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Governo avança nas obras da sede própria do Arquivo Público do Acre

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Felipe Hid

O governo do Acre, por meio das secretarias de Estado de Obras Públicas (Seop) e de Administração (Sead), vistoriou nesta segunda-feira, 21, as obras de construção da sede do Arquivo Público do Acre, em Rio Branco, para acompanhar o avanço nos serviços de concretagem e alvenaria dos prédios.

Participaram da visita os gestores da Seop, Ítalo Lopes (titular) e Samara Raquel Damásio (secretária adjunta); e da Sead, Paulo Roberto Correia (titular) e Keuly Costa (adjunta), bem como diretores e as equipes de engenharia e arquitetura das duas pastas.

Gestores das secretarias acompanham obras de construção do Arquivo Público do Acre. Foto: César Felipe/Sead

De acordo com Ítalo Lopes, o prédio do Arquivo Público do Acre materializará um novo conceito de gestão das informações e trará segurança e conforto para os servidores que trabalham na gestão de patrimônio no Estado.

“O governador determinou que avancemos nesta obra, o que tem ocorrido. Só aqui no Arquivo temos 35 postos de trabalho diretos, gerados para os operários da construção civil. É um momento muito importante, tendo em vista que, ao longo dos últimos anos, com o aumento tanto da execução de obras quanto do efetivo serviço de cada uma das secretarias, o Estado passou a ser detentor de uma grande quantidade de documentos fundamentais, que registram como o Acre foi construído e contêm planos e informações fundamentais para o futuro”, ressalta Lopes.

A partir das obras públicas, Estado amplia as oportunidades de trabalho e renda para milhares de operários da construção civil. Foto: Ascom/Seop

O projeto foi planejado a partir da experiência obtida pela Diretoria de Patrimônio da Sead, após conhecer a estrutura de arquivos públicos de outros estados.

Diante disso, Correia destacou a evolução da obra, que foi planejada para atender a todas as necessidades específicas, como a inclusão de um laboratório de restauração, essencial para garantir a integridade dos documentos ao longo do tempo. “A obra está avançando conforme o esperado, uma vez que o objetivo é garantir um espaço adequado para a guarda e preservação dos documentos permanentes”, disse.

O gestor da Sead ainda explicou a importância de uma sede própria para o órgão: “É fundamental que esses arquivos tenham um espaço fixo e adequado, garantindo não apenas sua conservação, mas também a longevidade desses registros, que devem ser preservados para sempre, mesmo após nossa geração. Isso reforça o compromisso do Estado com a preservação histórica e institucional”.

Serviços estão a todo vapor para construção do espaço, destinado a preservar parte da história do Acre. Foto: Luis Oliveira/Seop

O fiscal da obra, Ney Rocha, informou que, no momento da visita, estavam sendo executados os serviços de alvenaria, impermeabilizações, montagem de formas e armações da escada, além da dobra das armações das vigas. Além disso, informou que as fundações do prédio da doca e administração (sapatas, fustes e vigas inferiores) estão concluídas, bem como os pilares da doca até o nível de viga da laje.

“Todas as armações dos pilares do prédio da administração estão montadas. Nessa parte também foi iniciada a alvenaria e, concomitantemente, será executada a concretagem dos pilares”, explica o engenheiro civil da Seop.

Projeção gráfica simula fachada do novo prédio do Arquivo Público do Acre. Render: Marcos Haluen/Seop

Segundo o cronograma da obras, os próximos passos são continuar a alvenaria do prédio da administração e concretagem dos pilares e realizar a montagem de formas e armações das vigas do prédio da doca e da laje.

O novo Arquivo Público do Acre contará com setores administrativos e técnicos, como direção-geral, salas de acervo de consultas e de arquivo, mezanino, divisões de recebimento e triagem de documentos, de conservação, de restauração, de identificação e classificação e de arquivo temporário de pessoas, além de núcleos de atendimento, de arquivamento e de digitalização.

O espaço também contará com estacionamento e guarita. O investimento para a obra é de aproximadamente R$ 6,5 milhões, proveniente de convênio do Estado com a Caixa Econômica Federal.

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia-interna.jpg

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



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