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Governo finaliza implementação do Programa de Aquisição de Alimentos na Terra Indígena Kaxinawá de Nova Olinda, em Feijó

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Juliana Queiroz

Em uma jornada que durou cerca de dez dias, considerando o tempo de deslocamento a partir de Rio Branco, pela rodovia BR-364, e o percurso fluvial pelo Rio Envira e, mesmo com as dificuldades logísticas enfrentadas pelas equipes da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Acre (Emater) e da Secretaria de Estado de Agricultura (Seagri), o encerramento da implementação do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) na Terra Indígena Kaxinawá de Nova Olinda, no município de Feijó, foi realizado com êxito.

As equipes se deslocaram de Rio Branco, no sábado, 19, chegando à terra indígena na terça-feira, 22. Foram três dias de programação, que contou com reuniões e seminários, além de atividades festivas que fazem parte da cultura local.

Governo finaliza implementação Programa de Aquisição de Alimentos na Terra Indígena Kaxinawá de Nova Olinda, em Feijó. Foto: Jean Lopes/Emater

Por meio do PAA, o governo federal compra alimentos produzidos pela agricultura familiar e os destina gratuitamente para pessoas que não têm acesso à alimentação adequada e saudável e àquelas atendidas pela rede da assistência social. Atua com a finalidade de fortalecer a agricultura familiar, combater a fome, promover a segurança alimentar e nutricional.

O projeto representou apoio à agricultura tradicional dos Kaxinawá, incentivando o plantio de mandioca, milho e frutas nativas, fundamentais para preservar a identidade cultural e promover a geração de renda para as famílias da comunidade.

Programação contou com reuniões e seminários, além de atividades festivas que fazem parte da cultura local. Foto: Jean Lopes/Emater

“A logística tem suas dificuldades; são três dias subindo de barco e dois dias descendo; nesse intervalo, tanto da ida quanto da volta, precisamos parar, pois não dá para navegar à noite. Mas é muito prazeroso estar nessa missão com a equipe e ver o resultado desse lindo trabalho de união, voltado para os povos indígenas; e, claro, contemplar as belezas naturais da nossa querida terra”, afirma o extensionista da Emater, Edvilson Gomes.

Equipes se deslocaram de Rio Branco, no sábado, 19, chegando à terra indígena na terça-feira, 22. Foto: Jean Lopes/Emater

A parceria do governo do Estado com o projeto PAA ocorreu por meio de capacitações e assistência técnica, sendo estas realizadas pelos técnicos da Emater, contribuindo assim para o processo de comercialização dos produtos. A iniciativa ajuda a criar um ciclo positivo de geração de renda e fortalece a conservação ambiental.

Capacitação e assistência técnica para processo de comercialização se deu por meio dos técnicos da Emater. Foto: Jean Lopes/Emater

O extensionista Ronei Santana explica que o projeto se desenvolveu com o apoio de assistência técnica e extensão rural para comunidades indígenas,favorecidas com processos de inclusão socioprodutiva com as oportunidades apresentadas pelos mercados institucionais, como o PAA e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae).

“São programas importantes, que estabelecem um processo de gestão empreendedora de comunidades e surgem como uma oportunidade de geração de renda, administração e gestão de projetos voltados para os mercados. Favorecem as comunidades com um programa de alimentação de acordo com a sua cultura e reúnem todos os fundamentos da sustentabilidade, como a parte econômica que gera renda para as famílias”, explica.

Programa de alimentação reúne todos fundamentos da sustentabilidade, como parte econômica que gera renda para famílias. Foto: Jean Lopes/Emater

“Agora nossos próximos passos serão de avançar ainda mais fortemente nas outras possibilidades de mercados institucionais. Através da parceria entre a Emater e a Seagri, vamos continuar evoluindo no processo de assistência técnica de extensão rural indígena, o que denominamos Ater Indígena, e fazer com que outras comunidades também possam adaptar e replicar as atividades com os mesmos objetivos, de forma organizada, como a Terra Indígena Nova Olinda, que tem sido um exemplo importantíssimo de gestão dos recursos e de organização comunitária”, disse Ronei.

Produtos foram entregues em quatro escolas indígenas do governo do Estado. Foto: Jean Lopes/Emater

Ao todo, as famílias participantes entregaram quase 60 toneladas de alimentos. Os projetos forneceram 24 tipos de produtos, como farinha, goma, abacaxi, mamão, banana, pimenta-de-cheiro, açaí, jerimum, macaxeira, amendoim, batatas tradicionais e milho verde. Todos os produtos foram entregues em quatro escolas indígenas do governo do Estado. A aluna Deborah Kaxinawá aprovou a merenda: “Tá muito gostosa, gostei muito”. Foram beneficiados cerca de 270 alunos indígenas da rede pública estadual.

