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Governo vê erro em fala de Lula sobre Gleisi, mas minimiza – 13/03/2025 – Poder
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Victoria Azevedo, Nathalia Garcia
Integrantes do governo Lula (PT) avaliam que a declaração do presidente da República sobre colocar uma “mulher bonita” na articulação do Executivo, em referência à ministra Gleisi Hoffmann (Secretaria de Relações Institucionais), não foi adequada. Eles, no entanto, minimizam o episódio, criticando a sua repercussão.
Na quarta (12), Lula disse em evento no Palácio do Planalto que colocou uma “mulher bonita” na articulação política de seu governo para “melhorar a relação” com o Congresso Nacional. A fala foi direcionada aos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que acompanhavam a cerimônia.
Três ministros afirmaram à reportagem, sob reserva, considerar a fala de Lula inadequada. Eles dizem, no entanto, que ações e gestos do petista sempre foram na direção de valorizar a atuação das mulheres.
Eles citam como exemplo desde programas do governo que privilegiam o papel das mulheres, como o Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida, até as nomeações para cargos na política, a exemplo da própria Gleisi e de Maria Elizabeth Rocha indicada por Lula para presidir o STM (Superior Tribunal Militar) —tornando-se o a primeira mulher a ocupar esse posto.
Um desses ministros diz que o presidente usou um adjetivo inadequado e que isso gera prejuízos a sua imagem, sobretudo com a militância. Ele afirma também que é preciso cuidado e que o presidente não pode “dar margem para críticas”, ainda mais em momentos como o da cerimônia de quarta, quando uma ação do governo considerada positiva acabou sendo ofuscada pela declaração.
A fala ocorreu em evento de lançamento do novo empréstimo consignado privado, batizado de “Crédito de Trabalhador”. A criação desse novo modelo é tida como uma das principais agendas econômicas do governo federal neste ano e um aceno às classes mais baixas, num momento em que o Executivo tenta reverter a queda de popularidade do presidente.
Auxiliares do petista também falam em “distorção” das palavras do presidente por opositores para atacar a sua imagem e afirmam que as críticas estão desproporcionais. Como a Folha mostrou, bolsonaristas reagiram com críticas, ironia e ofensas machistas à fala de Lula, atacando o presidente e a ministra.
Um aliado de Lula diz que a declaração dele “não se compara” ao histórico de falas misóginas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para desqualificar mulheres com quem teve embates, ao se queixar dos ataques dos bolsonaristas. Na semana passada, por exemplo, o vereador Jair Renan (PL), filho de Bolsonaro, divulgou vídeo com comentários misóginos do pai contra petistas.
Mas, na avaliação desse aliado, justamente por isso Lula não pode cometer esse tipo de deslize. Ele reforça, no entanto, que essa declaração não reflete as atitudes do presidente da República.
A própria Gleisi divulgou nota na manhã desta quinta-feira (13) repudiando o que classificou como “ataques canalhas de bolsonaristas, misóginos, machistas e de violência política”.
“Não me intimidam nem me acuam. Oportunistas tentando desmerecer o presidente Lula. Gestos são mais importantes que palavras. Não teve e não tem outro líder como o presidente Lula que mais empoderou as mulheres”, escreveu Gleisi.
“Que moral vocês tem? Vocês esqueceram das entrevistas, dos vídeos em que Bolsonaro agrediu as mulheres, estimulando a violência política e física, o preconceito, o machismo? Canalhas, respeitem a inteligência do povo brasileiro!”, seguiu a ministra.
A ministra também afirmou que o presidente tem um histórico que o “credencia junto à luta das mulheres por espaços de comando e poder”.
“O que fico indignada é com a extrema-direita, com os bolsonaristas que utilizam disso para fazer um jogo baixo, sujo, sórdido, quando na realidade, eles, sim. Eles, Bolsonaro, sempre foram contra as mulheres, discriminatórios, misóginos e machistas. Isso a gente não pode aceitar, isso vai ter resposta à altura”, disse a ministra a jornalistas, após deixar encontro com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, nesta manhã.
O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), foi às redes para criticar os ataques de bolsonaristas feitos à ministra. Ele citou falas do deputado Gustavo Gayer (PL-GO) e disse que irá procurar Hugo Motta e líderes partidários para abrir um processo contra o parlamentar no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara.
