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Governo quer leiloar R$ 106,42 bi no setor de transportes – 03/01/2025 – Mercado
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André Borges
O governo federal pretende realizar pelo menos 87 concessões no setor de infraestrutura de transportes ao longo de 2025, projetos que somam R$ 106,42 bilhões em investimentos. A maior parte desses recursos está concentrada nas repactuações de contratos antigos, acordos que estão sendo renegociados entre as empresas e o governo.
O setor rodoviário deve ser, novamente, aquele que concentrará a maior parte dos recursos. São esperadas, pelo Ministério dos Transportes, sete repactuações de concessões de estradas federais, acordos que estão em análise no TCU (Tribunal de Contas da União). Essas sete repactuações, se confirmadas, somam R$ 60,32 bilhões de investimentos em rodovias.
Já a oferta de novos trechos rodoviários envolve oito estradas que ainda são geridas pelo governo federal e que deverão ser repassadas à iniciativa privada. Ao todo, essa carteira soma R$ 34,16 bilhões.
No MPor (Ministério de Portos e Aeroportos), a meta é fazer 21 concessões de terminais portuários neste ano, com previsão de R$ 8,54 bilhões de investimentos. Em relação aos aeroportos, a pasta pretende conceder 51 terminais de pequeno porte às concessionárias que já controlam os maiores aeroportos do país, oferecendo prazo de concessão ou redução de valores atuais das outorgas que possuem. Neste caso, são mais R$ 3,4 bilhões previstos.
Folha Mercado
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Entre todos os modais, o setor ferroviário é aquele que inicia 2025 mais atrasado. As repactuações negociadas com as atuais concessionárias do setor estão em andamento, mas não na velocidade que se imaginava, o que tem atrasado o anúncio de novos trechos e ofertas. O ministro dos Transportes, Renan Filho, diz que haverá leilões de ferrovias neste novo ano, embora ainda não haja uma agenda específica para que isso ocorra.
“Na área de rodovias, a gente espera fazer 15 concessões, entre leilões novos e repactuações. Na verdade, a repactuação é também um leilão, porque a obra está parada e nunca foi resolvida. Ao resolver problemas do passado, estamos dando solução ao que virou problema em outros governos. Além disso, antes de assinar com a concessionária, a proposta é oferecida ao mercado. Então, essa solução pode ser ainda mais relevante do que fazer leilão de novos trechos”, disse Renan Filho.
No setor portuário, todos os olhos se voltam para a oferta do terminal STS10, do porto de Santos (SP). Com previsão atualizada de investimentos superiores a R$ 4 bilhões, o leilão do novo terminal de contêineres do porto deverá ser o maior já realizado pelo setor.
“Este novo ano tem tudo para ser o ano mais forte das concessões portuárias na história do Brasil. O leilão do terminal STS10 é prioridade máxima, porque dobrará a capacidade do porto de Santos”, disse o ministro Sílvio Costa Filho.
As ambições logísticas do governo podem esbarrar, porém, em dificuldades do cenário macroeconômico, como a alta de juros, que leva os investidores a buscarem propostas com maiores taxas de retorno, já que os projetos de infraestrutura passam a concorrer com os papéis financeiros.
“A questão dos juros é um fator importante e que pode impactar as concessões, tanto as que já estão na rua, quanto aquelas que estão sendo estruturadas. Isso pode levar a uma pressão do mercado sobre o governo, seja em busca de uma taxa de retorno maior, seja sobre a redução da matriz de risco dos projetos, devido à volatilidade de cada oferta”, diz Isadora Cohen, sócia da ICO Consultoria.
Nas repactuações de rodovias, o modelo prevê que, depois de fechar a proposta de reequilíbrio financeiro com o atual concessionário, o negócio será ofertado a terceiros, como forma de oferecer transparência e competitividade em relação a cada negócio. Devem ser assinados os contratos que envolvem a Eco101 (BR-101/ES), Ecoponte/Fluminense (BR-101/RJ), CCR MSVia (BR-163/MS), Via Bahia (BRs 116 e 324/BA); Fernão Dias (BR-381/SP-MG), Régis Bittencourt (BR-116/SP-PR), Via Brasil (BR-163/MT) e Concebra (BRs 060, 153 e 262/DF-GO-MG).
