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Governo do Acre reinaugura Estádio Arena da Floresta com festa histórica, arquibancadas lotadas e compromisso pelo esporte e juventude

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Samuel Bryan

O estádio Arena da Floresta voltou a brilhar neste domingo, 24, como o maior símbolo do esporte acreano. Sob os gritos entusiasmados de mais de 13 mil torcedores, o estádio reabre suas portas com a energia de uma verdadeira celebração popular. O amistoso entre o Santa Cruz do Acre e o Flamengo Sub-20 foi apenas o começo de um fim de tarde ensolarado depois de uma forte chuva de inverno amazônico que trouxe à tona o orgulho, a paixão e a esperança de um futuro promissor para o futebol e para a juventude do estado.

Governador Gladson Cameli declarou emocionado a reabertura do estádio. Foto: Diego Gurgel/Secom

A revitalização do estádio, que custou mais de R$ 7,9 milhões, transformou o Arena da Floresta em um espaço moderno, acessível e sustentável. A obra incluiu a troca completa do gramado, renovação das arquibancadas, instalação de iluminação em LED e melhorias nos acessos e nas áreas internas. O estádio foi pintado em tons de verde, em homenagem à floresta amazônica, e recebeu sistemas que priorizam eficiência energética e sustentabilidade.

Comandando a festa e orgulhoso de levar um momento histórico e de felicidade ao povo acreano, o governador Gladson Cameli declarou emocionado a reabertura do estádio: “O esporte é saúde, e estamos investindo na saúde e no futuro do Acre. Quero criar as condições para que, em médio prazo, tenhamos craques acreanos representando nosso estado no Brasil e no mundo”.

Revitalização do estádio, que custou mais de R$ 7,9 milhões, transformou o Arena da Floresta em um espaço moderno, acessível e sustentável. Foto: Diego Gurgel/Secom

Um jogo para entrar para a história

Após sua reforma ampla, o Arena da Floresta reabre suas portas com um amistoso entre Flamengo e Santa Cruz do Acre, atraindo torcedores de todo o estado. A Secretaria Extraordinária de Esporte e Lazer (SEEL) revelou que foram disponibilizados 13 mil ingressos, completamente esgotados.

O Santa Cruz do Acre Esporte Clube foi o representante do estado no amistoso. Criado em 2022, o clube é símbolo de esperança e desenvolvimento, apostando na formação de jovens atletas. Com 125 jogadores em categorias de base que vão do sub-13 ao sub-20, o clube já coleciona títulos e se prepara para a primeira Copa São Paulo de Futebol Júnior da sua história.

Com 125 jogadores em categorias de base que vão do sub-13 ao sub-20, o Santa Cruz já coleciona títulos. Foto: Diego Gurgel/Secom

“Hoje é um dia especial. Nunca imaginamos começar um projeto com um jogo desse tamanho. Isso mostra que estamos no caminho certo”, afirmou o presidente do Santa Cruz, Adem Araújo.

Vindo ao Acre por meio de uma parceria do governo do Estado, o Flamengo Sub-20 tem uma história rica e vitoriosa, sendo uma das principais categorias de base do futebol brasileiro. A base rubro-negra é conhecida por revelar grandes talentos que, futuramente, sobem para o profissional e até mesmo são vendidos para clubes europeus.

Reconhecida mundialmente por revelar talentos, a equipe Sub-20 do Flamengo trouxe ao Acre um espetáculo de técnica e profissionalismo. A presença da base rubro-negra fortaleceu a conexão do clube com torcedores locais.

Sob os gritos entusiasmados de mais de 13 mil torcedores, o estádio reabre suas portas com a energia de uma verdadeira celebração popular. Foto: Pedro Devani/Secom

Vitor Zanelli, vice-presidente do Flamengo, destacou a importância de estar perto dos torcedores: “O Flamengo é uma família nacional. Estamos aqui para retribuir o carinho da nossa torcida e criar momentos inesquecíveis.”

Apoio e união

O evento contou com a presença de autoridades, como o vice-presidente da CBF, Antônio Aquino Lopes, que parabenizou o governo pela obra. “A Arena da Floresta está impecável. Um marco para o futebol acreano e uma inspiração para os jovens atletas”, declarou.

Vitor Zanelli, vice-presidente do Flamengo, destacou a importância de estar perto dos torcedores. Foto: Diego Gurgel/Secom

O secretário de Esporte, Ney Amorim, enfatizou o esforço conjunto para a realização do evento. “A palavra de hoje é gratidão. Ao governador Gladson Cameli, ao Flamengo, e a todos que trabalharam para que este momento acontecesse”, afirmou.

Segurança e infraestrutura

A reinauguração contou com um esquema de segurança reforçado, elaborado pelo Comando do Policiamento da Capital. Desde o patrulhamento no entorno até a presença ostensiva dentro do estádio, tudo foi planejado para garantir um evento tranquilo.

Desde o patrulhamento no entorno até a presença ostensiva dentro do estádio, tudo foi planejado para garantir um evento tranquilo. Foto: Pedro Devani/Secom

Além disso, o acesso ao estádio recebeu melhorias com uma operação tapa-buracos realizada pelo Departamento de Estradas de Rodagem (Deracre).

História e legado

Desde sua inauguração em 2006, a Arena da Floresta tem sido um símbolo do esporte acreano. Com capacidade para 13.784 espectadores, o estádio já recebeu grandes partidas e momentos históricos. Agora, com sua revitalização, renasce como centro de integração esportiva e cultural para o estado.

Desde sua inauguração em 2006, a Arena da Floresta tem sido um símbolo do esporte acreano. Foto: José Caminha/Secom

A reinauguração da Arena da Floresta marca mais que a reabertura de um estádio; representa um compromisso do governo com o esporte e a juventude, reforçando o papel do Acre como um celeiro de talentos e palco de grandes eventos.

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia-interna.jpg

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



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