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Governo do Acre auxilia o Saerb na manutenção das estações de tratamento de água em Rio Branco

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Fhaidy Acosta

Para auxiliar o Serviço de Água e Esgoto de Rio Branco (Saerb) nas atividades de manutenção das Estações de Tratamento de Água (ETA 1 e 2), o governo do Acre, por meio das equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Acre (CBMAC) e do Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária do Acre (Deracre), está atuando no local desde a manhã da quinta-feira, 13, para viabilizar o reparo das bombas.

De acordo com o comandante do CBMAC, coronel Charles Santos, inicialmente a missão era apenas transportar os técnicos até a ETA 2, permitindo que eles ficassem mais próximos da estrutura devido à forte correnteza, além de realizar as amarrações necessárias. Durante o processo, foi identificada a necessidade de reforçar também as amarrações na ETA 1. No entanto, o grande volume de balseiros descendo pelo rio acabou provocando um incidente, resultando no desprendimento da estrutura, que afundou.

Estado auxilia Saerb na manutenção. Foto: Samuel Moura/Secom

“Nesse momento, foi necessária a atuação direta dos bombeiros, tanto para reforçar as amarrações quanto para realizar mergulhos e estabilizar os materiais, conduzindo o restante da balsa para um local mais seguro, onde seria avaliada a possibilidade de manutenção. Esse trabalho se estendeu ao longo do dia, sendo que, por volta das 20h, um guindaste foi levado até o local para auxiliar na estabilização da embarcação e das bombas. A intenção é que, nesta sexta-feira, 14, os trabalhos continuem para reposicionar a estrutura no local adequado”, explicou o comandante.

Durante todo o processo, os bombeiros realizaram mergulhos constantes para garantir a segurança da equipe e possibilitar a recuperação do material. Foram 12 horas de trabalho ininterrupto, contando com a colaboração do Deracre, do Corpo de Bombeiros e da equipe de manutenção das bombas.

“Foi um serviço altamente complexo, levando em conta o grande volume de água, a quantidade de entulhos e balseiros descendo pelo rio, a velocidade da correnteza, as chuvas e as condições adversas do clima, além da instabilidade do solo. Ou seja, um trabalho extremamente desafiador e perigoso”, acrescentou o coronel Charles Santos.

Corpo de Bombeiros atua ativamente na ação. Foto: Samuel Moura/Secom

A presidente do Deracre, Sula Ximenes, conta que o órgão tem prestado auxílio na retirada de balseiros e na manutenção das ETAs 1 e 2  de forma contínua, semana após semana. “O flutuante da ETA 2 se desprendeu, sendo levado pela correnteza e naufragando no Rio Acre até a Ponte Metálica. Ao chegar lá, a equipe do Deracre com um rebocador, conseguiu conter o flutuante, evitando que ele fosse arrastado ainda mais pelo rio”, frisou Sula Ximenes.

Além desse suporte, o Deracre também atuou na logística do resgate. “Com o auxílio de uma escavadeira hidráulica e um guincho, a equipe conseguiu retirar o flutuante da água e transportá-lo em um caminhão prancha para que passasse por manutenção. Foi uma operação complexa, exigindo a união de esforços para garantir a recuperação da estrutura”, destacou a presidente da autarquia.

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Egressa de mestrado em CZS obtém prêmio de pós-graduação — Universidade Federal do Acre

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Mirian Soares de Amorim.jpeg

A engenheira agrônoma Mirian Soares de Amorim, aluna egressa do curso de Agronomia e do mestrado em Ciências Ambientais, do campus Floresta da Ufac, em Cruzeiro do Sul, obteve o 2º lugar na categoria Pós-Graduação do 5º Prêmio Margarida Alves de Estudos sobre Ruralidades e Feminismos, cujo resultado final foi divulgado em 17 de março. O evento foi promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.

O estudo destaca a articulação entre a transição agroecológica e a igualdade de gênero, enfatizando o papel central das mulheres rurais, ribeirinhas e agricultoras na preservação da agrobiodiversidade e na soberania alimentar na Amazônia. No mestrado, sob orientação do professor Kleber Andolfato de Oliveira, Mirian também aprofundou investigações sobre o desenvolvimento sustentável e o papel das populações rurais no manejo dos ecossistemas amazônicos.



