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Governo do Acre investe mais de R$ 1,9 milhão em novos equipamentos e anuncia mudança de nome da Fundhacre
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Agnes Cavalcante
O governo do Estado do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), realizou nesta segunda-feira, 24, uma cerimônia especial para marcar dois avanços significativos na saúde pública: a entrega de novos equipamentos hospitalares para diversas unidades do estado e a mudança de nome da Fundação Hospital Estadual do Acre (Fundhacre), que passa a se chamar Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo.
Os investimentos em novos equipamentos hospitalares somam mais de R$ 1,9 milhão, contemplando unidades de saúde em Rio Branco, Tarauacá, Feijó, Sena Madureira, Santa Rosa do Purus, Manoel Urbano e Brasileia. O objetivo é fortalecer a infraestrutura hospitalar, melhorar o atendimento à população e garantir mais eficiência nos serviços de saúde pública.
O governador Gladson Camelí reforçou que os investimentos irão contribuir com a regionalização da saúde, proporcionando acesso de qualidade aos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS), sem que os cidadãos precisem se deslocar até a capital.
“A regionalização sempre foi uma bandeira que eu levantei. Hoje um paciente do interior não tem a necessidade de vir mais para a capital para fazer tratamento de câncer, por exemplo, como outros tratamentos, e a minha ideia é cada região ter o mesmo direito que as demais, para que a gente possa, cada vez mais, diminuir as diferenças. Quero parabenizar o secretário Pedro [Pascoal], com toda a sua equipe, e a Soron [Steiner], que está à frente da Fundação Hospitalar, por todo o compromisso que está tendo em cuidar das pessoas. Esse é o meu objetivo. E a maior obra do meu governo é cuidar das pessoas”, frisou o governador.

Já o secretário de Saúde, Pedro Pascoal, enfatizou: “Recuperando recursos que estavam perdidos da época da covid-19, nós investimos mais de 30 milhões do início dessa segunda gestão do governador Gladson até agora. Esses equipamentos chegam em uma boa hora. É o momento em que a gente está estruturando as regionais, ampliando serviços, levando saúde para os pacientes, ao invés de trazer pacientes até a saúde. Então, a Fundação Hospitalar é um hospital de alta complexidade, que trata o doente grave e precisa trabalhar com condições. E a melhor condição hoje são equipamentos de ponta, pacientes sendo atendidos nas regionais, nos seus municípios e, consequentemente, levando a melhor saúde para os nossos pacientes”.
Impacto na saúde pública

A entrega dos novos equipamentos e a modernização da Fundação Hospitalar reforçam o compromisso do governo do Acre com a melhoria dos serviços de saúde. Com os novos investimentos, a assistência aos pacientes irá melhorar ainda mais.
Na capital, as unidades contempladas são: o Pronto-Socorro da capital, o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), também a agora denominada Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo, o Centro Especializado em Reabilitação (CER III), o Sistema Assistencial à Saúde da Mulher e da Criança (SASMC), o Centro de Controle Oncológico (Cecon), o Hemoacre, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência e Emergência (Samu), Unidades de Pronto Atendimento da Sobral, 2º Distrito e Cidade do Povo, além da Oficina Ortopédica da Fundhacre. Destes, o Pronto Socorro recebeu o maior volume de recursos, totalizando R$ 330.247,40, com destaque para dois aparelhos de anestesia e um carro térmico de R$ 103.996,00.

