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Governo planeja programa para investimento estrangeiro – 11/01/2025 – Mercado

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Fábio Pupo

O governo está desenvolvendo um programa de simplificação e desburocratização para facilitar o ingresso dos investimentos diretos no país, como são chamados os aportes internacionais ligados a compromissos de longo prazo. A intenção é que o projeto comece a ser colocado em prática no ano que vem.

A medida parte do diagnóstico de que atualmente o estrangeiro considera difícil consultar informações e atender a exigências, como licenças ambientais e outros tipos de permissões para investir em iniciativas reais no Brasil.

Para tentar mitigar o problema e atrair mais capital, está sendo criada uma plataforma que centralizará a consulta a dados e unificará processos exigidos por diferentes órgãos –como agências reguladoras e órgãos ambientais, tanto federais como estaduais.

Márcio Elias, secretário-executivo do Mdic (Ministério de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), afirma à Folha que a Janela Única de Investimentos (como o programa foi batizado) será uma plataforma semelhante ao Portal Único do Comércio Exterior. O site, lançado em 2014, permite obter de forma centralizada autorizações e licenças para exportar ou importar e elevará em US$ 51,8 bilhões a exportação brasileira até 2040, nas contas da CNI (Confederação Nacional da Indústria).

A intenção é que o novo projeto, planejado para ser lançado no ano que vem com os primeiros serviços, seja constantemente aprimorado. “Com isso, a gente começa a facilitar a compreensão daquele que quer realizar o investimento no país. A ideia é reunir tudo em uma única ferramenta digital.”

A principal inspiração internacional vem do México e sua “Ventanilla Única para Inversionistas”. O site dá orientações detalhadas e possibilita fazer trâmites unificados, por setor econômico (como indústria, construção ou mineração) ou por unidade federativa no país.

Renato Rezende, coordenador-geral da subsecretaria de Investimentos Estrangeiros do Mdic, afirma que, desde que a plataforma mexicana foi criada, os aportes internacionais naquele país só cresceram.

“No México, o sujeito que quer investir em uma fábrica é capaz, através da Janela Única, de agendar [licenciamento ou vistoria de] uma instalação hidráulica ou uma instalação elétrica”, afirma Rezende. “Ele pode já entrar com toda a documentação necessária online”.

“Isso é um projeto de fôlego e de Estado, não de governo. A gente espera, com todas essas ferramentas, melhorar bastante a captação de investimentos e também o uso mais inteligente desses investimentos para setores estratégicos, como no PAC [Programa de Aceleração do Crescimento]”, diz.

Elias e Rezende afirmam que a iniciativa por si só não será a solução para atrair investimentos, mas ainda assim ressaltam a importância que ela pode ter para agilizar os procedimentos para o investidor e facilitar a vida de eventuais novos interessados.

A iniciativa é planejada enquanto se inicia o novo governo de Donald Trump nos Estados Unidos, que tem despertado incertezas sobre o fluxo internacional de capitais. “Nesse momento, a Janela é uma ferramenta absolutamente imprescindível”, diz Rezende.

O investimento direto existe quando, em uma economia, um investidor detém 10% ou mais do capital com direito a voto de uma empresa ou fundo de investimento em outra economia.

De acordo com o Banco Central, a partir desse grau de participação, é considerado que o investidor direto possui interesse de longo prazo na empresa e grau significativo de influência na sua gestão. A motivação difere daquela do investidor em carteira (da Bolsa, por exemplo), que não busca exercer influência sobre a gestão da empresa investida.

Dados do BC mostram que o nível de investimento direto no Brasil tem mostrado sustentação, apesar do estresse nos mercados com o noticiário fiscal. O ingresso líquido de janeiro a novembro de 2024 (mais recente dado disponível) foi de US$ 68,3 bilhões, 6% a mais do que no mesmo período do ano anterior.

Lívio Ribeiro, pesquisador associado do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas) e sócio da BRCG Consultoria, afirma que o programa não será um divisor de águas para a atração de capitais e que o país deveria estar voltado a ações estruturais.

“Não atrapalha, mas não é um game changer. É bom saber como funcionam as regras e ter uma forma simples de entender isso, mas mais importante é que as regras não mudem”, diz. “Tudo isso não é questão de um programa de atração, são questões transversais”, afirma.

Em sua visão, o respeito às regras de Estado democrático de Direito e uma comunicação sem ruídos, em especial sobre a questão fiscal, são questões a serem consideradas. “Não tem muito o que fazer. A gente tem que fazer o dever de casa, sem balançar o barco ainda mais. Quanto menos incerteza você criar, melhor”.



Leia Mais: Folha

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Fórum de reitores debate desafios para ensino superior público — Universidade Federal do Acre

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A reitora Guida Aquino participou do 1º Fórum de Reitoras e Reitores da América Latina e do Caribe, realizado na segunda-feira, 29, e terça-feira, 30, em Foz do Iguaçu (PR), reunindo dirigentes de 89 instituições brasileiras, entre universidades e institutos federais, além de 67 representantes de 17 países latino-americanos e caribenhos, para debater os desafios e as perspectivas da educação superior pública, da cooperação internacional e da integração regional.

“A integração entre as universidades da América Latina e do Caribe é fundamental para o fortalecimento da educação superior pública, da produção científica e da construção de respostas conjuntas aos desafios sociais, econômicos e ambientais que compartilhamos enquanto região”, disse a reitora.

Durante a programação, foram debatidos temas estratégicos como a democratização do acesso ao ensino superior, a inclusão social, a mobilidade acadêmica, a pesquisa e a inovação, bem como mecanismos para ampliar a cooperação internacional e fortalecer as redes de produção científica e tecnológica entre os países participantes.

O evento contou com a participação do ministro da Educação, Leonardo Barchini, e do secretário de Educação Superior do Ministério da Educação, Marcus David, além de representantes de organismos internacionais e lideranças acadêmicas.

 



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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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