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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais — Universidade Federal do Acre
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1 de junho de 2026O Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac sediou uma reunião estratégica para debater alternativas de prevenção, controle, monitoramento e combate a incêndios florestais nas áreas verdes do campus-sede, projeto Humaitá e Fazenda Experimental Catuaba. O encontro ocorreu na sexta-feira, 29, na sala ambiente do PZ.
A iniciativa foi motivada pela necessidade de ampliar a articulação institucional frente à aproximação do período de estiagem. Nessa época, a combinação de vegetação seca, acúmulo de folhas e galhos e baixa umidade eleva drasticamente a vulnerabilidade desses espaços. Além do viés ambiental, a pauta destacou a relevância acadêmica das áreas para atividades de ensino, pesquisa e extensão de diversos cursos da universidade.
Os participantes discutiram propostas para fortalecer o controle de acesso, a vigilância e o planejamento preventivo. O histórico de sinistros na instituição, como o incêndio de 2010 ocorrido nas proximidades da Unidade de Tecnologia de Alimentos (Utal), foi lembrado para reforçar a urgência de tratar o tema de forma permanente.
Além disso, foi apresentada uma contextualização institucional do PZ e sua relevância para a Ufac e a sociedade acreana. O professor Rodrigo Perea expôs a pesquisa desenvolvida em 2025 por seu orientando, Moisés Pereira, aluno do doutorado Bionorte da Ufac, sobre risco de incêndio em áreas florestadas do campus-sede.
As discussões foram enriquecidas pelas contribuições do professor Moisés Barbosa de Souza, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), reconhecido por seu conhecimento sobre as áreas florestadas da Ufac, apontando para a necessidade de uma construção coletiva que envolva orientação, resposta rápida e proteção da biodiversidade.
“Esperamos que a organização de alternativas de prevenção, monitoramento e combate ao risco de incêndios florestais nas áreas da Ufac avance significativamente em 2026”, disse o diretor substituto do PZ, Wanderson Gomes. “Diante da previsão de uma estiagem mais severa, é fundamental que a universidade esteja preparada para agir de forma planejada, integrada e preventiva.”
Também participaram da reunião representantes da Prefcam, do CCBN, do CFCH, dos cursos de Geografia e Medicina Veterinária, do doutorado Bionorte, além de servidores e colaboradores ligados à temática ambiental.
Próximos passos
Para dar materialidade às ações propostas, foram definidos os seguintes encaminhamentos práticos:
– 3 de junho às 8h: visita in loco à trilha interna do PZ (trajeto de aproximadamente 3 quilômetros) para mapear pontos críticos, gargalos de acesso e possibilidades de intervenção;
– 12 de junho às 8h30: nova reunião de trabalho com o objetivo de dar continuidade às discussões e avançar na consolidação de medidas integradas.
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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre
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28 de maio de 2026O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.
O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.
O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.
Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.
A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.
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Projeto de extensão seleciona resumos expandidos para publicação — Universidade Federal do Acre
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26 de maio de 2026O projeto de extensão ComunicAÇÃO, da Ufac, realiza processo seletivo para submissão de trabalhos extensionistas, na modalidade de resumo expandido. Os selecionados comporão a Coleção de Cadernos de Extensão “Ufac e Comunidade”. As inscrições estão abertas até 30 de junho, por meio de formulário online.
O trabalho inscrito deve estar contemplado em uma das áreas temáticas: comunicação, cultura, direitos humanos e justiça, educação, meio ambiente, saúde, tecnologia e produção, trabalho. Cada resumo deverá estar vinculado a uma ação de extensão (projeto, curso, evento ou programa) institucionalizada na Ufac.
“O resumo expandido deverá evidenciar, de forma clara e consistente, as experiências adquiridas e/ou vivenciadas junto à comunidade externa ao longo do desenvolvimento da ação de extensão, destacando as interações estabelecidas, os impactos gerados, os aprendizados construídos e as contribuições mútuas decorrentes da execução das atividades”, detalha o item 3.1 do edital.
A seleção consiste em avaliação por uma comissão que indicará 50 trabalhos aptos para publicação na 1ª Edição da Coleção de Cadernos de Extensão, considerando a formatação e os aspectos científicos, além do envolvimento da comunidade externa, dos resultados obtidos e da efetividade da metodologia proposta. O resultado final do processo seletivo está previsto para 21 de agosto.
Para mais informações sobre o certame, leia o edital Proex n.º 9.1/2026.
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