Aluna Deborah Kaxinawá aprovou a merenda escolar. Foto: Jean Lopes/Emater

“Esse projeto trouxe benfeitorias para a comunidade, um apoio muito importante. A minha expectativa é que o projeto continue, para que possamos continuar trabalhando, produzindo, vendendo e garantindo o alimento da nossa comunidade. Quem ganha é a nossa terra indígena; gratidão pelo projeto”, afirma o cacique Carlos Robenir de Matos.

“Esse projeto trouxe benfeitorias para a comunidade”, diz cacique Carlos Robenir de Matos. Foto: Jean Lopes/Emater

“Quero agradecer ao governo do Estado por esse incentivo; esse projeto melhorou muito nossa comunidade”, afirmou a produtora Maria Antônia da Silva.

“Quero agradecer ao governo e às pessoas que trouxeram o projeto para nossa comunidade”, disse Maria Ivani  Kaxinawá. Foto: Jean Lopes/Emater

“Como produtora, vejo esse projeto como de grande importância, por poder estar fazendo a entrega do produto. Com o meu povo, peço que esse projeto não pare por aqui, porque está nos beneficiando. Quero agradecer ao governo e às pessoas que trouxeram o projeto para nossa comunidade”, disse Maria Ivani Kaxinawá.

Mais sobre o PAA

O Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) é executado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) no Acre com a Associação Indígena Aspakno e Akaf, realizado com as populações originárias.

Na modalidade Compra com Doação Simultânea (CDS), cujos recursos financeiros são oriundos do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate a Fome, o PAA é operacionalizado pela Conab no Acre.

Nos projetos das associações Aspakno e Akaf, os valores somaram montante superior a R$ 520 mil e 45 famílias comercializaram seus produtos por meio dos contratos com a Conab, garantindo renda e comercializando a preços justos de mercado. O grupo produtor é composto por mais de 70% de mulheres.

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Josimar Ferreira inicia gestão de 4 anos como reitor da Ufac — Universidade Federal do Acre

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Josimar Ferreira inicia gestão de 4 anos como reitor da Ufac-reitor-e-vice.jpg

O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com os novos pró-reitores da administração superior para marcar o início da gestão do quadriênio 2026-2030 e tratar das primeiras ações e prioridades a serem tomadas na universidade. O encontro ocorreu nesta quarta-feira, 12, na Reitoria, campus-sede. A sessão solene pública de transmissão de cargo da Reitoria será realizada na sexta-feira, 21, às 17h, no Teatro Universitário.

Josimar afirmou que a eficiência na aplicação dos recursos e a austeridade estarão entre os princípios da gestão. Hoje ele também se reúne com as equipes das áreas de planejamento e administração para avaliar o orçamento disponível para execução das atividades até o fim do ano. “Esse é um princípio que adotamos desde o primeiro dia”, afirmou.

Entre as primeiras medidas anunciadas está a retomada das reuniões presenciais dos conselhos universitários. Segundo o reitor, a mudança será implementada já nesta primeira semana de gestão.

Outra ação prevista é a criação de uma nova pró-reitoria, voltada a ações afirmativas, equidade, gênero e inclusão. De acordo com Josimar, a proposta é colocar essas políticas no centro da estrutura administrativa da universidade e ampliar sua atuação nas políticas acadêmicas.

A nova gestão também dará continuidade ao processo de realização do vestibular do curso de Medicina. O reitor informou que a Ufac já garantiu recursos e iniciará a fase de contratação da empresa responsável pelo certame. A previsão é que as provas sejam aplicadas nas cinco regionais do Acre, com manutenção do bônus regional.

A interiorização também está entre as prioridades apresentadas. A gestão pretende iniciar discussões sobre a ampliação da presença permanente da universidade no interior, incluindo a regional do Purus, em Sena Madureira, e a região de Tarauacá e Envira.

Josimar destacou ainda a intenção de ampliar a aproximação da Ufac com diferentes setores da sociedade. “Queremos aproximar a relação com a sociedade, com o serviço, com o comércio, com a indústria, e com isso fortalecer o nosso tripé, o ensino, a pesquisa e a extensão.”

Integram a nova administração superior a vice-reitora Almecina Balbino; a pró-reitora de Graduação, Danila Torres; o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Dionatas Meneguetti; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro; a pró-reitora de Assuntos Estudantis, Aline Nicolli; o pró-reitor de Planejamento, Edcarlos Souza; o pró-reitor de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Thiago Lima; e o pró-reitor de Administração, Tone Roca.

