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Governo do Acre apoia produção de mel no Juruá e impulsiona desenvolvimento sustentável na região
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2 anos atrásem
Aline Querolaine
O governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura (Seagri), deu mais um passo para fortalecer a economia do Vale do Juruá, ao apoiar a produção de mel na região. A iniciativa integra o Plano Estadual de Incentivo à Agricultura Familiar e à Sustentabilidade, beneficiando diretamente apicultores e contribuindo para o desenvolvimento socioeconômico local. Com o apoio, os produtores recebem recursos, insumos e capacitação técnica, reforçando a produção de mel de alta qualidade.

O incentivo à apicultura no Juruá não apenas fortalece a renda das famílias envolvidas, mas promove práticas agrícolas sustentáveis. A região, caracterizada por sua biodiversidade e riqueza de flora, oferece um ambiente ideal para a atividade, e o mel produzido carrega propriedades únicas, provenientes das flores e plantas nativas da Amazônia. Para os pequenos apicultores, o apoio governamental representa uma oportunidade de ampliar a produção, diversificar a fonte de renda e agregar valor ao produto.

As ações desenvolvidas incluem o fornecimento de equipamentos especializados, como colmeias e roupas de proteção, além de treinamentos sobre técnicas de manejo sustentável e boas práticas de colheita. Com isso, o governo assegura que a apicultura no Juruá não só cresça, mas também respeite o meio ambiente e a saúde das abelhas, essenciais para a preservação de ecossistemas.
Segundo o chefe da Divisão de Produção Familiar da Seagri, Josicley Azevedo, o programa de apoio à apicultura busca ainda viabilizar a inclusão do mel do Juruá no mercado nacional e internacional, valorizando o produto e reconhecendo a qualidade regional. “Nosso objetivo é transformar o Juruá em uma referência na produção de mel sustentável. Com os incentivos, estamos mostrando que é possível desenvolver a economia com respeito à natureza e aos pequenos produtores, promovendo sustentabilidade e inclusão social”, afirmou o engenheiro agrônomo.

Com o apoio técnico e financeiro do governo estadual, os produtores já vislumbram a expansão nas colheitas de mel. As parcerias firmadas como os pequenos produtores locais ajudam a estruturar a cadeia produtiva e a garantir melhores condições de futuras comercializações, além de assegurar que o produto final atenda a padrões de qualidade exigidos no mercado.
Para o apicultor Gladson Muniz, de Mâncio Lima, o apoio chegou em um momento importante. “Havia dificuldade em manter a produção e até em garantir a qualidade do mel. Hoje, com o apoio do governo, vamos melhorar a estrutura e investir no nosso trabalho. Esse incentivo muda a vida de muita gente aqui, especialmente a minha. Comecei a produção a partir de uma problema de gastrite, quando me ensinaram um remédio à base do mel de abelha; fiz e deu certo, então pensei que poderia ajudar outras pessoas e comecei a criação”, relatou.
O Programa de Apoio à Apicultura no Juruá se alinha com as metas de desenvolvimento sustentável do governo estadual, que busca promover a preservação ambiental aliada ao crescimento econômico regional. A previsão é de que, nos próximos anos, o mel do Juruá se consolide como marca de qualidade e símbolo do potencial amazônico, atraindo investimentos e ampliando o reconhecimento do estado como um produtor de mel sustentável e diferenciado.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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2 dias atrásem
8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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1 semana atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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