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Governo do Acre realiza cerimônia de certificação e aula inaugural para qualificação de servidores

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Andressa Larissa

O governo do Acre, por meio da parceria entre a Secretaria de Estado de Administração (Sead) e o Instituto Estadual de Educação Profissional e Tecnológica (Ieptec), realizou nesta terça-feira, 5, a cerimônia de certificação de 59 servidores públicos estaduais, celebrando a conclusão das primeiras turmas dos cursos de Assistente de Recursos Humanos, Operador de Computador, Patrimônio, Arquivo e Logística. O evento também marcou o início de novas turmas, que capacitarão mais 135 servidores nessas áreas.

O segundo-tenente da Polícia Militar do Acre, Gerrison Maciel, concluiu o curso de Logística. Foto: Ascom/Sead

A iniciativa integra o Projeto de Qualificação Profissional, por meio do Departamento de Capacitação e Formação da Sead (Decap), que busca fortalecer a gestão pública e desenvolver as habilidades dos servidores, em conformidade com o Plano de Governo e o Planejamento Estratégico da Sead e do Ieptec. O secretário de Administração, Paulo Roberto Correia, destacou em seu discurso que a capacitação reflete o compromisso do Estado com seus servidores e a valorização do serviço público.

“Estamos aqui não apenas para certificar 59 formandos, mas também para dar as boas-vindas a 135 novos servidores que iniciarão essa jornada de aprendizado. Esta é uma oportunidade valiosa, que abre portas para o conhecimento em áreas estratégicas da gestão pública. Os conhecimentos adquiridos beneficiarão tanto o desenvolvimento individual quanto a qualidade dos serviços públicos oferecidos à sociedade acreana”, afirma o secretário.

O secretário Paulo Roberto parabenizou os concluintes, e aos novos alunos desejou que aproveitem ao máximo cada aprendizado, para que, ao final dessa trajetória, também possam celebrar suas conquistas. Foto: Ascom/Sead

A servidora da Divisão de Arquivo da Secretaria de Estado de Habitação e Urbanismo (Sehurb), Diana Dantas, ressaltou a importância do Curso Básico de Arquivo em sua formação profissional, destacando como a parceria entre a Sead e o Ieptec proporcionou uma capacitação de alta qualidade. “O curso trouxe aprimoramento nos conceitos de gestão e preservação de documentos, tanto físicos quanto digitais. As aulas teóricas e práticas ampliaram nossa visão sobre o papel de um arquivo e sua gestão dentro das secretarias”, afirma.

A concluinte Diana Dantas recebeu seu certificado das mãos de Aires Pergentino, coordenador do Cept. Campos Pereira. Foto: Ascom/Sead

Durante a cerimônia, foram entregues simbolicamente apostilas e camisetas a cinco alunos, representando cada um dos cursos básicos. O projeto visa qualificar 300 servidores estaduais, promovendo a formação em áreas fundamentais para a administração pública e refletindo o compromisso do governo do Acre com a valorização e capacitação de seus servidores.

“É sempre uma grande satisfação presenciar momentos como esse em que o Ieptec certifica servidores do Estado. Esse é o nosso papel na sociedade acreana, não só capacitar a população em geral, mas também aqueles que oferecem atendimentos diversos aos que buscam os serviços do governo do Acre”, disse o presidente do Ieptec, Alírio Wanderley.

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia-interna.jpg

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



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