 



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Proaes lança plataforma para cadastro da assistência estudantil — Universidade Federal do Acre

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A Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes), da Ufac, oficializou o lançamento do Cadastro da Assistência Estudantil (Caes) nessa terça-feira, 11. A nova plataforma digital foi desenvolvida para reformular o processo de seleção de bolsas e auxílios financeiros da instituição, com o objetivo de reduzir a burocracia, otimizar o fluxo socioeconômico e ampliar o acesso dos acadêmicos aos programas de permanência universitária.

A plataforma já está disponível para acesso e o preenchimento do cadastro poderá ser realizado ao longo do ano de 2026. A transição completa do fluxo de seleção para o novo ambiente digital será concluída para ter validade nos editais previstos para o ano letivo de 2027.

O sistema apresenta interface que se adapta, permitindo o preenchimento e acompanhamento das etapas diretamente por dispositivos móveis, como celulares e tablets. Outra mudança estrutural do Caes é a otimização do formulário socioeconômico, que teve sua extensão reduzida de 14 para 9 páginas. O documento passa a ser pré-preenchido de forma automática com dados cadastrais já existentes nas bases de dados integradas da Ufac, evitando a inserção repetitiva de informações pessoais pelos discentes.

O modelo operacional introduz a aprovação prévia do cadastro socioeconômico, que terá validade mínima de dois anos. Com a homologação efetuada pela equipe de assistentes sociais da Proaes, o estudante integrará um banco de dados unificado, ficando apto a diferentes modalidades de auxílios e bolsas por meio de uma manifestação de interesse digital, sem a necessidade de reapresentar a documentação completa a cada novo edital lançado. Apenas modalidades específicas que demandem comprovações complementares, como o auxílio-creche, exigirão anexos pontuais.

O desenvolvimento da ferramenta durou aproximadamente dez meses e foi viabilizado por uma cooperação técnica entre a Proaes, o projeto WebAcademy, sob coordenação do professor Daricélio Moreira, o Núcleo de Tecnologia da Informação e o corpo de assistentes sociais da universidade, que atuaram na especificação das regras de negócio do software. Três acadêmicos selecionados via edital atuaram diretamente na programação e construção do sistema.

“O Cadastro da Assistência Estudantil vai trazer uma redução na burocracia e a possibilidade de melhorar o acesso dos estudantes aos benefícios da Proaes”, disse o pró-reitor de Assuntos Estudantis, Isaac Dayan. “Temos vários aspectos que ajudam o estudante a ter uma melhor experiência na hora de concorrer, como uma interface intuitiva e a redução da quantidade de páginas do formulário. Acreditamos que será um grande avanço na política de assistência estudantil.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)

 



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Brinquedoteca da Ufac oferece atividades lúdico-pedagógicas — Universidade Federal do Acre

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Brinquedoteca da Ufac oferece atividades lúdico-pedagógicas-c.jpg

A Brinquedoteca da Ufac, inaugurada em 11 de fevereiro de 2016, localizada no Bloco Multidisciplinar, campus-sede, funciona como um Laboratório Pedagógico de Ensino, Pesquisa e Extensão para os cursos de licenciatura da instituição, tendo o jogo e as brincadeiras como elementos centrais do desenvolvimento infantil.

Atendendo crianças de 3 a 10 anos, o espaço contempla as comunidades interna e externa. O horário de funcionamento regular é de segunda a sexta-feira, no turno vespertino, das 13h30 às 17h30. No período matutino, o funcionamento depende da programação, que é divulgada previamente.

Entre as atividades desenvolvidas, estão: desenho e pintura (com tinta, lápis de cor e giz de cera); jogos teatrais e de tabuleiro; dança e confecção de brinquedos; contação de histórias e sessões de cinema com pipoca. Durante os eventos, o uso de smartphones é proibido.

Desde 2025, o espaço conta com o projeto de extensão Brincarte, coordenado pela professora Giane Lucélia Grotti, visando desenvolver, no Laboratório da Brinquedoteca, um ambiente de interação e socialização, estimulando habilidades sociais e culturais por meio de atividades lúdicas, e contribuir para o desenvolvimento integral da criança.

O campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, também conta com uma brinquedoteca, inaugurada em 2025 e coordenada pela professora Adma de Oliveira Martins, com funcionamento de manhã e à tarde, atendendo crianças de 4 a 11 anos.

Confira mais informações sobre a Brinquedoteca da Ufac

 



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