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Governo do Acre e instituições parceiras iniciam limpeza do Igarapé São Francisco

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Cleide Santos

O governo do Acre, em ação conjunta com a Prefeitura de Rio Branco e instituições parceiras, iniciou nesta sexta-feira, 11, uma nova ação de limpeza fluvial, agora do Igarapé São Francisco, na capital.

A ação, coordenada pela Secretaria de Estado de Habitação e Urbanismo (Sehurb), conta com a participação de diversos órgãos, como o Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária (Deracre), a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), o Instituto de Meio Ambiente (Imac), o Corpo de Bombeiros (CBMAC), a Defesa Civil, o Instituto de Administração Penitenciária (Iapen),  a Universidade Federal do Acre (Ufac) e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semeia).

Segundo maior manancial de Rio Branco, o Igarapé São Francisco é grande coletor de água da chuva. Foto. Aleksandro Soares/Saneacre

Nos próximos 30 dias, homens e máquinas estarão mobilizados para retirar galhos, árvores, geladeiras, cadeiras, garrafas pet e outros entulhos do leito do rio. “São 22 quilômetros de extensão, começando na BR e desaguando no Rio Acre, sendo que em seis quilômetros a prefeitura está fazendo, e a gente vai fazer a intervenção nos outros 16 quilômetros”, explicou o titular da Sehurb, Egleuson Santiago.

Secretário de Habitação e Urbanismo, Egleuson Santiago destacou importância do envolvimento do governo e sociedade para conservação dos recursos naturais. Foto: Aleksandro Soares/Saneacre

O Igarapé São Francisco atravessa pelo menos 18 bairros de Rio Branco. É o segundo maior manancial da capital e grande coletor da água de chuva. Ao longo de sua extensão, é possível encontrar pneus, plásticos e até móveis e eletrodomésticos descartados. “O acúmulo de lixo é sempre um fator complicador em tempo de chuva forte. Um dos objetivos com a limpeza, além da preservação dos recursos hídricos, é evitar um mal maior à nossa cidade em época de chuvas”, enfatizou capitão BM Luiz Neto, que nesta sexta coordenou o trabalho dos bombeiros no São Francisco.

Trabalho de coleta é manual e conta com colaboração de reeducandos do Iapen. Foto: Aleksandro Soares/Saneacre

Ações educativas e fortalecimento do projeto

Além do São Francisco, o projeto prevê, ainda, a retirada de resíduos nos igarapés Amaro e Batista. Além das ações de limpeza, atividades de educação ambiental estão programadas. “A educação ambiental está presente nas secretarias de Meio Ambiente de Rio Branco e do Acre, porque é por meio dela que se muda a cultura. E trabalhamos muito seriamente, buscamos aumentar a quantidade de pessoas nessa área, para levar a uma mudança de cultura, para que não se jogue mais lixo nesse igarapé”, disse o secretário de Meio Ambiente de Rio Branco, Carlos Nasserala.

Projeto de restauração do manancial mobiliza equipes dos governos estadual, municipal e federal. Foto: Aleksandro Soares/ Sanecre

Como parte de uma iniciativa maior, visando à restauração do Igarapé São Franco, o governo do Acre firmou recentemente um protocolo de intenções com o Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC) e a Ufac.  O objetivo é promover intervenções ambientais na bacia hidrográfica, visando mitigar os impactos da urbanização e das mudanças climáticas na região.

“A ação de limpeza é emergencial,  mas precisamos fazer um trabalho de regeneração de toda a bacia do São Francisco, de todos os igarapés que fazem essa composição e cortam mais de 70 bairros de Rio  Branco. É um projeto de longo alcance, a longo prazo, que vai envolver a parceria de várias instituições e também representações sociais”, destacou a conselheira do TCE/AC, Dulce Araújo.

Ainda, na segunda-feira, 14, e terça, 15, membros do governo do Acre vão se encontrar com a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, para uma série de reuniões e apresentação de projetos. A recuperação da mata ciliar do Igarapé São Francisco e a reestruturação da área, incluindo a retirada de moradores que vivem em zonas de risco próximas ao igarapé, estão entre os temas da pauta.

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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre

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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre

A Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia (Proint) da Ufac e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Acre (Sebrae-AC) realizam o Startup Day-2026, em 21 de março, das 8h às 12h, no espaço Sebrae-Lab, Centro de Convivência do campus-sede. O evento é dedicado à inovação e ao empreendedorismo, oferecendo oportunidades para transformar projetos em negócios de impacto real. As inscrições são gratuitas e estão abertas por meio online.

O Startup Day-2026 visa fortalecer o ecossistema, promover a troca de experiências, produzir e compartilhar conhecimento, gerar inovação e fomentar novos negócios. A programação conta com show de acolhimento e encerramento, apresentações, painel e palestra, além de atividades paralelas: carreta game do Hospital de Amor de Rio Branco, participação de startups de game em tempo real, oficina para crianças, exposição de grafiteiros e de projetos de pesquisadores da Ufac.