A presidente da agora denominada Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo, Soron Steiner, enfatizou a gratidão ao governo do Estado pelo aporte de recursos que irão contribuir com a diminuição das filas de espera por cirurgias eletivas no complexo hospitalar e falou sobre a mudança no nome do hospital.
“Quero agradecer ao governador Gladson Camelí e ao secretário Pedro Pascoal pelo investimento. A entrega desses materiais e equipamentos representará um avanço considerável em diversos aspectos do serviço prestado à nossa população. Neste contexto, os serviços de saúde, especialmente a UTI do Into, a Oficina Ortopédica, e nossos serviços aqui no complexo hospitalar serão diretamente beneficiados, o que se refletirá, sem dúvida, em um atendimento mais eficiente e humanizado, atendendo à crescente demanda da nossa sociedade”, afirmou.
Mudança de nome da Fundhacre
O projeto de lei da renomeação da Fundhacre foi apresentado ao Legislativo pelo governador Gladson Camelí, que ressaltou o papel de Flaviano Melo na construção de políticas públicas e no fortalecimento da democracia no Acre. Com 22 votos favoráveis, o projeto foi aprovado por unanimidade pelos deputados estaduais. Quanto à homenagem, o governador declarou que esta “é uma forma de relembrar às pessoas quem foi aquela que sempre ajudava o Estado”.
“Cada governador que passou deixou uma marca, cada governador que passou ajudou o Estado a desenvolver-se. Eu quero ter essa consciência de manter a memória das pessoas que sempre contribuíram e fizeram o que tinha que ser feito. A Fundação Hospitalar foi uma marca do governo de Flaviano. E você vê o sucesso que é a Fundação hoje. Então, é o mínimo que posso fazer como chefe do Executivo, homenagear as pessoas que sempre ajudaram e assumiram o cargo, por exemplo, como ele, de governador, que depois foi deputado, senador, prefeito da capital e governador”, destacou Camelí.
“A homenagem ao ex-governador Flaviano Melo é muito justa e espero que toda a família se sinta muito honrada, pois Flaviano fez muito pelo Acre e a Fundhacre ter se tornado uma referência na região é parte do legado dele que seguirá vivo”, acrescentou Steiner.

