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Governo se antecipa e pede ajuda federal para possível enchente no Acre

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Wesley Moraes

A cheia dos rios acreanos motivou uma reunião entre o governador Gladson Camelí, a vice-governadora Mailza Assis e o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, em Brasília (DF), nesta quinta-feira, 13. Antecipando-se à possibilidade de transbordamentos, os gestores solicitaram apoio do governo federal, caso a situação se agrave nos próximos dias.

Historicamente, as maiores enchentes já registradas no estado aconteceram em março. Desde o início desta semana, o nível do Rio Acre, na capital, está acima da cota de transbordamento, que é de 14 metros. Algumas famílias estão desabrigadas. A subida dos rios vem sendo monitorada com bastante atenção pelo governo do Estado.

Governador Gladson Camelí e vice-governadora Mailza Assis estiveram reunidos com o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, para solicitar ajuda federal, caso a população do Acre sofra com o transbordamento dos rios. Foto: Yasmin Fonseca/MIDR

“Nossa vinda a Brasília é para mostrar a situação que estamos enfrentando no Acre e pedir ajuda do governo federal, que sempre tem sido um grande parceiro em momentos difíceis. No ano passado passamos por uma grande cheia e, caso isso venha a se repetir, queremos estar prontos para atender à população com dignidade”, afirmou o governador.

A vice-governadora explicou ao ministro Waldez Góes que no último dia 10 de março o Estado decretou situação de emergência em razão da elevação do nível dos principais rios do Acre. A medida tem validade de 180 dias.

“Essa é uma ação necessária e muito importante para darmos uma resposta rápida no atendimento às pessoas. Temos dado todo o apoio, e destaco nossa atuação em relação às famílias de indígenas desabrigados pela cheia do Rio Acre. Elas estão sendo acolhidas da melhor maneira possível”, declarou Mailza, que também é secretária de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos.

Gestores acreanos falaram das medidas de apoio que o governo do Estado vem dando às primeiras famílias desabrigadas pela enchente em 2025. Foto: Yasmin Fonseca/MIDR

Conhecedor da realidade acreana, Góes lembrou das vezes que visitou o estado no período de cheia dos rios e reafirmou o compromisso do governo federal no atendimento aos pedidos apresentados durante o encontro. “Estamos sempre à disposição e, caso seja necessário, vamos trabalhar no socorro a quem mais precisa”, pontuou.

A reunião também contou com a presença do secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff.

 

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Pesquisa da Ufac é premiada em Congresso Brasileiro de Sementes — Universidade Federal do Acre

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Ítalo Ribeiro em CBSementes-2026.png

Pesquisadores de programas de pós-graduação (PPGs) da Ufac conquistaram o prêmio de melhor trabalho na categoria Mestrado durante o 23º Congresso Brasileiro de Sementes, realizado de 25 a 28 de agosto, em Foz do Iguaçu (PR), e promovido pela Associação Brasileira de Tecnologia de Sementes. O estudo trata de uma técnica baseada no uso de ultrassom para acelerar a germinação e o crescimento de mudas.

A autora principal é a mestranda Lívia Brito, com a colaboração de Ítalo Ribeiro, Rayane de Oliveira, João dos Santos, Janaína Alencar, Evandro Ferreira e Luis Maggi, que integram os PPGs em Ciência, Inovação e Tecnologia para a Amazônia; Biodiversidade e Biotecnologia; Produção Vegetal e Ciência Florestal, além do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

O trabalho avaliou os impactos do ultrassom na espécie arbórea conhecida popularmente como bordão-de-velho ou sete-cascas. A planta possui valor econômico para alimentação humana e animal, além de potencial para projetos de reflorestamento. Contudo, a produção de mudas enfrenta barreiras devido ao seu revestimento, uma rigidez na casca da semente que dificulta a entrada de água e atrasa a germinação.

Os testes conduzidos no Laboratório de Biofísica da Ufac/Bionorte demonstraram que a aplicação de ultrassom com determinada frequência e intensidade pelo período de cinco minutos aumentou o percentual e a velocidade do processo de germinação. A tecnologia é pioneira no país, sem registros anteriores de aplicação em escala industrial no Brasil.

Segundo Lívia, a expectativa da equipe é estender a metodologia a outras culturas agrícolas e espécies nativas, sobretudo as ameaçadas de extinção. A investigação também abrange experimentos com a castanha-do-brasil, apontando dados preliminares de que doses específicas de ultrassom podem elevar os teores de proteína bruta e nitrogênio total nas plantas.

A comitiva da Ufac no congresso contou ainda com outras apresentações. Ítalo Ribeiro expôs os efeitos da técnica no crescimento inicial da ‘Apuleia leiocarpa’, espécie moveleira sob ameaça de extinção; Ronald Antônio Nascimento de Souza apresentou resultados aplicados a sementes de sangue-de-dragão e moringa; e o professor e orientador Luis Eduardo Maggi apresentou um software em desenvolvimento projetado para estimar com precisão a quantidade de energia acústica aplicada sobre as sementes.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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V SIMECO — Universidade Federal do Acre

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Egressa de mestrado em CZS obtém prêmio de pós-graduação — Universidade Federal do Acre

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A engenheira agrônoma Mirian Soares de Amorim, aluna egressa do curso de Agronomia e do mestrado em Ciências Ambientais, do campus Floresta da Ufac, em Cruzeiro do Sul, obteve o 2º lugar na categoria Pós-Graduação do 5º Prêmio Margarida Alves de Estudos sobre Ruralidades e Feminismos, cujo resultado final foi divulgado em 17 de março. O evento foi promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.

O estudo destaca a articulação entre a transição agroecológica e a igualdade de gênero, enfatizando o papel central das mulheres rurais, ribeirinhas e agricultoras na preservação da agrobiodiversidade e na soberania alimentar na Amazônia. No mestrado, sob orientação do professor Kleber Andolfato de Oliveira, Mirian também aprofundou investigações sobre o desenvolvimento sustentável e o papel das populações rurais no manejo dos ecossistemas amazônicos.



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