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Governo Trump discute China e migração na América Latina – 31/01/2025 – Mundo
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Julia Chaib
O novo secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, que ocupa cargo equivalente ao de ministro das Relações Exteriores do Brasil, escolheu a América Latina como destino de sua primeira viagem oficial, indicando que a região será priorizada no governo de Donald Trump.
Rubio embarca neste sábado (1º) para um giro de seis dias que inclui visita a Panamá, El Salvador, Costa Rica, Guatemala e República Dominicana. O governo dos cinco países têm sido considerados aliados pelos EUA.
Serão discutidos a disputa sobre o Canal do Panamá, a influência da China na região e políticas de imigração —esses países estão entre os que têm mais imigrantes em situação irregular nos EUA.
Trump quer que as nações latino-americanas contribuam para sua política de deportação em massa recebendo pessoas expulsas dos EUA das mais variadas origens.
“O foco e a prioridade que o presidente Trump deu à região e o fato de que isso é liderado pelo nosso secretário de Estado, o primeiro secretário de Estado hispânico, que conhece a região como ninguém, é realmente histórico”, disse Mauricio Claver-Carone, enviado da Casa Branca para a América Latina, em entrevista nesta sexta (31).
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O giro terá início no Panamá, onde o secretário vai se encontrar com o presidente José Raul Molino e também visitar o Canal do Panamá.
Claver-Carone disse que o foco da visita será discutir o canal, o qual Trump já disse querer controlar, além de temas relacionados à imigração. “Vemos a presença da China no Canal do Panamá, e o presidente Trump deixou muito claro que não é apenas uma ameaça à segurança nacional dos EUA, mas à segurança do próprio Panamá e, em última análise, à segurança da região”, disse.
Ele ainda elogiou o programa de expatriação do país e disse que a política deveria ser expandida para outros lugares. “O Panamá tem sido muito útil em lidar com sua fronteira e em expatriar muitas das pessoas não apenas da América do Sul, mas de todo o mundo que usam [a região de] Darién para fazer a rota até os Estados Unidos”, afirmou.
Depois, Rubio viajará a El Salvador, onde terá um encontro com o presidente Nayib Bukele, considerado um grande aliado de Trump. Também ali, o líder republicano quer costurar um acordo para que a nação da América Central receba imigrantes deportados oriundos de outros países.
Claver-Carone elogiou Bukele e disse que o governo americano quer analisar as ações do presidente, consideradas bem-sucedidas, para combater a criminalidade em seu país.
Rubio depois encontrará o presidente da Costa Rica, Rodrigo Chaves, com quem também quer desenhar um acordo para que o país receba pessoas deportadas dos Estados Unidos de outras cidadanias que não costarriquenhas.
“Chaves tem sido um grande líder em relação ao reconhecimento das ameaças que a China representa naquele país”, disse Claver-Carone.
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A penúltima parada será na Guatemala, elogiada pelo governo Trump em função de seus esforços na área de imigração. “Esperamos expandir com a Guatemala as discussões sobre como o governo pode continuar a nos apoiar na migração e obviamente combater a influência chinesa em toda a região”, disse.
Por fim, Rubio deve encerrar a viagem na República Dominicana. Claver-Carone disse que o país é afetado pela crise no Haiti e tem sido responsável por receber boa parte das pessoas repatriadas do país vizinho.
“Se você realmente olhar para a importância desses cinco países, todos são aliados dos Estados Unidos e, obviamente, buscamos aprofundar e fortalecer a cooperação com todos eles”, afirmou.
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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre
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26 de junho de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.
Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.
Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.
O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.
Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.
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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre
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23 de junho de 2026O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.
O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.
A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.
O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
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