Para marcar a mudança de nome, a Fundhacre ampliou a homenagem com um graffiti contendo o rosto do ex-governador. O trabalho foi feito pelo grafiteiro Matias Souza, que realizou a obra em menos de 24h. “Contribuir com esse momento histórico por meio da minha arte me enche de orgulho. Agradeço ao governador Gladson Camelí, ao secretário Pedro Pascoal, à presidente Soron Steiner e ao ex-diretor da Fundhacre, Wanderson Bragança, e toda a equipe da Fundação por terem confiado a mim essa missão. Espero que toda a família lembre deste momento com muita gratidão, pois cada traço de tinta foi aplicado com muito empenho e dedicação”, ponderou o artista.
Leonardo Melo, filho de Flaviano, expressou sua gratidão pela homenagem, em nome da família. “Eu só tenho a agradecer. E aquela homenagem (graffiti) quando eu entrei ali com a minha tia e vimos, balançou lá no fundo do coração. A presidente da Fundhacre está fazendo um trabalho bonito. A gente vê ao entrar na Fundação, que está servindo a população. Isso era o que o papai Flaviano queria, fazer as coisas para as pessoas”.
Também presente na solenidade de entrega, o deputado estadual Adailton Cruz acrescentou: “O Flaviano foi, para os acreanos, um visionário. E essa instituição, foi ele que anos atrás sonhou pra nossa saúde, e hoje tanto contribui, sendo a maior unidade de referência em saúde pública do nosso estado. É aqui onde ocorre a resolução dos nossos desafios na área de saúde. Mas não é só na saúde. Como é que se pensa em habitação sem pensar no Flaviano? Então, a gente precisa de mais políticos visionários e que tenham um coração puro, que lutem pelos acreanos. Essa homenagem é justa. Parabéns à família e ao governador”.
Quem foi Flaviano Melo
A homenagem a Flaviano Melo reconhece a trajetória do “Velho Lobo” – como era conhecido – como um dos principais fomentadores do desenvolvimento do Acre, especialmente no setor da saúde. Foi durante seu mandato como governador, entre 1987 e 1990, que Flaviano instituiu a Fundhacre, complexo hospitalar que se tornou referência em atendimento especializado para pacientes do Acre e de estados e países vizinhos.
Flaviano Flávio Baptista de Melo nasceu em Rio Branco, no dia 17 de novembro de 1949, e construiu uma carreira marcada por serviços prestados ao Acre e ao Brasil. Formado em engenharia civil, ingressou na política ainda jovem, filiando-se ao MDB em 1969. Ao longo de sua trajetória, ocupou importantes cargos públicos, como prefeito de Rio Branco, senador, deputado federal e governador do Acre.
Filho do ex-deputado Raimundo Hermínio de Melo e de Laudelina Sousa Baptista de Melo, Flaviano também se destacou pela criação de bairros em Rio Branco, como Manoel Julião e Tucumã, e pela implantação de reservatórios de água que beneficiaram milhares de famílias.
Flaviano era conhecido por seu olhar humanizado e sua dedicação em garantir que os mais vulneráveis tivessem acesso ao cuidado médico. Sua liderança política foi marcada pelo compromisso com o desenvolvimento socioeconômico e pela defesa da democracia. Mesmo após deixar o governo, continuou atuando na política, sendo deputado federal por quatro mandatos consecutivos. Flaviano faleceu no dia 20 de novembro de 2024, aos 75 anos, em São Paulo, vítima de complicações de uma pneumonia.
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Rede de trabalho franco-brasileira atua em propriedades amazônicas — Universidade Federal do Acre
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6 de março de 2026A Ufac integra uma rede de trabalho técnico-científico formada por pesquisadores do Brasil e da França, desenvolvendo trabalhos nas áreas de pecuária sustentável e produção integrada. Também compõem a rede profissionais das Universidades Federais do Paraná e de Viçosa, além do Instituto Agrícola de Dijon (França).
A rede foi construída a partir do projeto “Agropecuária Tropical e Subtropical e Desenvolvimento Regional: Cooperação entre Brasil e França”, aprovado em chamada nacional da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e do Comitê Francês de Avaliação da Cooperação Universitária com o Brasil. Esse programa iniciou na década de 1970 e, pela primeira vez, uma instituição do Acre teve um projeto aprovado.
Atualmente, alunas do doutorado em Agronomia da Ufac, Natalia Torres e Niqueli Sales, realizam parte do curso no Instituto Agrícola de Dijon, na modalidade doutorado sanduíche. Elas fazem estudos sobre sistemas que integram produção de bovinos, agricultura e a ecofisiologia de espécies forrageiras arbustivas/arbóreas.
Além disso, a equipe do projeto realiza entrevistas com criadores de gado (leite e corte), a fim de produzir informações para proposição de melhorias e multiplicação das experiências de sucesso. Há, ainda, um projeto em parceria com a equipe da Cooperativa Reca para fortalecer a pecuária integrada e sustentável.
Outra ação da rede é a proposta do sistema silvipastoril de alta densidade de plantas, com objetivo de auxiliar agricultores que possuem embargos ambientais na atividade de recomposição de reservas. No momento, a equipe discute um consórcio de plantas que atende à legislação ambiental. Da Ufac, fazem parte da rede os professores Almecina Balbino Ferreira, Vanderley Borges dos Santos, Eduardo Mitke Brandão Reis e Eduardo Pacca Luna Mattar, que trabalham nos cursos de Agronomia, Medicina Veterinária e Engenharia Florestal.
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Professora publica livro sobre sítios naturais sagrados do povo Nukini — Universidade Federal do Acre
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4 de março de 2026A professora Renata Duarte de O. Freitas, do curso de Direito do campus Floresta da Ufac, lança o livro “Aldeia Isã Vakevu, do Povo Originário Nukini: Um Sítio Natural Sagrado no Coração do Juruá” (Lumen Juris, 240 p.). O evento ocorre neste sábado, 7, às 19h, no teatro dos Nauas, em Cruzeiro do Sul. Resultado de investigação científica, a obra integra a cosmologia indígena aos marcos regulatórios da justiça ambiental.
A pesquisa é fundamentada na trajetória de resistência do povo Nukini. O livro presta homenagem à memória de Arlete Muniz (Ynesto Kumã), matriarca, parteira e liderança espiritual que preservou os conhecimentos milenares do Povo da Onça frente aos processos de aculturação e violência histórica.
O texto destaca a continuidade desse patrimônio imaterial, transmitido de geração para geração ao seu neto, o líder espiritual Txane Pistyani Nukini (Leonardo Muniz). Atualmente, esse legado sustenta a governança espiritual no Kupixawa Huhu Inesto, onde a aplicação das medicinas da floresta e a proteção territorial dialogam com a escrita acadêmica para materializar a visão de mundo Nukini perante a sociedade global.
Renata Duarte de O. Freitas introduz no cenário jurídico eixos teóricos que propõem um novo paradigma para a conservação ambiental: sítios naturais sagrados, que são locais de identidade cultural e espiritual; direito achado na aldeia, cuja proposta é que o ordenamento jurídico reconheça que a lei também emana da sacralidade desses locais; e direitos bioculturais, que demonstram que a biodiversidade da Serra do Divisor é preservada porque está ligada ao respeito pelos sítios naturais sagrados.
Ao analisar a sobreposição de uma parte do território Nukini com o Parque Nacional da Serra do Divisor, a obra oferece uma solução científica: o reconhecimento de que áreas protegidas pelo Estado devem ser geridas em conjunto com os povos originários, respeitando seus territórios sagrados.
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Em caravana, ministro da Educação, Camilo Santana, visita a Ufac — Universidade Federal do Acre
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25 de fevereiro de 2026A Ufac recebeu, nesta quarta-feira, 25, na Reitoria, campus-sede, a visita do ministro da Educação, Camilo Santana, no âmbito da caravana Aqui Tem MEC, iniciativa do Ministério da Educação voltada ao acompanhamento de ações e investimentos nas instituições federais de ensino.
Durante a agenda, o ministro destacou que a caravana tem percorrido instituições federais em diferentes Estados para conhecer a realidade de cada campus, dialogar com gestores e a comunidade acadêmica, além de acompanhar as demandas da educação pública federal.
Ao tratar dos investimentos relacionados à Ufac, a reitora Guida Aquino destacou a obra do campus Fronteira, em Brasileia, que conta com R$ 40 milhões em recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A estrutura terá seis cursos, com salas de aula, laboratórios, restaurante universitário e biblioteca.
Abordando a visita, Guida ressaltou a importância da universidade para o Estado e a missão da educação pública. “A Ufac é a única universidade pública federal de ensino superior do Acre e, por isso, tem papel estratégico na formação e no desenvolvimento regional. A educação é que transforma vidas, transforma o país.”