Já os novos trechos rodoviários incluem estradas como a BR-364, entre Porto Velho e Vilhena (RO), dois lotes de rodovias no Paraná e a Ponte Internacional São Borja-Santo Tomé, na fronteira com a Argentina.
“De maneira geral, acredito que tanto esses projetos novos de rodovias quanto as repactuações vão acontecer. A taxa de juros e a situação do dólar podem trazer algum risco de leilão vazio, mas os projetos neste setor são interessantes”, diz Mauricio Portugal Ribeiro, sócio do Portugal Ribeiro & Jordão Advogados.
O especialista em infraestrutura vê com cautela, porém, os projetos do Programa “AmpliAR”, iniciativa do MPor que pretende modernizar a infraestrutura dos aeroportos regionais. Neste ano, o plano é oferecer 51 aeródromos localizados na Amazônia Legal e no Nordeste, regiões com maior déficit de infraestrutura aeroportuária em cidades do interior dos Estados.
“Vejo com certo ceticismo esse programa, porque ainda não percebi, na iniciativa privada, grande interesse em avançar com isso. São aeroportos que oferecem riscos, como investimentos não previstos. O retorno pode não compensar o risco”, diz Ribeiro.
Apesar de consultores do setor de infraestrutura chamarem a atenção para a influência do cenário macroeconômico instável, ponderam que as concessões, por oferecerem contratos com prazo de até 30 anos, acabam atraindo investidores, já que envolvem resultados aferidos por décadas.
“Embora a taxa de juros seja um desafio, esse mercado aposta no longo prazo. Há uma visão do investidor profissional em concessões de que, em 30 anos, o contexto tem peso no resultado de longo prazo”, afirma Isadora Cohen. “O ano de 2024 foi importante para os projetos rodoviários, por exemplo, que amadureçam, seguindo bons parâmetros regulatórios. Houve um fortalecimento dos modelos e a consolidação de um mercado mais diverso e numeroso de players, com atores financeiros entrando no setor.”
CONCESSÕES DE TRANSPORTES EM 2025
7 repactuações de concessões de rodovias
Investimento previsto: R$ 60,32 bilhões
8 novas concessões de rodovias
Investimento previsto: R$ 34,16 bilhões
21 concessões de terminais portuários
Investimento previsto: R$ 8,54 bilhões
51 terminais de aeroportos de pequeno porte
Investimento previsto: R$ 3,4 bilhões
Fonte: Ministério dos Transportes e Ministério de Portos e Aeroportos
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Fórum de reitores debate desafios para ensino superior público — Universidade Federal do Acre
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1 de julho de 2026A reitora Guida Aquino participou do 1º Fórum de Reitoras e Reitores da América Latina e do Caribe, realizado na segunda-feira, 29, e terça-feira, 30, em Foz do Iguaçu (PR), reunindo dirigentes de 89 instituições brasileiras, entre universidades e institutos federais, além de 67 representantes de 17 países latino-americanos e caribenhos, para debater os desafios e as perspectivas da educação superior pública, da cooperação internacional e da integração regional.
“A integração entre as universidades da América Latina e do Caribe é fundamental para o fortalecimento da educação superior pública, da produção científica e da construção de respostas conjuntas aos desafios sociais, econômicos e ambientais que compartilhamos enquanto região”, disse a reitora.
Durante a programação, foram debatidos temas estratégicos como a democratização do acesso ao ensino superior, a inclusão social, a mobilidade acadêmica, a pesquisa e a inovação, bem como mecanismos para ampliar a cooperação internacional e fortalecer as redes de produção científica e tecnológica entre os países participantes.
O evento contou com a participação do ministro da Educação, Leonardo Barchini, e do secretário de Educação Superior do Ministério da Educação, Marcus David, além de representantes de organismos internacionais e lideranças acadêmicas.
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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre
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26 de junho de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.
Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.
Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.
O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.
Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.
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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre
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23 de junho de 2026O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.
O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.
A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.
O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.
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