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Governo da Alemanha reforça sinais de que despachar imigrantes é prioridade eleitoral – 03/01/2025 – Mundo
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José Henrique Mariante
A Alemanha pretende expandir um programa que dá apoio financeiro para sírios que queiram voltar ao país após 13 anos de guerra civil. A informação foi confirmada por um porta-voz do governo no mesmo dia em que Annalena Baerbock, a ministra do Exterior, visitava de surpresa a capital Damasco junto com seu colega francês, Jean-Noel Barrot.
Os dois políticos, representando a União Europeia, fizeram nesta sexta-feira (3) o primeiro contato formal do bloco com Ahmed al-Sharaa, o líder das forças rebeldes que derrubaram o governo de Bashar al-Assad há pouco menos de um mês. Em comunicado emitido apenas após seu embarque em um avião militar, por questões de segurança, Baerbock afirmou que a viagem era “um sinal claro aos sírios: um recomeço político entre Europa e Síria, entre Alemanha e Síria, é possível”.
Já em Damasco, Barrot afirmou esperar por uma Síria “soberana, estável e pacífica” ao chegar à embaixada francesa em Damasco, fechada desde 2012, segundo relato da Reuters.
A investida diplomática permite também uma leitura mais local no caso da Alemanha. Imigração é um dos tópicos mais quentes da campanha eleitoral em curso. Em 23 de fevereiro, em eleição antecipada pelo fim da coalizão montada por Olaf Scholz, a população alemã irá às urnas para escolher um novo Parlamento.
Nos primeiros dias após a queda de Assad, parlamentares de diversos matizes aproveitaram o impulso do noticiário para traçar planos sobre o peso dos refugiados sírios na Alemanha, quase 800 mil se contados também os solicitantes de asilo. Herança de uma decisão histórica de Angela Merkel, que, em 2015, abriu as fronteiras do país em um momento em que a Europa ensaiava fazer o contrário.
Agora, um dirigente da CDU, partido de Merkel e do até aqui favorito para o próximo pleito, Friedrich Merz, foi um dos primeiros a lançar a ideia de pagar mil euros para quem quisesse voltar imediatamente à Síria.
A verdade é que o governo alemão já tem um programa semelhante em funcionamento. São mil euros por adulto que expressa intenção de voltar a seu país de origem mais 250 euros para despesas. O ministério do Interior, responsável pela administração de asilados, declarou nesta sexta-feira (3) que a política precisa ser ampliada, mas que a situação na Síria continua “instável demais”.
A ponderação reflete o tom do governo Scholz desde a derrocada de Assad, a de que é preciso esperar por um cenário político e social mais confiável na Síria. Ao mesmo tempo, há a preocupação de que o assunto não seja levado pela narrativa da oposição, que pede e promete medidas enérgicas. Alice Weidel, candidata a premiê pela AfD, a sigla considerada de extrema direita pelos serviços de segurança alemães, bradou nos primeiros dias que era “preciso mandar essa gente para casa”.
A resposta oficial, naquele momento, foi suspender a análise de novos pedidos de refúgio, em torno de 40 mil no mês passado. Medidas parecidas foram tomadas por diversos países na Europa em dezembro. Do corolário básico dos populistas no continente, em ascensão sobretudo na Alemanha, ações contra a imigração são as que mais têm sido absorvidas e sem muitos pruridos por governos e políticos de centro.
Pesquisas de intenção de voto empurram a guinada. Weidel e a Alternativa para a Alemanha, por exemplo, caminham para fazer a segunda bancada do Bundestag em fevereiro.
Em Damasco, Baerbock repetiu as reservas já feitas sobre o passado e a classificação terrorista do grupo Hayat Tahrir al-Sham, da Sharaa. “Conhecemos suas origens ideológicas, mas também estamos percebendo o desejo de moderação e entendimento com outros atores”, declarou a ministra.
Baerbock, uma das principais lideranças dos Verdes na Alemanha, expressou a necessidade de o novo governo sírio demonstrar respeito por mulheres e minorias. Pediu também um prazo mais curto para a democratização do país. Sharaa declarou no último fim de semana que a Síria levaria ao menos quatro anos para voltar a ter eleições.
Barrot, o ministro francês, afirmou a jornalistas na capital síria que ofereceu ajuda técnica para o país elaborar uma nova Constituição.
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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre
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26 de junho de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.
Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.
Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.
O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.
Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.
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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre
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23 de junho de 2026O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.
O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.
A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.
O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
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