Outro tema tratado durante a agenda foi a implantação do Hospital Universitário no Acre. Camilo Santana afirmou que o Estado é o único que ainda não conta com essa estrutura e informou que o governo federal dispõe de R$ 50 milhões, por meio do Novo PAC, para viabilizar adequações e a implantação da unidade.
Ele explicou que a prioridade continua sendo a concretização de uma parceria para doação de um hospital, mas afirmou que, se isso não ocorrer, o MEC buscará outra alternativa para garantir a instalação do serviço no Estado. “O importante é que nenhum Estado desse país deixe de ter um hospital universitário”, enfatizou.

Guida reforçou a importância do projeto e disse que o Hospital Universitário já poderia ser celebrado no Acre. Ao defender a iniciativa, contou que a unidade contribuiria para qualificar o atendimento, reduzir filas de tratamento fora de domicílio e atender melhor pacientes do interior, inclusive em casos ligados às doenças tropicais da Amazônia. Em tom crítico, declarou: “O cavalo selado, ele só passa uma vez”, ao se referir à oportunidade de implantação do hospital.
Após coletiva de imprensa, o ministro participou de reunião fechada com pró-reitores, gestores, políticos e parlamentares da bancada federal acreana, entre eles o senador Sérgio Petecão (PSD) e as deputadas Meire Serafim (União) e Socorro Neri (PP).
A comitiva do MEC foi formada pela secretária de Educação Básica, Kátia Schweickardt; pelo secretário de Educação Profissional e Tecnológica, Marcelo Bregagnoli; pelo secretário de Educação Superior, Marcus Vinicius David; e pelo presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, Arthur Chioro.
Laboratório de Paleontologia
Depois de participar de reunião, Camilo Santana visitou o Laboratório de Paleontologia da Ufac. O professor Edson Guilherme, coordenador do espaço, apresentou o acervo científico ao ministro e destacou a importância da estrutura para o avanço das pesquisas no Acre. O laboratório foi reformulado, ampliado e recentemente reinaugurado.

Aberto para visitação de segunda a sexta-feira, em horário de expediente, exceto feriados, o local reúne fósseis originais e réplicas de animais que viveram no período do Mioceno, quando o oeste amazônico era dominado por grandes sistemas de rios e lagos. A entrada é gratuita e a visitação é aberta a estudantes e à comunidade em geral.
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