 



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A lógica de valor da Thryqenon (TRYQN) é apoiar a evolução da economia verde por meio de sua infraestrutura digital de energia

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Foto de capa [internet]

Com a aceleração da transição para uma economia de baixo carbono e a reestruturação do setor elétrico em diversos países, cresce a discussão sobre como a infraestrutura digital pode sustentar, no longo prazo, a evolução da economia verde. Nesse contexto, a plataforma de energia baseada em blockchain Thryqenon (TRYQN) vem ganhando atenção por propor uma estrutura integrada que combina negociação de energia, gestão de carbono e confiabilidade de dados.

A proposta da Thryqenon vai além da simples comercialização de energia renovável. Seu objetivo é construir uma base digital para geração distribuída, redução de emissões e uso colaborativo de energia. À medida que metas de neutralidade de carbono se tornam compromissos regulatórios, critérios como origem comprovada da energia, transparência nos registros e liquidação segura das transações deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos obrigatórios. A plataforma utiliza registro descentralizado em blockchain, correspondência horária de energia limpa e contratos inteligentes para viabilizar uma infraestrutura verificável e auditável.

A economia verde ainda enfrenta obstáculos importantes. Existe descompasso entre o local e o momento de geração da energia renovável e seu consumo final. A apuração de emissões costuma ocorrer de forma anual, dificultando monitoramento em tempo real. Além disso, a baixa rastreabilidade de dados limita a criação de incentivos eficientes no mercado. A Thryqenon busca enfrentar essas lacunas por meio de uma estrutura digital que integra coleta, validação e liquidação de informações energéticas.

Na arquitetura da plataforma, há conexão direta com medidores inteligentes, inversores solares e dispositivos de monitoramento, permitindo registro detalhado da geração e do consumo. Na camada de transações, o sistema possibilita verificação automatizada e liquidação hora a hora de energia e créditos de carbono, garantindo rastreabilidade. Já na integração do ecossistema, empresas, distribuidoras, comercializadoras e consumidores podem interagir por meio de interfaces abertas, promovendo coordenação entre diferentes agentes do setor elétrico.

O potencial de longo prazo da Thryqenon não está apenas no crescimento de usuários ou no volume de negociações, mas em sua capacidade de se posicionar como infraestrutura de suporte à governança energética e ao mercado de carbono. Com o avanço de normas baseadas em dados e reconhecimento internacional de créditos ambientais, plataformas transparentes e auditáveis tendem a ter papel relevante na transição energética e no financiamento sustentável.

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Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre

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Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre

A Ufac inaugurou a campanha internacional Banco Vermelho, símbolo de conscientização sobre o feminicídio. A ação integra iniciativas inspiradas na lei n.º 14.942/2024 e contempla a instalação, nos campi da instituição, de três bancos pintados de vermelho, que representa o sangue derramado pelas vítimas. A inauguração ocorreu nesta segunda-feira, 9, no hall da Reitoria.

São dois bancos no campus-sede (um no hall da Reitoria e outro no bloco Jorge Kalume), além de um no campus Floresta, em Cruzeiro do Sul. A reitora Guida Aquino destacou que a instalação dos bancos reforça o papel da universidade na promoção de campanhas e políticas de conscientização sobre a violência contra a mulher. “A violência não se caracteriza apenas em matar, também se caracteriza em gestos, em fala, em atitudes.”

A secretária de Estado da Mulher, Márdhia El-Shawwa, ressaltou a importância de a Ufac incorporar o debate sobre o feminicídio em seus espaços institucionais e defendeu a atuação conjunta entre universidade, governo e sociedade. Segundo ela, a violência contra a mulher não pode ser naturalizada e a conscientização precisa alcançar também a formação de crianças e adolescentes.

A inauguração do Banco Vermelho também ocorre no contexto da aprovação da resolução do Conselho Universitário n.º 266, de 21/01/2026, que institui normas para a efetividade da política de prevenção e combate ao assédio moral, sexual, discriminações e outras violências, principalmente no que se refere a mulheres, população negra, indígena, pessoas com deficiência e LGBTQIAPN+ no âmbito da Ufac em local físico ou virtual relacionado.

No campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, a inauguração do Banco Vermelho contou com a participação da coordenadora do Centro de Referência Brasileiro da Mulher, Anequele Monteiro.

Participaram da solenidade, no campus-sede, a pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Filomena Maria Cruz; a pró-reitora de Graduação, Ednaceli Damasceno; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; a coordenadora do projeto de extensão Infância Segura, Alcione Groff; o secretário de Estado de Saúde, Pedro Pascoal; a defensora pública e chefe do Núcleo de Promoção da Defesa dos Direitos Humanos da Mulher, Diversidade Sexual e Gênero da DPE-AC, Clara Rúbia Roque; e o chefe do Centro de Apoio Operacional de Proteção à Mulher do MP-AC, Victor Augusto Silva.

 



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