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Ufac consolida criação do curso de Farmácia com 50 vagas — Universidade Federal do Acre

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Curso de Farmácia-entrega de Menção Honrosa (2).jpg

O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com membros da comissão responsável pela proposta de criação do curso de Farmácia. O encontro ocorreu nesta segunda-feira, 31, na sala de reuniões da Reitoria, visando consolidar o Projeto Político-Pedagógico da nova graduação, além de homenagear, com a entrega, pela Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), de Menção Honrosa ao reitor e a pessoas cujo empenho culminou na abertura do curso.

A iniciativa faz parte do programa Universidades Transformadoras, pactuada com o Ministério da Educação (MEC). O curso prevê a oferta de 50 vagas para estudantes e liberação de 11 códigos de vagas para professores. A aula inaugural e início das atividades acadêmicas estão previstos entre 2028 e 2029.

“Esse é um curso que se assenta fortemente na demanda de conhecer os bioativos da floresta amazônica e transformar esse conhecimento em riqueza, patentes, inovação e qualidade de vida para a sociedade”, disse Josimar Ferreira. Além disso, ele ressaltou a necessidade de conectar o novo curso às estruturas já consolidadas da Ufac, otimizando disciplinas e espaços curriculares em conjunto com as áreas de saúde e química.

A presidente da comissão de criação do curso, Andréia Andrade, lembrou que o projeto começou em 2011. “Hoje nos reunimos com a perspectiva de viabilizar a abertura do curso diante do que já temos na instituição. Nosso objetivo é ofertar uma formação generalista, com investimento otimizado na estrutura existente e com forte inserção na pesquisa e extensão, aproveitando a nossa biodiversidade e criando caminho para futuros programas de pós-graduação.”

Também participaram da reunião representantes externos da categoria profissional, como a ex-conselheira federal, membro da comissão e diretora de Relações Institucionais da Fenafar, Isabela de Oliveira Sobrinho. “Acompanhei a busca por esse projeto pedagógico desde o início e ver essa etapa final é um avanço enorme”, pontuou. “É um trabalho a muitas mãos para trazer o melhor para a Ufac. Trata-se de um curso de grande magnitude, focado em tecnologias de medicamentos e em pesquisas com nossas plantas nativas para gerar qualidade de vida à população.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Seminário na Ufac debate formação em enfermagem obstétrica — Universidade Federal do Acre

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Seminário enfermagem obstétrica (2).jpg

A Ufac sediou o seminário Desafios Atuais na Formação para a Prática da Enfermagem Obstétrica, que ocorreu nesta sexta-feira, 28, na sala dos Colegiados, campus-sede. O encontro reuniu professores, pesquisadores, gestores e profissionais de saúde para debater a reestruturação do modelo de assistência ao parto e ao nascimento, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a interiorização da qualificação profissional no Estado.

O evento integra um projeto nacional, composto por uma rede de 40 instituições de ensino superior articuladas para formar mais de 700 enfermeiras obstétricas pelo país, com foco prioritário nas regiões do interior. No Acre, o programa abrange turmas de especialização e residência voltadas para profissionais atuantes nas regionais do Alto Acre, Alto Purus, Baixo Acre, Tarauacá-Envira e Juruá.

“A Ufac cumpre o seu papel social ao ampliar a formação e capacitar profissionais que atuam em um momento tão ímpar quanto o nascimento de uma criança”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Contamos com alunos de todas as regionais. Isso gera um efeito multiplicador: o profissional capacitado coordena equipes locais e eleva diretamente a qualidade do atendimento prestado à população pelo SUS.”

A coordenadora das formações no Estado e professora da Ufac, Sheley Borges, destacou a necessidade de repensar a prática profissional para garantir um cuidado humanizado e seguro. “A intencionalidade da nossa formação é reduzir a mortalidade materna e neonatal e alcançar as mulheres em uma dimensão em que sejam respeitadas. Queremos garantir que as escolhas não ocorram por medo, como optar por uma cesariana sem compreender que é uma cirurgia de grande porte.”

A coordenadora nacional do curso de especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne, vinculada à Universidade Federal de Minas Gerais, Kleyde Ventura, ressaltou a relevância estratégica da parceria com a Ufac. “No Acre, vivemos uma condição muito especial, pois, com exceção de uma aluna, todas as especializadas são do interior. Estamos interiorizando e descentralizando os modos de formar, abordando o trabalho multiprofissional e a articulação de redes para garantir assistência de qualidade e direitos assegurados.”

Também participaram do seminário o promotor de Justiça do MP-AC, Gláucio Oshiro; o coordenador do curso de Enfermagem da Ufac, João Francalino; e o epidemiologista Serafim Salgado, coordenador das metodologias aplicadas no programa de formação.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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