digital Completo
Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*
Apenas 5,99/mês
DIA DAS MÃES
Revista em Casa + Digital Completo
Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 9)
A partir de 35,90/mês
*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
Pagamento único anual de R$71,88, equivalente a R$ 5,99/mês.
PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Relacionado
Felipe Barbosa
Relâmpago: Digital Completo a partir R$ 5,99
Digital Completo
Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*
Apenas 5,99/mês
DIA DAS MÃES
Revista em Casa + Digital Completo
Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 9)
A partir de 35,90/mês
*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
Pagamento único anual de R$71,88, equivalente a R$ 5,99/mês.
PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Relacionado
POLÍTICA
A articulação para mudar quem define o teto de jur…
PUBLICADO
10 meses atrásem
5 de maio de 2025Nicholas Shores
O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN).
A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica.
Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.
A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira.
Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.
Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios.
Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.
A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.
Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.
Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.
Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.
Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.
Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.
Relacionado
PESQUISE AQUI
MAIS LIDAS
ACRE2 dias agoReitora recebe honraria do TJ-AC e assina acordo para evento — Universidade Federal do Acre
Economia e Negócios19 horas agoSaisi to Exhibit at MWC2026 Barcelona: Delivering Advanced Time-Frequency & Voice Communication Solutions
- ACRE3 horas ago
Orientação sobre revalidação e reconhecimento de diplomas — Universidade Federal do Acre


Warning: Undefined variable $user_ID in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/comments.php on line 48
You must be logged in to post a comment Login